O que espera o Pinterest de Portugal

Por a 5 de Abril de 2019
Michael Akkerman (PInterest)

Michael Akkerman (Pinterest)

Todos os dias os utilizadores portugueses fazem um milhão de pins no Pinterest. Para quem não está a par, significa que colocam, escolhem ou organizam um milhão de imagens (chamados pins) diariamente naquela rede social. Apesar de não se saber qual o número de utilizadores em Portugal, o Pinterest avança que possui 250 milhões de membros activos a nível mundial. “Os portugueses estão a aumentar o seu interesse em relação ao Pinterest. Todos os números que temos são positivos nesse sentido. O nosso objectivo é ajudar a que as pessoas percebam e saibam como funciona o Pinterest. Ainda somos algo novo em Portugal e por isso a nossa esperança é que os números continuem a crescer”, disse ao M&P Michael Akkerman, que dirige o programa de marketing partners do Pinterest e que integrou o grupo de oradores da QSP Summit.
Akkermman é responsável pelo desenvolvimento e gestão do ecossistema de parceiros tecnológicos que trabalham com o Pinterest e que inclui algumas das maiores marcas e publicitários mundiais. Na sua intervenção na QSP Summit defendeu que a próxima etapa dos motores de pesquisa será visual. “A câmara é o novo teclado, o novo interface com o mundo, e é aí que os marketeers devem ser capazes de interagir com os consumidores. Nós somos visuais. Por isso é que as marcas investem muito na criação do seu logótipo para terem a certeza de que funciona”. “Os estudos destacam o poder da imagem”, indicou, apontando para pesquisas que indicam que só se memoriza dez por cento do que se ouve, 20 por cento do que se lê e 89 por cento do que se vê.
O responsável também apresentou algumas evoluções tecnológicas do Pinterest, como o visual search, que permite pesquisar e comprar objectos que aparecem nas fotos, usar a câmara do telemóvel para identificar os produtos ou fotografar um casaco para obter sugestões de roupa que combinem com essa peça. O Pinterest acredita que uma das suas mais-valias consiste na ferramenta Tastegraph, que radiografa os interesses dos utilizadores. É isso que permite saber que entre os utilizadores portugueses há um interesse maior relativo a comida saudável (+940 por cento), tatuagens (+215 por cento) ou frases motivacionais (+200 por cento) face aos congéneres de outros países. Na área da alimentação, em Lisboa o item mais procurado é a quinoa enquanto no Porto é o salmão. Sobre casa, na Invicta na pesquisa domina a cozinha enquanto na capital é a sala-de-estar. Na área da moda também há diferenças regionais. A Norte destacam-se as saias plissadas (para elas) e os casacos de couro (para eles), enquanto a Sul são mais procuradas imagens de macacões (mulheres) e de relógios (homens).
Michael Akkerman incentivou ainda as marcas a apostar na rede social, não só enquanto plataforma de comércio electrónico mas como meio de comunicação. Como o próprio destacou, há mais de dois anos que o Turismo do Porto e Norte de Portugal não publica qualquer imagem sobre o destino na sua conta na rede social. Isso não impede que os utilizadores continuem de forma orgânica, a associar cada vez mais imagens ao destino Porto. Em sentido contrário, o Leroy Merlin lançou em Espanha uma campanha em que era possível apontar o telemóvel para o catálogo ou para os vários suportes da loja para descobrir no Pinterest as possíveis aplicações dos produtos à venda.

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