Redacções dos títulos da Cofina passam a operar em espaço conjunto

Por a 6 de Setembro de 2017

Octávio RibeiroReforçar sinergias operacionais é o objectivo da reestruturação em curso na Cofina e que vai juntar no mesmo open space as redacções de todas as publicações do grupo, dono de títulos como o Correio da Manhã, Jornal de Negócios, Record ou Sábado, além do canal CMTV. A informação foi avançada esta quarta-feira pelo semanário Expresso, com Octávio Ribeiro, desde o passado mês de Julho director-geral editorial da Cofina na sequência da criação de uma área de publishing, a garantir que não se trata de uma fusão de redacções e descrevendo a medida apenas como uma forma de alcançar “maiores sinergias operacionais”. No novo espaço criado no edifício da Cofina, passarão a trabalhar de forma integrada as redacções do Correio da Manhã, CMTV, Jornal de Negócios, Record, Sábdo, Flash, Máxima, TV Guia e Destak. No entanto, Octávio Ribeiro assegura que “os jornalistas especializados de cada título continuarão a trabalhar, como sempre, para a sua marca”.

“Esta é a primeira e mais estruturante medida no cumprimento da minha nova missão como director-geral editorial”, apontou Octávio Ribeiro em declarações ao semanário da Impresa. Recorde-se que o grupo tinha anunciado em Março a intenção de criar “uma área de publishing de modo a obter importantes sinergias entre os seus títulos de imprensa, plataformas digitais e televisão”, o que possibilitaria “extrair importantes vantagens entre as redacções dos diversos títulos detidos pela Cofina Media”. A medida foi anunciada na sequência de uma reestruturação que resultou num despedimento colectivo de cerca de 60 profissionais.

O grupo encerrou o primeiro semestre deste ano com lucros de apenas 718 mil euros, uma quebra de 69,3% face ao semestre homólogo em 2016, em função de uma diminuição das receitas em toda a linha, juntamente com custos de reestruturação na ordem dos dois milhões de euros. Nos primeiros seis meses do último ano, o grupo dono do Correio da Manhã e da CMTV, entre outros títulos, apresentava lucros de 2,3 milhões de euros. Este ano, o mesmo período foi caracterizado por um decréscimo generalizado das receitas, que passaram de 48,5 milhões de euros para cerca de 44 milhões de euros, uma quebra de 9,2%. Este resultado é justificado por descidas nas receitas de circulação (-9,9%), nas receitas publicitárias (-4,6%) e nas provenientes de produtos de marketing alternativo e outros (-15,9%). A redução de 8,7% nos custos operacionais, de 42 milhões de euros para 38,4 milhões, não foi suficiente para cobrir a quebra registada do lado das receitas.

O M&P tentou obter um esclarecimento sobre a extensão da medida e qual o impacto da mesma na forma de trabalhar das publicações do grupo Cofina Media mas até ao momento não foi possível chegar ao contacto com Octávio Ribeiro.

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