Quando os produtos são para bebé portugueses preferem a qualidade ao preço

Por a 5 de Junho de 2017

bebeUm estudo do Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM) que analisou os hábitos de consumo da população relativamente a roupa/calçado para bebés e biberons concluiu que a maioria dos portugueses valoriza a qualidade (73,81%) na compra de um produto para bebé (entre os 0 meses e os três anos), em detrimento do preço (11,90%), da durabilidade (7,14%) e do design (4,29%).
Este estudo foi desenvolvido com o objectivo de descobrir se na compra de produtos para bebé a qualidade constitui um factor decisivo, sobretudo em contextos socioeconómicos menos favoráveis, relacionados com a diminuição do orçamento familiar.
Os dados apurados pelo IPAM permitem confirmar a importância da qualidade e ainda aferir, no que diz respeito ao valor da despesa, que a maioria dos portugueses gasta o máximo de 10 e 30 euros mensais no consumo de roupa, calçado ou biberons. Apenas cerca de 15% dos consumidores destes artigos despende um valor mensal superior a 60 euros.
Entre roupa, calçado e biberons para bebés, os portugueses compram com maior frequência a roupa (40,13%), seguindo-se o calçado (24,56%) e, por último, os biberons (14,04%).
Para a professora do IPAM e coordenadora deste projeto, Marta Bicho, “o desenvolvimento deste estudo foi importante para caracterizar o consumidor português em relação a produtos infantis e realçar que, apesar da adaptação do seu comportamento a situações de crise, as exigências de atributos como a qualidade e o conforto continuam a ser valorizados para esta população em detrimento de factores económicos”.
O estudo sobre o consumo da população relativamente a roupa e calçado para bebés e biberons foi elaborado pelo IPAM com base numa metodologia que considerou a análise de 441 inquiridos, com mais de 18 anos de Portugal Continental e Ilhas, que realizaram o inquérito através da plataforma online (surveymonkey.com), abrangendo todo o território nacional, com uma amostra proporcional estratificada por região.
O estudo teve uma pergunta de filtro inicial, contemplando apenas inquiridos que tivessem efectuado compras de produtos para bebé, dos 0 meses aos 3 anos.

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