Media Capital fecha trimestre com lucro de 1,9 milhões, Impresa mantém-se no vermelho

Por a 27 de Abril de 2017

pjimageImpresa e Media Capital apresentaram esta quinta-feira os seus resultados relativos ao primeiro trimestre. Enquanto o grupo que detém a TVI viu os lucros subirem 3%, o grupo agora liderado por Francisco Pedro Balsemão e dono da SIC sofreu uma quebra de 12,9%. A Impresa, que detém ainda títulos como o Expresso ou Visão, voltou a apresentar resultados negativos, tendo o prejuízo de 2,4 milhões de euros registados no primeiro trimestre de 2016 aumentado agora para um resultado negativo a rondar os 2,8 milhões de euros. Já a Media Capital teve uma subida ligeira de 3% nos resultados líquidos, fixando o seu lucro nestes primeiros três meses do ano em 1,9 milhões de euros. No que diz respeito à dívida, a do grupo Impresa está actualmente nos 191,6 milhões de euros, uma redução de 1,7% face aos 194,9 milhões do período homólogo em 2016. Na Media Capital, a dívida líquida registou um acréscimo de 1,7 milhões de euros face a Dezembro, fixando-se agora em 99,8 milhões de euros.

Analisando os resultados de ambos os grupos, a quebra de receitas é tendência comum. Na Impresa, as receitas consolidadas desceram 5,5%, passando de 47,9 milhões de euros no primeiro trimestre de 2016 para os 45,3 milhões, com decréscimos de 6,1% e 5,4% nas receitas dos segmentos de televisão e publishing, respectivamente. Os 2,6 milhões de euros a menos em receitas não foram compensados com o corte de nos custos, que não chegou a 1,9 milhões apesar de uma redução de 3,7% – dos 47,7 milhões de euros dos primeiros três meses de 2016 para 45,9 milhões de euros este ano. Já do lado da Media Capital, a quebra nas receitas operacionais chegou aos 10%, o que se traduz em menos quase 4 milhões de euros neste primeiro trimestre face ao período homólogo, fixando-se agora nos 35,1 milhões de euros que comparam com 39 milhões de euros no último ano. A rádio foi o único segmento a registar crescimento nas receitas, ao subir 2%, enquanto a quebra nas receitas de televisão foi de 12%, de 32,4 milhões para 28,7 milhões, e na área de produção audiovisual a quebra de receitas chegou aos 39%, passando de 11 milhões de euros para 6,7 milhões de euros. A contribuir para a manutenção dos resultados operacionais positivos esteve o equilíbrio do lado dos custos operacionais, que foram reduzidos em em 3,2 milhões de euros (-10%), passando dos 33,3 milhões de euros no primeiro trimestre de 2016 para 30,1 milhões neste arranque de 2017.

Olhando isoladamente para as receitas publicitárias, percebe-se que enquanto o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão viu as mesmas crescerem 2%, dos 23,9 milhões de euros para 24,4 milhões, o grupo liderado por Rosa Cullell regista uma quebra de 10% nas recitas publicitárias, passando de 25,8 milhões de euros para 23,2 milhões.

Na Impresa, houve ainda uma quebra de 2,1% nas receitas de subscrição de canais e de 39,7% no item Outras Receitas, onde se inclui a área multimédia e os produtos alternativos. O único segmento a registar uma evolução positiva, ainda que ligeira (+0,4%) foi o das receitas de circulação. No grupo Media Capital, também o item Outras Rendimentos Operacionais, onde estão englobadas as receitas de produção audiovisual, serviços multimédia e de cedência de sinal, regista uma descida de 11%, de 13,3 milhões de euros para 11,8 milhões. A quebra nas receitas publicitárias da Media Capital ocorreu essencialmente na publicidade em televisão (-11%) enquanto a publicidade em rádio cresceu 4%.

Separando por segmento, o grupo Impresa regista na área de Televisão um EBITDA de 712 mil euros, uma quebra na ordem dos 65% comparativamente ao EBITDA de 2 milhões de euros registado no primeiro trimestre de 2016. O cenário do segmento de Publishing não é mais animador, apresentando um EBITDA negativo de 723,6 mil euros, uma evolução negativa ao descer 29,4% empurrado por quebras de 4,1% na publicidade, de 43,2% nos produtos alternativos e de 38,9% em outras receitas, não compensadas na subida de apenas 0,4% nas receitas de circulação. Também na Media Capital o EBITDA do segmento Televisão sofreu uma quebra de 24%, fixando-se agora perto dos 4 milhões de euros. Já o EBITDA do segmento Rádio desceu 7% para os 799 mil euros.

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