As campanhas que marcaram o apoio à selecção nacional no Euro 2016 (com vídeos)

Por a 11 de Julho de 2016

Imagem-54Fernando Santos prometeu regressar a Portugal apenas no dia 11 de Julho e cumpriu. Como dizia na única campanha que protagonizou, para o Novo Banco, “Temos selecção para ter ambição”. No regresso dos campeões, recordamos algumas campanhas que marcaram o apoio à selecção neste Euro 2016.

Não Somos 11, Somos 11 Milhões/Partners

Com Tomás Froes ao leme do marketing da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), foi a primeira vez que a entidade máxima do futebol nacional lançou uma campanha de apoio à selecção. Para isso convocou Pedro Abrunhosa, que emprestou a música “Tudo o que eu te dou” e a transformou num cântico de apoio aos 23 escolhidos de Fernando Santos, numa produção com criatividade da Partners. A música não parece ter pegado. Talvez devêssemos ter seguido o exemplo dos islandeses e optado por um cântico de apoio bem mais simples (e bem mais viral). Para lá do sucesso ou não da música, a campanha foi alvo de críticas que chegaram ao meio político com o deputado do PS, Paulo Pisco, a mostrar-se indignado com a campanha publicitária, que diz ser “quase uma desconsideração” para com os cerca de cinco milhões de emigrantes portugueses, alegadamente esquecidos pela FPF.

Galp deixa tudo em campo/JWT

Se a Federação se “esqueceu” dos emigrantes, a Galp foi a única marca a colocá-los no centro da sua campanha de apoio à selecção das Quinas. Com várias marcas a falarem no apoio dos milhões fora de campo aos 23 escolhidos para dentro das quatro linhas, a Galp virou a comunicação ao contrário ao falar nos 23 que se iriam juntar em França aos que há vários anos deixam tudo em campo, cerca de um milhão de portugueses emigrados que “pelos seus méritos próprios, venceram em França”.

Portugal Precisa de Ti/BAR

Foram muitas as criticas à forma de Portugal jogar durante este Europeu, uma selecção que não joga bonito, que empatou a maioria dos jogos e que não merecia estar na final. Foram andando e lá chegaram. É o expoente máximo do “desenrascanço” português. E se houve campanha que captou esse “desenrascanço” com humor foi a da Sagres, protagonizada por Ricardo Araújo Pereira e com criatividade da BAR. Na campanha vale tudo para ganhar, desde inclinar o campo com umas vigas a borrifar sebo para os adversários não se aguentarem em pé. Os franceses bem disseram que a selecção portuguesa era “nojenta” mas não chegámos a seguir o conselho do humorista no que toca a sebo. Nem foi preciso. Pumba, vai buscar.

Fome de Vencer/Fuel

A campanha do Continente, criada pela Fuel, é uma hipérbole perfeita no apoio e confiança depositados na selecção nacional. Podia ter corrido muito mal caso os rapazes de Fernando Santos tivessem morrido na praia… de barriga vazia. A fome de vencer do Continente era tão grande que a campanha de apoio à selecção pouco ou nada lembra as campanhas da marca, com um registo muito mais arrojado do que o habitual. A selecção conquistou o Euro pela primeira vez e, pela primeira vez também, há uma cena de teor sexual num anúncio do Continente.

Who wins?/Partners

IMG_5459Fora dos circuitos dos anúncios televisivos, a Partners criou uma campanha digital para o Turismo de Portugal dirigida aos mercados externos. Através do Facebook e da página Visit Portugal, cada jogo da selecção era acompanhado por um marcador onde Portugal batia a países como a Croácia, a Polónia ou o País de Gales em itens como os quilómetros de costa para explorar, o número de surf spots ou de campos de golfe ou até a área de produção de vinho. Uma forma interessante de promover o país enquanto se apoia a selecção, especialmente tendo em conta que alguns dos países adversários são mercados prioritários para o turismo português.

The Switch/Wieden+Kennedy

Nem só de campanhas de marcas nacionais viveu o apoio à selecção nacional. No plano internacional, destacou-se a mega-produção da Nike, que lançou o maior filme produzido pela Nike Football, com 5 minutos e 57 segundos. Cristiano Ronaldo é a estrela principal do filme mas tem a companhia de mais 15 jogadores, seis deles companheiros de selecção do capitão português. Ricardo Quaresma, André Gomes, José Fonte, Cedric Soares, Vieirinha e Raphael Guerreiro juntaram-se ao número 7 da selecção das Quinas no filme The Switch, criado pela Wieden+Kennedy e realizado por Ringan Ledwidge, onde marcam também presença estrelas internacionais como Raheem Sterling, Joe Hart, Harry Kane, Chris Smalling, John Stones, Ross Barkley, Varane, Anthony Martial, Sergi Roberto e Javier Mascherano, além da estrela da selecção norte-americana de futebol feminino Megan Rapinoe.

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