Quem são os CEO com presença mais forte no digital em Portugal?

Por a 10 de Novembro de 2015

Estudo LL&CUm estudo conduzido pela consultora Llorente & Cuenca revela que em Portugal os CEO ainda estão afastados do mundo digital, muito limitados aos websites corporativos das empresas que lideram e a páginas pessoais no LinkedIn. Segundo o estudo, a presença e influência digital dos líderes de empresas em Portugal deve-se mais às menções de terceiros do que à participação activa nos seus próprios canais. “Numa altura em que a confiança, a reputação, a transparência e o lado social e humano das organizações é mais importante do que nunca, parece haver uma oportunidade de comunicação que é ainda desperdiçada”, aponta Tiago Vidal. director-geral da consultora espanhola, considerando que “os líderes empresariais parecem ainda recear entrar no universo digital, seja por questões de privacidade, segurança ou até por receio de se exporem a um contexto onde a comunicação bidireccional é a norma”.

top10_PortugalDe acordo com o estudo Identidade digital dos CEOs: Portugal e a realidade Ibero-Americana, que analisou durante o mês de Julho de 2015 a presença e influência digital dos CEO e Executivos das principais empresas de Portugal, Espanha e países da América Latina, no nosso país “não existe nenhum executivo com um índice de presença e influência relevante, o que contrasta com a realidade de Espanha, México ou até Equador, países que conheceram as melhores classificações no ranking”. A Central de Cervejas, TAP, Axa, EDP e ANA são as empresas cujos líderes estão melhor posicionados no mundo digital.

No entanto, o índice de presença e influência dos primeiros 10 executivos portugueses está muito abaixo da média dos países analisados: 22 pontos que comparam com 71 em Espanha, 57 no México e 50 no Equador. No que diz respeito aos canais mais usados, websites corporativos e LinkedIn são a escolha de 55% dos líderes portugueses. Embora fiquem de lado Twitter, Wikipedia, blogues pessoais ou mesmo o YouTube, o estudo indica que apenas 11% dos líderes analisados em Portugal não têm qualquer perfil online. Além disso, 59% dos executivos podem ser encontrados no Google News, sendo que 39% destes estão associados a mais de 11 notícias. O YouTube e o Twitter são os canais onde há uma menor presença dos líderes: apenas 10% dos executivos surgem nos resultados de pesquisa da rede multimédia e apenas 2% possui conta oficial na plataforma de microblogging.

Em termos globais, os resultados do estudo evidenciam que a presença e influência digital dos CEO e executivos em Portugal, Espanha e América Latina é ainda baixa já que, dos mais de 1100 líderes analisados, “apenas 11% têm uma presença digital estratégia e deliberada e só 4% pode afirmar ser influente neste novo contexto de comunicação”. “As mulheres parecem ter uma maior predisposição para implementar correctamente uma estratégia de identidade digital, ainda que apenas 26% dos primeiros 50 perfis do ranking sejam mulheres”, acrescenta o estudo.

No que diz respeito aos canais mais utilizados, existem algumas variações: o Twitter é mais usado em Espanha (com 42% dos líderes registados na plataforma), o LinkedIn tem maior penetração no Panamá (quase 80% dos executivos têm actividade nesta rede social) e a Wikipedia é mais utilizada no Chile (onde 39% dos líderes têm uma entrada sua).

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