Qualificação para Euro 2016 vale no mínimo 485 milhões à economia nacional

Por a 8 de Outubro de 2015

euro 2016Quanto vale a qualificação de Portugal para o Euro 2016? No mínimo, 485 milhões de euros. A conclusão é de um estudo do IPAM – The Marketing School que perspectiva o impacto na economia nacional do apuramento e participação da selecção portuguesa na próxima edição do Campeonato Europeu de Futebol que se disputará no próximo ano, em França. Este cálculo pressupõe que a caminhada de Portugal se fique pela fase de grupos. Perante este cenário de insucesso desportivo, os três jogos disputados por Portugal durante a curta estada em França deverão gerar, internamente, proveitos de 199 milhões de euros. A fase de estágio originará 117 milhões de euros, aos quais importa somar mais 169 milhões de euros que advêm do acompanhamento da prova desde os oitavos de final até ao jogo decisivo.

O estudo do IPAM prevê ainda dois outros cenários amplamente opostos: a improvável ausência de Portugal da prova e a conquista do troféu. Assim, caso o duplo compromisso com a Dinamarca e a Sérvia se revele um fracasso e Portugal também não conseguir “carimbar” a presença no Euro-2016 no play-off que será disputado em Novembro, o impacto económico da prova no mercado nacional cairá para os 211 milhões de euros, ou seja, menos de metade do valor mínimo garantido com a presença na prova. Um terço deste impacto será gerado pela final agendada para 10 de Julho, no Stade de France, em Paris.

E se a caminhada da selecção das quinas na prova superar todas as expectativas e culminar com a inédita conquista do título europeu? Aí, espera-se que o impacto económico da prova no mercado português ascenda os 650 milhões de euros. Só a tão desejada vitória – e toda a onda de euforia automaticamente gerada em torno da selecção – geraria mais de 200 milhões de euros de proveitos, ou seja, cerca de um terço deste valor total (32 por cento).

Euro 2016 promete ser mais lucrativo do que o Mundial do Brasil

O estudo do IPAM revela que, caso Portugal tenha a mesma performance desportiva, o Europeu do próximo ano terá um impacto no mercado nacional superior às duas últimas grandes competições em que participou: Euro 2012 (que culminou com a derrota nas meias-finais frente a Espanha) e Mundial 2014 (eliminação na fase de grupos). Este fenómeno deve-se em larga escala à alteração do formato da prova (que passará a ser disputada por 24 equipas e contará com mais 20 desafios) e à proximidade geográfica entre Portugal e França, que elevará o número de viagens dos adeptos portugueses. Com o Euro 2016, a UEFA espera obter 500 milhões de euros em receitas, mais 200 milhões de euros do que o valor total angariado com o Euro 2012 disputado na Polónia e na Ucrânia.

Levado a cabo pelo Gabinete de Estudos de Marketing para Desporto do IPAM – The Marketing School, o estudo de impacto económico do Euro 2016 em Portugal tem por base a definição de quatro momentos distintos (estágio, fase de grupos, eliminatórias e final), e a análise dos respectivos indicadores de impacto como, por exemplo, os consumos em casa e na restauração, o investimento publicitário, apostas online, compra de jornais, pay-tv, prémios de jogo e viagens de avião.

Deixe aqui o seu comentário