José Godinho Marques quer humanizar a criatividade com a sua nova agência

Por a 10 de Dezembro de 2014

Foram cerca de 25 anos a trabalhar marcas ao serviço de multinacionais. Agora, o ex-director criativo da McCann Lisboa, que passou por agências como a MKT/Brandia, JWT, Abrícinio, DDB ou Euro RSCG, lança a sua própria agência, a Human. Ao M&P, o profissional explica que “um criativo, especialmente um hands on como eu, precisa do desconforto para sobreviver, e de preferência com liberdade na hora de decidir e de apresentar propostas aos clientes. Por isso mesmo, estava mais do que na hora de lançar a minha própria agência, por todas as provas que dei ao longo de um bom período à frente da criatividade de uma multinacional”. “Sinto que mudei a vida de muitas marcas da McCann do ponto de vista criativo, agora é hora de mudar as marcas que queiram trabalhar com a Human”, afirma.

Sobre o que a Human traz de diferente ao mercado, José Godinho Marques aponta a “dedicação, acima de tudo. Quando não existe respeito pelo trabalho, não existe futuro. Um compromisso sério com a vida das pessoas, seja na abordagem criativa, seja na vivência de quem trabalha connosco”, é uma das promessas, a par de “um compromisso sério com o delivery on time”. “E, obviamente, a flexibilidade da Human permite-nos adequar respostas em termos de necessidades reais dos clientes. As marcas cada vez mais pretendem comunicar de forma diferente, a forma tradicional de fazer comunicação está a conhecer um período de mudança inimaginável, seja pela necessidade de diferenciação, seja pela adaptação à realidade dos budgets disponíveis”, explica.

Questionado sobre as áreas em que a agência pretende actuar, o responsável define que será “em quase todas a que nos desafiarem, dada a rede de parcerias que estamos a estabelecer. Contudo, relembro que sou um criativo da escola clássica com 24 anos de agências, que aposta acima de tudo na força da ideia. É por isso que gosto de dizer ‘we are surfing the line’. Hajam boas ideias”, resume.

José Godinho Marques prefere, para já, não adiantar pormenores sobre a dimensão da equipa e clientes. “Para já, sou eu o rosto visível da agência. É um projecto no ground zero, que se encontra em fase de enamoramento com alguns ex-clientes (sim, uma relação de outrora pode sair fortificada no futuro) e outros futuros clientes”, revela. “Somos alguns, que acima de tudo estão a ajudar a semear um projecto que se pretende que cresça como um verdadeiro organismo a longo prazo e um projecto saudável, com pés e cabeça passa pelos compromissos reais dos clientes com a agência, o que nos permitirá um crescimento sustentável, e consequentemente, transparente. É pela transparência que se pode fazer a diferença, quando se fala de equipa”, conclui, referindo que “é prematuro falar desde já numa lista de clientes. Acredito que muito em breve iremos comunicar uma carteira sólida e representativa de tudo o que podemos e iremos fazer com muitas marcas”.

Questionado pelo M&P sobre o volume de investimento e expectativas de facturação e de prazo para atingir o break-even, José Godinho Marques diz apenas que “o investimento é brutal do ponto de vista emocional. Logo, o break-even atinge-se facilmente”. “Agora falando a sério, fundar uma agência não é um investimento muito grande do ponto de vista financeiro porque uma agência faz-se de pessoas, boas ideias e boas intenções. O resto, são computadores, secretárias, instalações e burocracia. Perspectivas de facturação temos as melhores, para que tudo possa acontecer de forma fluida e com alguma tranquilidade. É a vantagem de viver assim, no strings attached.”

 

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