CT do Público apresentou plano de viabilidade da empresa alternativo

Por a 14 de Dezembro de 2011

A Comissão de Trabalhadores do jornal Público anunciou hoje ter enviado à administração um plano alternativo de viabilidade da empresa e de manutenção dos postos de trabalho, no qual elenca exemplos de medidas de poupança para 2012.

Em comunicado, a CT explica que se trata de um conjunto de alternativas às propostas que a administração apresentou e que incluem o ‘layoff’ de 21 trabalhadores e a alteração da modalidade de Isenção Horária de Trabalho, com esta última a consubstanciar-se numa redução salarial para todos os funcionários cujo vencimento mensal bruto seja igual ou superior a 1.600 euros.

 

Deste modo, “a Comissão de Trabalhadores dá seguimento àquela que foi a sua posição desde o início – de que existem alternativas à suspensão temporária dos contratos de trabalho”, sustenta.

“Dentro do espírito de abertura e de colaboração que devem pautar estes processos, a CT irá continuar a cooperar, como é desejo dos trabalhadores, nesta tarefa de garantir que a empresa possa encarar 2012 nas melhores condições possíveis”, acrescenta.

No final de novembro, o jornal Público anunciou a decisão de colocar em ‘layoff’ 21 colaboradores a partir de janeiro e de proceder a cortes graduais nos salários acima dos 1.600 euros, com o objetivo de poupar um milhão de euros só em remunerações em 2012.

 

O jornal pretende proceder a cortes em custos de funcionamento gerais na ordem de mais um milhão de euros, de acordo com o plano apresentado pela administração do jornal à comissão de trabalhadores do Público, disseram à Lusa fontes das duas entidades.

Serão abrangidos pelos acordos de ‘layoff’ [suspensão temporária de trabalho com remuneração reduzida a dois terços do salário] “colaboradores com funções não prioritárias ao funcionamento do jornal”, afirmou à Lusa, Cristina Soares, administradora do Público.

A mesma fonte escusou-se a explicar que tipo de funções estarão envolvidas e quais as que estarão de fora do plano, explicando apenas que estão em causa colaboradores em “funções transversais” ao funcionamento do jornal.

 

 

 

 

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