Televisões passam a ter audiências da GFK a partir de 1 de Janeiro

Por a 10 de Março de 2011

No último trimestre do ano começarão a ser conhecidos os primeiros dados produzidos pelo novo sistema de medição de audiências de televisão fornecido pela GFK. “O concurso chegou a um resultado. Foi homologado por unanimidade no mercado”, comentou ao M&P Fernando Cruz, director-executivo da Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM). “Houve uma validação tecnológica inicial e só depois foram analisadas as propostas comerciais. A melhor proposta comercial foi a da GFK”, diz o responsável da CAEM. Fernando Cruz não revela o valor do contrato de cinco anos estabelecido com a empresa de estudos de mercado (a contar a partir de 1 de Janeiro do próximo ano), mas admite que o concurso estipulava um tecto máximo de 2,050 milhões de euros, sendo que a proposta apresentada pela empresa liderada por António Salvador foi considerada a mais vantajosa do ponto de vista financeiro. O novo contrato, explica Fernando Cruz, é feito directamente entre a CAEM e a GFK e não, como sucedia até ao momento, entre a empresa prestadora de serviços (Marktest) e os operadores interessados em ter acesso ao estudo. Fernando Cruz não revelou os valores que irão ser pagos pelas partes, mas garante que o timing de fornecimento dos dados do novo sistema mantém-se, apesar do atraso na escolha do fornecedor: 1 de Janeiro de 2012.

A Marktest, empresa que há 13 anos fornecia os dados de audimetria, foi a derrotada neste processo de escolha. Contactado pelo M&P, Jorge Fonseca Ferreira, CEO da Marktest, adianta que este assunto será discutido no próximo conselho de administração, remetendo para mais tarde um comentário sobre esta decisão.

A escolha da CAEM, relembra ao M&P, António Salvador, da GFK, surgiu hoje, quinta-feira, “três meses depois de termos entregue a nossa última proposta”. “A decisão não foi fácil, dado o histórico com o fornecedor que até hoje fornecia estes dados”, admite António Salvador, facto que levou a um atraso de três meses na decisão, prevista inicialmente para o final do ano passado. “Não temos um contrato comercial implementado com esta tecnologia [audio-matching]”, admite ao M&P António Salvador. Portugal será assim o primeiro país a implementar esta tecnologia, o que foi contestado por meios e agências ao longo deste processo de escolha. Situação que António Salvador desvaloriza. A mudança de sistema, determinada pelo switch-off do sinal analógico de TV para a TDT, “implicaria sempre algo novo”, afirma. Ou seja, acrescenta, também o sistema proposto pela Marktest implicaria a implementação de uma nova tecnologia.

A decisão foi conhecida no dia em que arranca a campanha de comunicação da TDT.

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