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Marketing :: Artigos de Fundo

Estilo Obama à margem de Portugal

Os preparativos para a campanha eleitoral que hoje termina faziam antever um novo tipo de fórmula para a disputa das legislativas. A eleição de Barack Obama, que obedeceu a técnicas […]

Rui Oliveira Marques
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Estilo Obama à margem de Portugal

Os preparativos para a campanha eleitoral que hoje termina faziam antever um novo tipo de fórmula para a disputa das legislativas. A eleição de Barack Obama, que obedeceu a técnicas […]

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Rui Oliveira Marques
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Os preparativos para a campanha eleitoral que hoje termina faziam antever um novo tipo de fórmula para a disputa das legislativas. A eleição de Barack Obama, que obedeceu a técnicas que mereceram a atenção dos profissionais de comunicação de todo o mundo, parecia pressagiar uma mudança na forma de fazer campanha eleitoral em Portugal. David Plouffe, estratega da campanha do agora presidente dos EUA, chegou a vir a Lisboa em Março, onde explicou como a candidatura privilegiou a internet para angariar voluntários, eleitores e fundos. Foi uma conferência que recebeu elevada cobertura mediática. Ben Self e Dan Thain, responsáveis pela Blue State Digital, empresa que criou a plataforma interactiva online da campanha de Obama, também estiveram em Lisboa para participar num encontro da candidatura de Sócrates. Ao mesmo tempo, era notícia a colaboração, para a área digital, entre aquela empresa norte-americana e o PS. A poucas horas de terminar a campanha, sentiu-se o efeito da estratégia Obama – a aposta na web 2.0 – na comunicação com os eleitores? “Tal como o David Plouffe disse, não se pode clonar uma campanha dos EUA para a Europa, nomeadamente no que diz respeito ao digital”, refere António Cunha Vaz, líder da agência de comunicação que trouxe o consultor de Obama a Portugal. “Há países onde o investimento em publicidade na internet é enorme. Aqui isso ainda não acontece. A campanha, do ponto de vista digital, faz-se nos blogues, entre as maledicências de cada lado e menos na apresentação de ideias”, completa Cunha Vaz.

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A contribuição da equipa da área digital de Obama para a campanha do PS foi notícia de primeira página, relembra Rui Calafate, que está à frente da agência de comunicação do BO Group. “Havia muita expectativa, mas praticamente não se notou. Enquanto observador não os vejo, não há nenhuma grande diferença ou mais-valia.” A presença dos socialistas nas redes sociais tão pouco conseguiu alavancar outro elemento crucial na estratégia de Obama: ser decisivo para a angariação de fundos.

A avaliar pelos resultados, a Blue State Digital não terá levado em conta os “quatro milhões de pessoas em Portugal com acesso à internet. E que aqui também há blogues, fóruns e redes sociais. E telemóveis. Muitos telemóveis”, sustenta Jorge Teixeira, director criativo da agência digital Excentric. É por isso que o criativo destaca que, em termos de web 2.0, “a melhor coisinha que apareceu, e já foi no balanço das eleições europeias, talvez tenha sido a recolha via telefone das opiniões dos eleitores que o PSD fez no início deste ciclo de Política de Verdade”.

Olhando para os projectos digitais dos principais partidos, Pedro Janela, que dirige o WYgroup, não hesita em dizer que todos “tentaram ir na onda do que Obama tinha feito, mas em política o conteúdo é importante e não parece que a nível nacional haja alguém comparável a Obama”. Mesmo assim, o responsável, entre outros, pela agência digital By, acredita que houve uma evolução “muito grande, principalmente na forma como se utiliza redes sociais e os vídeos. Destaco o Facebook e o Twitter que nas últimas eleições, há quatro anos e meio, não existiam de todo”.

Na área digital, entre os profissionais contactados pelo M&P, o PS foi o partido que recebeu mais atenção, devido ao envolvimento da Blue State Digital. Mas, mais uma vez, as comparações com a estratégia de Obama são inevitáveis:

“O site Sócrates2009 foi tirado a papel químico do que fez Obama. Até a ideia do MyMov (movimento de voluntários) ou a utilização do azul e encarnado são semelhantes”, declara Pedro Janela, que completa:

“Levaram demasiado longe a cópia. Podiam ao menos ter optado pelo encarnado e verde ou pelo encarnado e rosa” como cores dominantes do portal.

Bruno Ribeiro, autor dos blogues PubAddict e Dissonância Cognitiva, considera que “o PS teve a melhor presença, apesar de muito similar ao delineado para o agora presidente dos EUA. “Foi tudo feito a reboque do Obama.

Mesmo assim, fiquei surpreendido pelo profissionalismo da campanha do PS ao ter contratado uma empresa especializada na área”. Apesar de um protagonismo menor que aquele que se estaria à espera na área digital, assistiu-se a uma “evolução inacreditável em relação ao que foi feito há quatro anos”, refere Pedro Janela que aponta, no entanto, para as candidaturas autárquicas, onde se encontram “situações ridículas”. E justifica:

“Tentam copiar o que é feito a nível nacional, mas é decepcionante porque não têm acompanhamento diário ou políticas de rede. É demonstrativo que as ferramentas evoluíram muito, mas a qualidade da própria mensagem na web é ainda fraca e amadora.”

Entre debates e o Gato Fedorento

A televisão continuou a ser, por isso, o principal meio, já que foi aí que decorreram os frente-a-frente entre os cinco líderes e onde se assistiu a mais uma etapa do fenómeno Gato Fedorento. Rui Calafate destaca, como um dos episódios da campanha, o “muito tempo perdido para acordar debates que acabaram por se realizar”. A avaliar pelas audiências, os confrontos eram aguardados pelos portugueses. O debate Sócrates/Portas ficou com 15,2% de audiência na TVI e, além de ter sido o duelo mais visto da série de debates, foi o terceiro programa com maior audiência na primeira semana de Setembro, só ultrapassado pelos jogos de futebol Benfica-Setúbal e Dinamarca-Portugal. O Sócrates/Louçã chegou aos 15% na RTP, enquanto o frente-a-frente Sócrates/Ferreira Leite alcançou os 14,1% na SIC. Terminado o ciclo de debates, ninguém podia adivinhar o fenómeno de audiências que se seguiria. Inspirado no formato norte-americano Daily Show, foi o Esmiúça os Sufrágios do Gato Fedorento, por onde passaram os candidatos, o programa mais visto da semana passada, conseguindo com a presença de Paulo Portas, chegar aos 20,4% de audiência.

Um em cada cinco portugueses assistiu ao programa, um resultado inédito nos dias de correm. “Os debates no Gato Fedorento foram uma vitória”, considera Rui Calafate.

“Houve uma resposta da população que não tem participação política, nomeadamente os mais jovens”. A ida dos candidatos ao programa foi “um exercício de simpatia útil para todos, incluindo para os próprios Gato que conseguiram audiências maiores que as do seu último programa.” O programa terá conseguido “dar uma face dos políticos e da política que os humaniza, pondo-os cá em baixo ao pé de nós”, considera Jorge Teixeira. ” Quando se põe um microfone à frente de um político, de um estilista de moda ou de um chef de cozinha, todos ficam seríssimos. Respondem a perguntas sobre qual a sua cor preferida como se disso dependesse a cura para o cancro.

Na política é igual”, considera o responsável. Resta esperar por domingo para saber se o interesse televisivo tem impacto, pelo menos, na taxa de abstenção.


– Quando as campanhas são um meio

“Todos os candidatos procuram tirar o máximo proveito de todos os Media, mas algumas diferenças subtis permitem fazer uma metáfora com os vários meios de comunicação. A Campanha de José Sócrates é uma típica Campanha de Televisão. A Televisão é um meio completo (dizia-se). Dá visibilidade, pode emocionar, pode dar argumentos racionais, produz imagem de marca. É isso que o PS pretende à volta do seu líder: construir, revitalizar a sua imagem de homem seguro, determinado, moderno, etc. Já Manuela Ferreira Leite tem uma campanha de Rádio: a Rádio “repete” dizem os manuais. E a campanha do PSD procurou um chavão (Política de Verdade) que vai repetindo, mesmo sem explicar. É uma campanha com a chamada “Voz de Companhia”: voz séria, que diz as coisas sérias. Paulo Portas tem a campanha mais Internet de todas. Começa com um conceito muito web 2.0: dá voz ao que as pessoas “pensam” e “dizem” e alavanca daí os seus argumentos. É também uma campanha manifestamente interactiva – ninguém vai a mais feiras, dá mais beijos e abraços. “É uma campanha voto-a-voto” disse o próprio Portas – e isso é uma comunicação absolutamente web. A CDU tem historicamente uma campanha “word-to-mouth”, campanha de envagelização boca-a-boca, que começa nos seus redutos mais fiéis (Alentejo, Sindicatos, Fábricas) e depois se estende ao suburbano e por fim ao eleitorado em geral. O Bloco de Esquerda tem uma campanha tipo Marketing Directo: sabe que é o seu eleitorado potencial; sabe a oportunidade política que tem pela frente (desilusão do eleitorado PS) e faz mensagens tipo direct-mail: directamente para aquelas pessoas e tentanto cobrir todos os argumentos.”

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Jorge Teixeira, Excentric
– Quem fez a melhor campanha

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Se avaliações de campanhas resultassem em vitórias eleitorais, o CDS deveria sagrar-se vencedor no próximo domingo à noite. Os profissionais de comunicação são unânimes em destacar o desempenho do partido de Paulo Portas. “A melhor campanha de todas foi a de Paulo Portas, depois diria que foi a de Sócrates e depois vêm todas as outras. O CDS vai ser a grande surpresa das eleições”, sustenta Rui Calafate. Cunha Vaz também destaca o percurso da campanha do CDS. “Se alguém tem de ser premiado pelo esforço que fez é o PP. O CDS apresenta-se muito pró-activo e moderno, apesar da sua mensagem basear-se em temas como a segurança e a família”, refere Cunha Vaz. O publicitário Jorge Teixeira sublinha que Paulo Portas consegue, face aos outros líderes, pontos na cobertura televisiva: “Ganha tempo de antena, marcando a agenda e tendo um discurso próprio. Se será eficaz nas urnas… é outra coisa”. Além disso, “não se sente que a campanha do CDS-PP tenha muito menos meios que a do PS e a do PSD”, completa o director criativo da Excentric.

Cunha Vaz sublinha também o desempenho de Sócrates: “Não que a campanha tenha sido diferenciadora, mas é o alvo de todos os partidos e, mesmo assim, consegue fazer uma campanha que não entrou pela negativa, mas pela apresentação de ideias, o que é difícil para quem está no governo. Foi a campanha mais jovem, mais animada, mais pela positiva e menos lamechas.” Mesmo assim, Cunha Vaz refere que o frase Avançar Portugal, transversal à campanha do PS, “não é empática”. Já Manuela Ferreira Leite revelou-se “uma surpresa agradável na forma como fisicamente aguentou a campanha”, mostrando que tem uns “jovens quase 70 anos”.

O consultor de comunicação Rodrigo Saraiva, a par de João Gomes de Almeida e Nuno Gouveia, tem recolhido e comentado no blogue Imagens de Campanha, os cartazes das eleições legislativas e das autárquicas que se avizinham.

Ao M&P, Rodrigo Saraiva também diferencia a linha seguida pelo CDS-PP nas legislativas, um partido “que já habitou a bons cartazes. Embora desta vez o grafismo não marque a diferença, consequência de mensagens, culminando com o ‘Há cada vez mais pessoas a pensar como nós’, é das melhores”. Já o PS, em termos de fotografia e de grafismo apresentou “dois excelentes cartazes: o primeiro e último apenas com slogan Avançar Portugal”. O consultor justifica esta distinção: “As fotografias de José Sócrates estão muito bem conseguidas, destacando a última que não foi tirada a pensar num cartaz e transmite uma imagem de positivismo.” Já sobre o maior partido da oposição, o consultor e blogger defende que “apresentou um plano bem pensado de mensagens, culminando num cartaz simples e eficaz com um slogan que finaliza bem a estratégia – Chegou a Hora da Verdade”. No entanto, os cartazes do PSD com fundo laranja e cinzento não tinham “uma imagem e cor apelativas, o que não ajudava a prender a atenção das pessoas”. Menos positivo foi o desempenho, ao nível de cartazes, do Bloco e da CDU. “O Bloco de Esquerda, que nos habitou a bons cartazes, surpreendeu pela negativa pela fraca imagem destes, em especial o último, com várias fotografias dos candidatos mal conjugadas”: Mesmo assim, “na mensagem continuam a ser muito fortes. O cartaz do Estamos Prontos é claro exemplo disso”. A CDU “mantém o seu registo habitual”, descreve Rodrigo Saraiva.

Há ainda uma ressalva, ao nível dos consultores de comunicação. “Nestas eleições, quem recorreu a profissionais, preferiu portugueses”, descreve Rui Calafate. “No passado, houve candidatos que recorreram ao mercado brasileiro. É significativo que quem recorre a agências prefira as portuguesas, tanto para as legislativas como para as autárquicas”, remata.

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Audiências Euro 2024: Transmissão Portugal x Chéquia dá à SIC 62,8% de quota

Primeiro jogo da seleção nacional impacta nas audiências da SIC, que com a transmissão da partida liderou no total do dia, com 26,6% de share, seguida da TVI (13,3%) e da RTP1 (8,5%)

Dia 18 de junho de 2024 fica marcado pela estreia de Portugal no Euro 2024. A equipa das quinas entrou a vencer no europeu, com uma vitória por 2-1 frente à Chéquia. Uma vitória arrancada a ferros, com o golo da vitória a surgir já no tempo de compensação, pelo “espalha-brasas” Francisco Conceição.

Com transmissão na SIC, a primeira do canal neste Europeu, o jogo foi visto por um total de 5,3 milhões de portugueses, correspondendo a uma audiência média de 3,4 milhões de telespetadores e a um share de 62,8%. O encontro, que também teve transmissão na Sport TV, foi visto por um total de 336 mil telespetadores no canal de subscrição, a que correspondeu uma audiência média de 201 mil telespetadores e um share de 3,7%.

O primeiro jogo da seleção nacional no Euro 2024 teve um forte impacto nas audiências da SIC, que graças à transmissão da partida, liderou no total do dia com um share de 26,6%, seguida da TVI com 13,3% de share e da RTP1 com 8,5% de share. Destaque ainda para a Sport TV, que com um share de 1,6% no total do dia, foi o quarto canal de ‘pay-tv’ mais visto do dia, ficando atrás apenas dos canais de informação CMTV, CNN Portugal e SIC Notícias.

Primeiro jogo de Portugal no Euro 2024 mais visto do que primeiro jogo do Mundial 2022 e Euro 2020

O jogo de estreia de Portugal no Euro 2024, quando comparado com os primeiros jogos das duas últimas competições (Mundial de 2022 e Euro 2020), foi o mais visto em canal aberto. Verificou-se uma audiência média de 3,4 milhões de telespetadores (+51% do que o primeiro jogo de Portugal no Mundial frente ao Gana).

A nível de share, o jogo de terça-feira foi o que verificou um share mais baixo, ainda assim superior a 62%. Importa referir que os jogos Hungria x Portugal, do Euro 2020 e o Portugal x Gana, do Mundial de 2022, registaram valores mais elevados de share, devido ao horário de transmissão dos jogos que se realizaram durante o horário laboral. Ou seja, menos pessoas viram os jogos Hungria x Portugal e Portugal x Gana, mas entre as pessoas que estavam a ver televisão a percentagem de pessoas que estava a acompanhar o jogo foi superior.

Portugal X Chéquia com pico máximo de 3,8 milhões de telespetadores

O jogo de Portugal contra a Chéquia registou uma tendência de crescimento ao longo de toda a emissão. Os golos só surgiram na segunda parte, sendo esta a que registou maiores níveis de audiência. Provod abriu o marcador a favor da Chéquia às 21h19, provocando a primeira subida nas audiências.

Depois de uma ligeira diminuição das audiências, às 21h27, com o golo do empate de Portugal, voltou a verificar-se um novo crescimento da audiência. Às 21h44 voltou a registar-se um crescimento das audiências com o golo anulado a Diogo Jota, que deixou os portugueses em suspense à espera da intervenção do vídeo-árbitro.

Cinco minutos mais tarde, às 21h49, no segundo golo de Portugal apontado por Francisco Conceição, verificou-se um novo crescimento da audiência, tendo sido neste momento que se verificou a audiência máxima do programa.

Perfil jogos vs população: Portugal X Chéquia na SIC

Relativamente ao perfil do jogo transmitido pela SIC, o Portugal x Chéquia registou uma maior afinidade junto de um público masculino, de faixas etárias mais jovens (+45 anos) e classes sociais médias (B e C).

Os jogos da seleção nacional apresentam um perfil mais transversal do que os jogos do Europeu em que Portugal não participa. Nos jogos da seleção nacional verifica-se uma menor diferença entre homens e mulheres e uma maior afinidade junto de faixas etárias mais jovens.

 

Elaborado por Initiative/ Mediabrands Insight sobre dados CAEM/GFK reproduzidos em YUMI, Telereport –
Mediamonitor; Alvo Ind 4+. Tipologia de audiência: Total Dia; Período da Análise: junho de 2024; Outros: Visionamento residual de canais não auditados, visionamento em diferido noutros dias e outras utilizações da TV como streaming e consolas

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Há uma nova rede social portuguesa para idosos

Socialização, entretenimento e navegação na internet são algumas das funcionalidades da plataforma (na foto) da startup portuguesa Sioslife, que pretende combater o isolamento social na terceira idade e está disponível para os utentes de cerca de 600 instituições

A startup Sioslife lança a primeira rede social para idosos em Portugal, que  já conta com mais de 16 mil utilizadores, dirigida a quem se encontra em instituições de cuidados para a terceira idade ou autónomo em casa. Disponível a partir de 19 de junho, a plataforma permite que a população sénior faça novas amizades e comunique entre si, através de chamadas, videochamadas e partilha de conteúdos, entre outras funcionalidades.

“Esta é uma rede social dedicada exclusivamente às pessoas mais velhas e tem como objetivo combater o isolamento social, um dos principais problemas associados ao envelhecimento. É uma rede social completamente diferente daquilo que conhecemos e destaca-se pela interface de utilização super simples. Com dois ou três toques no ecrã é possível encontrar amigos na comunidade e estabelecer uma relação de amizade, com apenas mais um toque inicia-se uma videochamada e o dia destas pessoas muda por completo”, explica em comunicado de imprensa Jorge Oliveira, CEO e fundador da Sioslife.

Com a mesma denominação da empresa que a criou, Sioslife, esta rede social pode ser acedida em exclusivo através dos sistemas interativos de inclusão digital da Sioslife (tablets e computadores), presentes em cerca de 600 instituições em Portugal, mas também em Espanha e no Brasil. Tem como base a solução tecnológica da ageTech, de Braga, que em 2023 levantou €2,3 milhões numa ronda de capital. A solução tecnológica facilita o contacto e a partilha de dados entre utentes, profissionais e cuidadores das instituições envolvidas. Socialização, entretenimento e navegação na internet são algumas das funcionalidades disponíveis, adaptadas de forma segura para pessoas com menor literacia digital.

 

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Incubeta compra empresa de análise de marketing Persuasion Technologies

A integração da empresa malaia permite à Incubeta oferecer informações mais abrangentes sobre o comportamento do consumidor e o desempenho das campanhas, habilitando os clientes das duas empresas a alcançar resultados de marketing otimizados com maior precisão e eficiência

A Incubeta, empresa que desenvolve, comercializa e implementa soluções de marketing digital, anunciou a aquisição da Persuasion Technologies, companhia tecnológica sediada na Malásia. Apesar de a nova marca Persuasion by Incubeta já estar a ser usada, a conclusão do negócio ainda está, todavia, sujeita a aprovação por parte das entidades reguladoras, um processo de validação burocrática que ainda decorre.

Fundada em 2010, a Persuasion Technologies, que é um dos parceiros certificados do Google Cloud Platform (GCP) na região da Ásia-Pacífico, é especializada em análises de marketing. A integração da Persuasion Technologies permite à Incubeta oferecer informações mais abrangentes sobre o comportamento do consumidor e o desempenho das campanhas, habilitando os clientes das duas empresas a alcançar resultados de marketing otimizados com maior precisão e eficiência.

“Esta fusão estratégica melhora significativamente as nossas capacidades de aproveitar as análises avançadas e a tecnologia em ‘cloud’ para redefinir a eficácia de marketing e a otimização de campanhas”, informa a Incubeta em comunicado de imprensa, acrescentando que “a aquisição contribui para que a empresa amplie os seus serviços de cloud marketing e de inteligência artificial”.

Responsável por impulsionar o ROI e as análises de marketing para mais de 500 empresas, a Persuasion Technologies desenvolveu o seu próprio ‘data warehouse’ de marketing e clientes, o Datalaksa, um serviço de análise de dados, criação de painéis e automação de marketing. “A Persuasion by Incubeta terá acesso ao leque completo de serviços e soluções da Incubeta, incluindo a Seamless Technology, permitindo-lhe oferecer aos clientes um pacote completo de marketing digital”, refere o comunicado.

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Dentsu Creative é finalista em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (com vídeo)

O projeto ‘Improbable Housemates’ (‘Dá Espaço À Partilha’) já tinha chegado à ‘shortlist’ na categoria de Direct, em Consumer Services/Business to Business e Single Market Campaign, mas sem ser premiado

O ‘Improbable Housemates’ da Dentsu Creative está na ‘shortlist’ do Cannes Lions 2024 na categoria Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Cidades e Comunidades Sustentáveis), com o website para a Meo, que junta jovens estudantes à procura de casa com idosos que vivem sozinhos e procuram companhia.

Esta plataforma deu origem a uma campanha de Natal, com um filme realizado por Marco Martins. O projeto, em português ‘Dá Espaço À Partilha’, que é agora candidato a Leão em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, já tinha chegado à ‘shortlist’ do festival de Cannes na categoria de Direct, em Consumer Services/Business to Business e Single Market Campaign, mas sem ser premiado.

 

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NetAudience: TVI reforça liderança e aumenta vantagem em relação à SIC

O Ranking NetAudience de Entidades da Marktest volta a ser liderado pela TVI em maio, com uma diferença ainda maior em relação à SIC, que ocupa o segundo lugar da tabela. O Ranking NetAudience de Redes da Marktest é dominado pela Nónio, com um alcance de 62,4%, mais 0,6% face ao mês anterior

Em maio, a TVI não só voltou a liderar o Ranking netAudience de Entidades da Marktest, com um alcance de 37,4%, como quase duplicou a diferença em relação à SIC, que ocupa novamente o 2º lugar, com 33,5%. Em abril, a diferença tinha sido de 2,2%. Em maio, atingiu os 3,9%. Os dois canais estão separados por 331.575 utilizadores, uma vez que as plataformas digitais do canal da Media Capital registaram um alcance de 3.212.649 indivíduos e as da estação da Impresa chegaram a 2.881.074 consumidores. Em abril, a diferença tinha sido de 189.777.

O 3º lugar da tabela é ocupado pelo Correio da Manhã, com um share de 33,4% e 2.866.317 leitores, revela a análise de audiências auditadas, agora divulgada. Em comparação com o mês anterior, o título da Medialivre caiu 0,2% e perdeu 20.631 leitores.

Em 4º lugar, figura o JN, com 31,7%, à frente da NiT, que perde uma posição e desce para o 5º, com 28,7%, apesar de ter crescido 1,4% face a abril. A 6ª posição é ocupada pelo Expresso, com 28,4%. O Observador mantém-se em 7º lugar, com 24,4%, a mesma percentagem conseguida pela Flash, que figura na 8ª posição. O 9º lugar do ranking, que a Marktest apresenta mensalmente desde maio de 2019 com os números relativos ao alcance agregado dos títulos das entidades subscritoras com tráfego auditado, é novamente ocupado pelo OLX, com 22,9%.

Com 19,1%, a RTP, que regressa à tabela, fecha o top 10, ocupando o lugar que em abril pertenceu ao Diário de Notícias, que desce para a 11ª posição, com 18,7%. A empresa pública de rádio e televisão conquistou 1.644.175 leitores, mais 35.413 do que o jornal do Global Media Group.

 

 

O Ranking netAudience de Redes da Marktest referente ao mês de maio é dominado pela Nónio, com um alcance multiplataforma de 62,4%, mais 0,6% face a abril, correspondente a 5.362.617 indivíduos. A segunda posição é ocupada pela Media Capital, em 2º lugar com 48% e 4.123.004 pessoas alcançadas. Em 3º lugar, surge a Medialivre, com 44,4%, mais 0,2% do que a Impresa, que figura em 4º lugar com 44,2%.

Estão separadas apenas por 14.338 indivíduos, dado que a rede da antiga Cofina terminou o mês com 3.810.697 utilizadores e a da dona da SIC com 3.689.629. O Global Media Group volta a fecha o top 5 deste ranking, com 41,7%, um aumento de 1,2% em comparação com abril.

 

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VML faz campanha para nova assinatura global do Santander (com vídeo)

Com produção da Garage, a campanha multimeios abrange televisão, exterior, display e redes sociais, além dos canais próprios do Santander, e estará no ar até agosto

‘Começa Agora’ é a nova assinatura global do Santander, desenvolvida em conjunto com todos os países onde o banco tem operações, que está a ser lançada com uma campanha criada pela VML e produzida pela Garage Films. O primeiro dos dois vídeos vai para o ar a 18 de junho, ao qual se seguirá o segundo em julho.

“A campanha tem dois temas principais, habitação e educação, que têm uma relevância na sociedade e pretendemos  mostrar o nosso papel e impacto”, refere um porta-voz do Santander, em declarações ao M&P.

O conceito criativo baseia-se na premissa de que a vida é feita de mudanças e que cada um decide o quê, quando e como o quer fazer. O Santander apresenta-se como o banco que está disponível para materializar esses desejos e projetos, mesmo quando parecem difíceis de alcançar. Desta forma, o Santander posiciona-se como um banco próximo das pessoas e a campanha irá abordar temas como empreendedorismo, transição energética (na foto), empoderamento financeiro e literacia financeira.

A campanha multimeios abrange televisão, exterior, display e redes sociais, além dos canais próprios do Santander.

 

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Cannes Lions 2024: Conheça os vencedores dos Grandes Prémios (com vídeos)

Health&Wellness, Health for Good, Print&Publishing, Radio&Audio, Outdoor e Pharma são algumas das categorias cujos prémios já foram anunciados

A 71a edição do Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions, a decorrer em Cannes entre 17 e 21 de junho, já tem vencedores. Na categoria Health & Wellness, a campanha da The Last Barf Bag para a Dramamine rendeu à FCB Chicago o Grande Prémio. O minidocumentário de 12 minutos, produzido pelo Interpublic Group of Companies e pela Sunny Sixteen, explora a subcultura dos sacos para enjoos, traçando o perfil de quatro colecionadores que exibem aqueles que consideram ser os seus tesouros.

Child Wedding Cards, a campanha da UN Women idealizada pela Impact BBDO Dubai, para defender a elevação da idade mínima de casamento para os 18 anos no Paquistão, conquistou o Grande Prémio na categoria Health For Good. O país é, com mais de 4,6 milhões, o sexto do mundo com mais noivas infantis, uma realidade que a organização pretende combater.

Na categoria Print & Publishing, a campanha Recycle Me, da Coca-Cola, onde o logotipo da marca surge com uma aparência desconfigurada, foi a distinguida. Desenvolvida pela WPP Open X em colaboração com a Ogilvy New York, foi inicialmente lançada na Argentina, no México e no Brasil, antes de ser divulgada globalmente.

The Misheard Version, campanha da Golin London que recupera a canção “Never gonna give you up”, um êxito internacional do britânico Rick Astley, ganhou o Grande Prémio na categoria Radio & Audio. Encomendada pela Specsavers, empresa que disponibiliza serviços de audiologia e oftalmologia, a campanha de sensibilização pretende combater o estigma em relação aos testes auditivos.

Na categoria Outdoor, venceram a Lola MullenLowe e a Colenso BBDO. A agência criativa sediada em Madrid viu reconhecidas os anúncios Stairs, Corner e Doorstep, da campanha ‘Find your summer’ para a Magnum, com imagens a preto e branco de consumidores a saborear gelados num dia de inverno.

A agência neozelandesa Colenso BBDO foi distinguida pela campanha Adoptable, também na categoria Outdoor. Produzida pela Nexus Studios para a Pedigree, apela a uma adoção animal responsável, dando a oportunidade a cães que vivem em abrigos, à espera de novos donos, a serem as estrelas de anúncios publicitários da marca.

Na categoria Pharma, foi distinguida a Magnetic Stories da Area 23, agência de Nova Iorque da IPG Health Network Company, com produção da Bro Cinema e realização de Mário Patrocínio. Encomendada pela Siemens Healthineers, trata-se de um projeto que transforma os sons do exame por ressonância magnética em protagonistas de uma coleção de audiolivros infantis.

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João Ova Lopes é novo gestor global de patrocínios da Heineken

Na nova função em Amesterdão irá estar responsável pela gestão de parcerias globais da Heineken, com principal destaque para a UEFA (Liga dos Campeões) e Fórmula 1

João Ova Lopes é o novo gestor global de patrocínios da The Heineken Company, com responsabilidade sobre parcerias e patrocínios da marca de cerveja. O profissional troca Lisboa por Amesterdão, após cerca de seis anos na Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, onde desempenhou várias funções de gestã0 de marca.

Licenciado em Gestão na Católica Lisbon SBE, e com mestrado e pós-graduação em Gestão de Marketing e Marketing Digital, respetivamente, João Ova Lopes passou por empresas como a Tabaqueira (Philip Morris International) e a EDP Comercial, antes de iniciar o percurso na área das bebidas.

Na nova função, em Amesterdão, o marketer irá estar responsável pela gestão de parcerias globais da marca Heineken, com principal destaque para a UEFA (Liga dos Campeões) e a Fórmula 1.

The Heineken Company é uma das principais cervejeiras mundiais e, para além da marca de cerveja com o mesmo nome, detém marcas internacionais como Amstel, Desperados, Birra Moretti, Tiger e muito mais.

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Cannes Lions 2024: Bar Ogilvy ganha Leão de Bronze com ‘The Endangered Typeface’

O projeto vencedor em Digital Craft (Data Visualisation) é uma tipografia em que cada letra representa uma espécie animal e à medida que o número desses animais diminui, a letra correspondente a essa espécie desaparece. “O maior vencedor foi a natureza”, considera José Carlos Bomtempo, CCO e sócio da Bar Ogilvy

Catarina Nunes

A Bar Ogilvy foi distinguida no Cannes Lions 2024 com um Leão de Bronze na categoria Digital Craft (Data Visualisation), com o ‘The Endangered Typeface’, soube o M&P. O projeto desenvolvido em parceria com a Associação Natureza Portugal (ANP), em colaboração com o World Wide Fund for Nature (WWF), pretende sensibilizar a sociedade para a atual sexta extinção em massa de espécies no planeta, que se caracteriza pela perda de biodiversidade.

“Uma ideia tão animal só poderia ganhar Leão. Mas, trocadilhos à parte, o maior vencedor foi a natureza”, comenta José Carlos Bomtempo, CCO e sócio da Bar Ogilvy, em declarações ao M&P.

‘The Endangered Typeface’ é uma fonte viva para proteger toda a vida animal. Nesta tipografia, cada letra representa uma espécie animal e à medida que o número desses animais diminui, a letra correspondente a essa espécie desaparece proporcionalmente. A fonte é atualizada com dados da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da International Union for Conservation of Nature (IUCN).

No Dia Mundial da Vida Selvagem, a 3 de março, os parceiros deste projeto lançaram uma edição limitada de serigrafias numeradas, alertando para a extinção massiva de espécies em curso no planeta. A coleção de serigrafias (na foto) é composta por 25 posters, um para cada letra/animal, destacando o nível de ameaça de cada espécie e o número restante. Ao fazer um donativo mínimo de €50, qualquer pessoa poderá escolher uma letra e receber um dos posters em casa. Todo o dinheiro angariado reverte para os projetos de conservação natural da ANP/WWF.

Sobre o autorCatarina Nunes

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Companhia das Soluções reforça marketing de influência e reorganiza área de media

A comemorar duas décadas, a agência de comunicação portuense, que acaba de conquistar a assessoria de imprensa da One e dos centros comerciais da CBRE, promove Mariana Cottim a coordenadora de media e Luísa Marques a coordenadora de marketing de influência

A Companhia das Soluções está a alargar a oferta de serviços de marketing de influência, uma área que Luísa Marques, até agora gestora de contas e coordenadora de equipas, passa agora a coordenar. Mariana Cottim, que tinha as mesmas funções, também é promovida, assegurando a coordenação de media, uma área que ganha autonomia com a criação do novo cargo.

“Sentimos que era necessário termos pessoas dedicadas a estas duas grandes áreas, dois eixos principais da agência, compreendendo os players envolvidos em cada uma, definindo e implementando a estratégia geral da agência”, justifica ao M&P Sónia Pereira, CEO e fundadora da Companhia das Soluções.

Agilizar processos e aumentar a eficiência da organização é uma das pretensões da atualização de funções. “O cliente e o nosso serviço estão no centro de tudo o que fazemos, as equipas são hoje mais autónomas e colaborativas. Ao celebrarmos o 20º aniversário, aproveitamos para olhar para o nosso percurso e projetar o futuro. Com isso, construímos uma nova versão da agência, pensada para ser uma organização mais ágil, humana e com impacto”, refere a responsável.

Guess, Tous e JBL são os novos clientes da Companhia das Soluções, que acaba também de conquistar a comunicação dos centros comerciais da CBRE Portugal e da marca de relógios One. “Será um trabalho centrado em assessoria mediática para ambas as marcas, que poderá ser complementado com outras áreas”, sublinha Sónia Pereira. “Acreditamos que é uma excelente oportunidade para demonstrarmos o nosso valor, a dedicação das nossas equipas e a elevada qualidade do serviço que prestamos”, acrescenta.

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

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