Cannes: O que fizeram os anunciantes perante a recessão

Por a 29 de Junho de 2009

the-cannes-debate-getty-images.JPG“Há muitas pessoas nos dizem que devemos cortar nos orçamentos, mas entendemos que nos devemos focar nas ideias que possam ajudar a combater a desaceleração económica. Nestes tempos, o marketing e a publicidade são ainda mais importantes.” O testemunho foi dado por Brian Perkins, vice-presidente com a pasta dos assuntos corporativos da Johnson & Johnson, durante o Cannes Debate, que decorreu sexta-feira. Ao lado de Perkins estavam os responsáveis máximos pelo marketing da Kraft Foods, da McDonald’s e da Procter & Gamble para discutirem as soluções que as marcas decidiram adoptar para combater a crise. A moderação coube a Martin Sorrell, CEO da WPP.
Mary Beth West, directora de marketing da Kraft Foods, exemplificou como a sua empresa adoptou a estratégia aos novos tempos: “As pessoas deixaram de comer em restaurantes, por isso vimos isso como uma vantagem para definir uma ideia que tem um valor bem forte. Temos agora um plano integrado para imprimir receitas nas embalagens e disponibilizá-las no online, e criámos uma aplicação no iPhone para oferecer ajuda adicional”. A mesma linha foi adoptada pela Procter & Gamble, segundo Marc Pritchard, director de marketing global da empresa: “A recessão permitiu-nos carregar no botão de reset e repensar tudo. Estamos a tentar assegurar que melhoramos a vida dos consumidores, e perceber como se pode dar mais valor ao consumidor”.
Os quatro anunciantes presentes no Cannes Debate investem entre sete a 10 por cento do seu orçamento na área digital. A televisão, destacaram, continua a ser o meio privilegiado. A directora de marketing global da McDonald’s Mary Dillon, sublinhou que continua a ser o meio “mais eficiente para nós”. Dillon foi mais longe e estranhou a falta de atenção que o festival de Cannes dá a este meio. Apesar do crescimento do online, “não nos preocupamos em dividir os media por silos, mas sim em chegar aos consumidor”. A mesma responsável foi muito aplaudida pelo público quando considerou a discussão sobre o digital “muito focada no canal e pouco nas ideias que devem guiar o nosso negócio”.

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