Cofina com resultado líquido de 73 milhões de euros negativos

Por a 27 de Março de 2009

A Cofina fechou as contas de 2008 com um resultado líquido negativo de 73 milhões de euros. Segundo o relatório de contas da empresa, este valor é atribuido ao impacto negativo de 78,9 milhões de euros provocado pela participação da holding na ZON Multimédia e “atribuível aos accionistas da empresa mãe”.

Mas, nas receitas, o desempenho da Cofina cresceu 7%, fruto de uma subida dos 134,64 milhões de euros de 2007 para os 144,03 milhões com que encerra o ano. Na globalidade da actividade da holding, as receitas provenientes do marketing alternativo são as que registam um maior crescimento. Ao finalizar o ano com 22,03 milhões de euros, esta componente do negócio do grupo regista um crescimento de 58,1% face a 2007. Na publicidade, a Cofina sofre, porém, uma quebra de 2,7%, ao terminar o ano com um encaixe de 60,20 milhões de euros. Na circulação verificam-se receitas de 61,80 milhões de euros, o que significa uma variação positiva de 5% em relação a 2007. O EBITDA sofre, no entanto, uma quebra de 1%, situando-se nos 20,34 milhões de euros.

Na análise por segmentos, as receitas dos jornais sobem 8,5%, fruto do encaixe de 102,90 milhões de euros face aos 94,81 de 2007. Mais uma vez, são os produtos de marketing alternativo que oferecem a maior subida, de 68,8%, ao registarem 13,74 milhões de euros no final do ano. Na publicidade também ocorre um acréscimo de 1,9%, em resultado das receitas 44,84 milhões de euros. Já na circulação também ocorre o mesmo fenómeno de subida, de 3,9%, fruto dos 44,32 milhões de euros de encaixe financeiro.

Nas revistas, a Cofina subiu, em 3,3%, o total das suas receitas, ao fechar o ano com 41,13 milhões. Mas registe-se a quebra de 14% sofrida em publicidade, produto de um encaixe de 15,37%. Na circulação, as revistas do grupo verificam 17,48 milhões de euros em receitas, o que espelha um crescimento de 8,1%. Os 8,29 milhões de euros assinalados nos produtos de marketing alternativo dão a esta vertente do negócio um impulso de 43%, face aos 5,80 milhões de euros de 2007.
Os jornais fecharam os ano com um EBITDA de 18.1 milhões de euros, uma margem de 17,6%, e as revistas com 2.2 milhões, número que traduz uma margem de 5.3%. Em relação ao último ano este indicador caiu, respectivamente, 1,7% e 0,2%.
Por trimestres, o quarto trimestre foi o que obteve a maior margem no EBIDTA, com 15,5%.

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