Cannes: Olhos postos na China

Por a 17 de Junho de 2008

A China ainda tem pouco peso nas inscrições do festival de Cannes. Na edição de 2008, o país participa com 467 peças, quando, por exemplo, Portugal marca presença com 297 trabalhos. No entanto, e com os grandes grupos de comunicação a entrarem em força na China, são várias as iniciativas a decorrer esta semana em Cannes que querem chamar a atenção da comunidade criativa mundial para o perfil dos consumidores e das agências que estão a actuar no pais. Do lado da organização do festival também existe a certeza que a presença chinesa irá crescer exponencialmente.
Ontem foi a vez da Associação Chinesa de Publicidade, da R3 e do Grupo Consultores darem a conhecer o mercado chinês. Estas acções foram reforçadas pela distribuição de merchandising e de brochuras que apresentam os pormenores e os protagonistas do mercado que os profissionais dividem em três targets: as cidades Lista A (Pequim, Shangai e Guangzhou) com hábitos de consumo e poder de compra mais desenvolvidos, as cidades lista B (em crescimento) e as zonas rurais.

O Grupo Consultores e a R3 apresentaram um estudo feito junto de marketeers locais que põe a nu as diferenças entre a China e os mercados ocidentais. As relações entre as agências e clientes duram em média dois anos e meio, o que representa o valor mais baixo do mundo. Os marketeers chineses apontam para a criatividade como o principal atributo que procuram numa agência de publicidade. No entanto, quando questionados, não sabem indicar uma lista de agências de publicidade ideal para trabalhar. E em relação às agencias de meios, apenas 32% dos inquiridos apontaram para a criatividade e a estratégia como pontos fulcrais na relação com o parceiro de media. Neste campo, o factor preço orienta a escolha da agência de meios.

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