“Todos os objectivos foram alcançados”

Por a 30 de Maio de 2008

A APECATE (Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos) nasceu da fusão entre a APOPC (Associação Portuguesa de Organizadores Profissionais de Eventos), a PACTA (Associação Portuguesa de Empresas de Animação Cultural, de Turismo de Natureza e Aventura) e a AOPE (Associação dos Organizadores de Eventos) e reúne actualmente 19 associados. Um ano e meio após a sua criação, o presidente João Sacchetti analisa o percurso traçado pela APECATEMeios & Publicidade (M&P): Que balanço faz da actividade da APECATE?

João Sacchetti (JS): Parece-me que podemos fazer um balanço provisório muito positivo. Todos os objectivos a que nos propusemos para o primeiro ano de actividade foram alcançados, estando em fase de desenvolvimento diversos projectos de actividade para o segundo ano, nomeadamente, a abertura de projectos de formação.

M&P: Que contributo tem sido dado pela associação para dinamizar e prestigiar o sector dos eventos em Portugal?

JS: Creio que é inegável que o sector está representado a nível institucional, a profissão é reconhecida, embora ainda estejamos a trabalhar no enquadramento legal da profissão de organizador profissional de eventos. O simples facto de lançarmos o debate a nível interno, fez com que as principais empresas do sector ganhassem uma nova consciência da sua actividade. Por outro lado, procuramos dar visibilidade pública ao sector pela organização e entrega de prémios na Gala dos Eventos, prestigiando o sector. Estamos empenhados na criação de valor através de programas de formação e é nosso objectivo, no decorrer do segundo semestre, lançar o debate sobre os processos de certificação qualitativa e ambiental.

M&P: Quais são os maiores desafios do sector e qual o papel da associação nesse âmbito?

JS: O processo associativo é uma dinâmica da sociedade civil, que obriga a aceitar os princípios da auto-regulação e auto-imposição de normas e códigos de conduta. Fazer com que um sector de actividade – os eventos – habituado, como o resto da sociedade portuguesa, a ser “mandado” pelo poder, comece a ver-se, a si mesmo, como um corpo auto-consciente. Este é um desafio que, na minha opinião, temos vindo a alcançar. Iniciámos este trabalho em 2004 com 12 empresas que se sentaram a conversar, pela primeira vez, sobre estas temáticas por iniciativa da Publihappening, dando origem à AOPE posteriormente fundida, com a PACTA e com a APOPC, na APECATE. Todo o processo é muito recente e ainda há imenso para fazer.

M&P: Quais têm sido as maiores dificuldades sentidas pela associação desde a fundação?

JS: As que já foram referidas, associadas à necessidade de ultrapassar desconhecimentos, indiferenças, apatias, rivalidades, barreiras entre concorrentes, os quais têm que passar a sentir-se como parceiros neste mercado que concorrem, num ambiente saudável e auto-regulado. Esse é o verdadeiro desafio.

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