“Estes produtos acrescentam sofisticação e qualidade”

Por a 14 de Março de 2008

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A Unicer lançou na semana passada a Super Bock Abadia Rubi e a Super Bock Abadia Gold. Paulo Valentim, director de gestão de marcas de cervejas da Unicer, explica as qualidades das novas cervejas e a importância que o segmento premium começa a ter no universo das empresas de cerveja nacionais.

Meios e Publicidade (M&P): Em termos de sabor o que é que a Super Bock Abadia Rubi e a Super Bock Abadia Gold vêm acrescentar a todas as outras que já existem?

Paulo Valentim (PV): Para o desenvolvimento destas duas novas variedades foi utilizado um malte especial desenvolvido, durante mais de um ano, em parceria com um centro de investigação. Trata-se de um produto diferente, com mais álcool e um sabor muito especial. A Super Bock Abadia Rubi é uma cerveja forte, com corpo e estruturada. É equilibrada e intensa, apresentando uma cor alaranjada e um fim de boca ligeiramente doce. É ideal para acompanhar os sabores fortes das carnes vermelhas, assados e pratos tradicionais. A Super Bock Abadia Gold é uma cerveja especial, forte e moderadamente amarga. É equilibrada e suave, de cor dourada e muito atenuada e seca, ideal para acompanhar os sabores suaves do peixe e marisco. Super Bock Abadia Gold é uma cerveja cujo final de boca seco que proporciona a torna muito diferente das cervejas tradicionais portuguesas.

M&P: As garrafas da Super Bock Abadia Rubi e Gold têm um ar distinto e sofisticado. Mas porque é que foi preciso contratar uma agência inglesa, a You, para fazer este trabalho?

PV: A Unicer trabalha com um conjunto de agências que constituem os seus parceiros preferenciais, sendo a sua filosofia acreditar nas vantagens das relações de longo prazo, independentemente da sua nacionalidade. É o caso da Strat, Tempomedia, You… Neste caso específico, a Unicer limitou-se a seguir a sua filosofia base, trabalhando novamente com a agência que tem vindo a desenvolver todas as extensões de gama de Super Bock, nomeadamente, a própria Abadia.

M&P: As duas novas referências da Super Bock foram lançadas para serem consumidas a acompanhar as refeições. É possível atingir os objectivos da marca quando se sabe que os portugueses são propensos a beber vinho às refeições?

PV: As novas Super Bock Abadia visam dar maior liberdade de escolha aos consumidores, especialmente no momento genérico das refeições e no momento específico das refeições especiais. Os objectivos quantitativos traçados parecem-nos perfeitamente alinhados com uma situação onde 26% dos portugueses representam 70% do consumo total de vinho e 53% do consumo total de cerveja em Portugal, sendo que apenas 20% do consumo de cerveja se faz às refeições.

M&P: As empresas têm vindo a apostar no lançamento de novos tipos de cerveja. O que mudou nos consumidores portugueses para haver condições para alargar a oferta de produtos?

PV: Se analisarmos os mercados de produtos de grande consumo, há uma tendência para o crescimento de produtos mais sofisticados, mais premium e de maior qualidade. Estes produtos, quando associados a grandes marcas como Super Bock, apesar de não representarem volumes muito importantes de vendas, acrescentam à marca estes valores tão importantes de sofisticação e qualidade cervejeira.

M&P: Ao estar a apostar em cervejas premium, a Unicer quer competir com cervejas mais prestigiadas a nível internacional?

PV: A Unicer é uma empresa cervejeira que em nada fica atrás das suas melhores congéneres mundiais. Prova disso, são as 28 medalhas de qualidade obtidas pela marca Super Bock, 23 delas consecutivas. A Unicer apenas compete pela preferência dos seus consumidores.

M&P: O que tem uma boa cerveja portuguesa que uma belga ou alemã não têm?

PV: A capacidade de satisfazer melhor a preferência específica dos consumidores portugueses.

M&P: Qual a cerveja que consome no dia-a-dia?

PV: Uma cerveja Unicer. O portfólio da empresa é muito rico. Da Super Bock à Carlsberg, passando pela Cristal, só existem muitas razões para beber uma boa cerveja. Gosto de cerveja, incluindo as cervejas com sabores.

M&P: Qual a primeira cerveja que bebeu?

PV: Tinha 16 anos quando bebi uma cerveja tão amarga que só voltei a beber outra muitos anos depois. Era uma cerveja da concorrência. Como acontece algumas vezes, nem sempre a primeira é a melhor!

M&P: Qual a notícia que não gostaria de ver publicada no Meios & Publicidade?
PV: Que os portugueses perderam a lucidez de distinguir entre marcas portuguesas e marcas pseudo-portuguesas.

M&P: Qual a notícia que gostaria de ver publicada no M&P?

PV: Que a Unicer atingiu os mil milhões de euros de facturação.

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