Trend setters portugueses vistos à lupa

Por a 21 de Dezembro de 2007

Preocupam-se com o espaço doméstico, saúde e viagens e são altamente tecnológicosO estudo ‘As novas tendências da sociedade portuguesa' desenvolvido pela APEME e pelas Produções Fictícias detectou, junto de uma amostra de 100 trend setters nacionais, tendências em três grandes esferas: na privada (relacionadas com a pessoa), na social (relacionamento com os outros) e na pública (sociedade). À partida, estes resultados ajudam a antecipar qual o futuro do comportamento dos portugueses, segundo aqueles que ditam tendências. A nível privado há a tendência para valorizar mais o tempo que passam em casa, havendo uma apetência para morar em casas antigas reconstruídas (57%), mas também para gastar dinheiro em elementos para a casa que tenham a ver com preocupações energéticas (68%). Quando se sai de casa há a procura de espaços com ambiente seleccionado (70%). A procura da diferenciação pelo saber é outra das tendências detectadas na área privada, revelando-se pela frequência de cursos de curta duração com temas imprevistos (56%), pelo estudo de línguas não europeias (54%) e pelo cozinhar de comida japonesa em casa (50%). Ainda na esfera pessoal o empenho na saúde vê-se no desenvolvimento de actividades com o objectivo de relaxar (71%), utilização de spas (64%) e fazer questão em não fumar tabaco (59%).

Já na esfera social, a atracção pelos ecrãs é uma tendência visível na utilização do skype em vez do telefone (59%), na criação de vídeos para o YouTube (62%), o gosto de ver documentários em salas de cinema (54%), a vontade de ver cinema de origem alternativa (56%) e a predisposição para aderir a conceitos como o TiVo (63%). Encontrar todos os motivos para viajar é outra das tendências sociais manifestadas, tal como a facilidade em viajar para cidades europeias (75%), em utilizar leilões online para viagens (53%) e em marcar os destinos e hotéis pela internet (59%). Junta-se-lhe as viagens de aventura (52%) e a escolha dos destinos para fazer actividades específicas (52%). Ainda na esfera pessoal há a tendência do reforço de sentido dos encontros sociais com a ida a locais específicos para dançar danças temáticas (51%).

Na esfera pública, a ruptura com formatos tradicionais é uma das propensões notórias, com a não ligação a partidos políticos (51%), a consideração do casamento homossexual como um direito (61%), bem como a adopção de crianças por qualquer ser humano (53%). A busca do sentido e a metafísica são outras das tendências, tal como o estudo de outras religiões (62%), o interesse por movimentos espirituais orientais (52%) e o achar que a filosofia zen combina com a vida urbana (55%).

Os 100 portugueses inquiridos estão, na sua maioria na casa dos 30 anos.

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