RMAC/BBDO, Blug e Bloom abandonam concurso do Multibanco

Por a 14 de Dezembro de 2007

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A RMAC/BBDO, a Blug e a Bloom Consulting anunciaram que se retiram do concurso de mudança de identidade do Multibanco, para o qual também foram convidadas a DraftFCB e a Brandia Central. Na base da decisão, segundo explicaram os responsáveis pelas agências ao M&P, está a entrada de mais duas agências na consulta, a Strat e a MyBrand, a uma semana da entrega das propostas. Quando tomaram conhecimento da situação, as empresas alegam ter confrontado o promotor do concurso com a situação. Não havendo da SIBS, entidade que gere o Multibanco, uma resposta, foi tomada a decisão de renunciarem ao concurso, a 48 horas da entrega das propostas. Já a DraftFCB e a Brandia optaram por dar continuidade à sua participação no processo. Contactada pelo M&P, a SIBS recusou-se a comentar.
"A entrada num concurso é uma decisão de negócio", que, entre outros pressupostos para participar, aparece a "probabilidade de ganhá-lo, o que está directamente relacionado com o número de agências presentes", refere João Wengorovius, presidente da BBDO. Como tal, quando "somos surpreendidos com a entrada de mais duas agências, há uma clara alteração desses pressupostos e das regras do jogo. Sendo assim, o custo de oportunidade é muito elevado para continuar", esclarece a propósito da decisão tomada.
As três agências vêem neste caso a oportunidade de relançar o debate em torno das regras de funcionamento dos concursos, de modo a tornar mais claro e eficiente o funcionamento do mercado. Lourenço Lucena, executive head partner da Blug, defende a "assinatura de um acordo entre as agências e a existência de uma entidade no sentido de existirem regras claras a serem cumpridas pelo mercado". José Torres, CEO da Bloom Consulting, refere a necessidade de "existir para todas os concursos fees de rejeição", sendo que seria também necessário "diminuir o número de agências participantes". A explicação adiantada pelos três é que os concursos têm vindo a gerar um enorme desperdício no sector. Lucena refere que, neste caso concreto, a SIBS "prestou um mau serviço ao país porque contribuiu para o desperdício nacional". "São muitos recursos que todas as agências gastam. No caso da Blug foram à volta de 25 mil euros em custos, por acreditarmos ser um projecto vencedor", esclarece. E diz ainda que a "permanência da DraftFCB e da Brandia Central no concurso fez com que se perdesse uma grande oportunidade de marcar uma posição mais forte em relação a este problema".

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