NAB: Onde estão as audiências de rádio durante a publicidade?

Por a 7 de Novembro de 2007

fotoparasitemicrofone.jpgO que acontece aos ouvintes quando surgem os blocos publicitários na rádio? A questão foi colocada pela Coleman, Arbitrom e Media Monitors através do sistema de Portable People Meter (PPM) no mercado nos Estados Unidos e a resposta foi, no mínimo, surpreendente.

De acordo com os dados apresentados ontem por Warren Kurtzman, vice-presidente da Coleman, numa das apresentações da European Radio Conference, organizada pela National Association of Broadcaster (NAB), em Barcelona, um número elevado de ouvintes mantém-se atento à emissão. Segundo os dados apresentados por Kurtzman, “92% da audiência mantém-se durante os comerciais”. Um valor que contraria a própria percepção da indústria, bem como dos anunciantes que consideravam que deveriam manter-se apenas 68% e 63%, respectivamente. Uma diferença que o responsável da Coleman atribui à percepção dos players no que se refere à forma como ocorre o consumo de rádio. Este hiato entre a percepção e o comportamento dos ouvintes, diz Kurtzman, “começa como a percepção de o grosso do consumo de rádio ocorre no carro, um local onde as pessoas têm um acesso muito fácil ao botão de mudança de estações”, afirma. De facto, segundo a análise realizada, quando questionados sobre o local onde consideravam que ocorria o consumo de rádio, 53% elegeu o carro, seguido do trabalho (31%), casa (19%) e outros locais (7%). Os dados do PPM contrariam esta análise, pelo menos no que ao mercado norte-americano diz respeito, surgindo o consumo em casa, com 39% na liderança, seguido do carro com 35%.

“O consumo de rádio no carro não é tão dominante como as pessoas o percepcionam”, sintetiza o vice-presidente da Coleman. É junto dos jovens que o abandono da emissão quando surgem os anúncios é maior, mas mesmo no cenário menos positivo, um volume de 80,6% deste target mantém-se, “o que é um número bem melhor do que a maioria pensaria”.

*em Barcelona
O M&P viajou a convite do Grupo Renascença

Deixe aqui o seu comentário