“YouTube killed the videostar”

Por a 18 de Junho de 2007

“YouTube killed the videostar”. Foi com esta mensagem que Jimmy Maymann descreveu a mudança de paradigma que o sector da comunicação está a viver. Apesar do chairman da GoViral frisar que não seria “suficientemente louco para declarar no Festival de Cannes o fim dos anúncios de 30 segundos”, apontou para a explosão de canais de nicho que está a ocorrer na internet. Como exemplo, o responsável pela empresa de marketing digital indicou a campanha desenvolvida para o seu cliente Quicksilver vista por 13 milhões de pessoas, mas que, apesar do bom resultado, ficou atrás de “Peter”, que decidiu contar a sua vida no YouTube e que foi seguido por 15 milhões. Só o blogue Dell Hell, onde um consumidor conta os problemas que teve com a companhia, foi visitado por 10 milhões.Com os conteúdos a ganharem força na internet, o responsável sublinhou o estado da televisão generalista. Além de estar a perder espectadores, a televisão entrou numa “espiral mortal”, onde uma audiência mais reduzida atrai menos publicidade, que se traduz em receitas inferiores para o canal, o que significa um orçamento mais baixo para investir em conteúdos que, depois, volta a ter repercussões negativas nas audiências.

“O velho modelo está a entrar em colapso, daí que nos últimos seis meses estejamos a verificar que várias empresas estão a movimentar-se”. Sinal desta tendência são empresas como a DoubleClick, 24/7 Realmedia ou aQuantive, adquiridas, respectivamente, pelo Google, WPP e Microsoft. Com estas movimentações, constata Maymann, “o Google e a Microsoft vão ser determinantes na nossa vida. Resta saber até que ponto”. O chairman da GoViral não se cansou de referir que o novo paradigma de contacto com os consumidores já não irá basear-se nos anúncios de 30 segundos difundidos pela televisão. O papel decisivo estará na mãos dos próprios consumidores, agora transformados em produtores de conteúdos. É que a “media feudal”, deu lugar à “'eucracia' mediática”, declarou o responsável pela agência que trabalha para marcas como a Carlsberg, Nokia, Xerox, L'Oreal, Sony, MTV ou Nissan.

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