Táxis dão bronze à DraftFCB

Por a 19 de Junho de 2007

A única presença portuguesa na shortlist de direct marketing acabou por resultar num bronzmariorui-012.jpge. A acção desenvolvida pela DraftFCB para a Antral, que consistia em colocar sinais identificativos de táxi em carros estacionados em zonas nocturnas de Lisboa de forma a dissuadir pessoas alcoolizadas a conduzir as suas viaturas, recebeu ontem um leão de bronze. O grande prémio foi entregue à acção criada pela Shackleton Madrid para o Banco Gallego. Este trabalho tem como ponto de partida um filme onde o guarda-redes Lopetegui “desmaia” enquanto comenta um jogo de futebol no canal La Sexta.
Para Mário Rui Silva (foto), CEO da HPP Euro RSCG e jurado nesta categoria, o trabalho vencedor “é muito interdisciplinar. É uma campanha muito complexa, com muitas peças, mas que estão interligadas, o que faz com que o resultado final seja notável. Não é uma peça muito boa do ponto de vista gráfico mas é muito equilibrada”. A ideia, detalha Mário Rui Silva, “baseia-se num filme em que um jogador está a falar sobre uma equipa do campeonato espanhol e desmaia. Aquilo passa na net como viral e gera uma série de respostas e contactos de pessoas interessadas nos produtos do banco”. Apesar do percurso que a campanha acabou por ter, “é curioso porque, disse a jurada de Espanha, o cliente nunca quis fazer a campanha”.Já sobre o bronze português Mário Rui Silva considera que “é o oposto do grande prémio. É a campanha certa, na hora certa”. “A maior parte das peças portuguesas não calharam no meu grupo, por isso não pude julgá-las. Quando esta chegou à shortlist foi um pouco polémica porque a jurada da Malásia disse que já tinha visto uma igual algures num shopping a promover um serviço de táxis e aí contestei. Acho que essa defesa foi fundamental para ganharmos”, conta.

Segundo o presidente de júri, Rory Sutherland, vice-presidente da Ogilvy UK, entre os direct lions entregues este ano “estão as coisas mais fantásticas que foram feitas em direct marketing em 2007 e que mostram a energia que atravessa esta indústria”. Esta é também a área, sublinhou, “onde não vai dinheiro nenhum para os Murdochs deste mundo”. O presidente do júri deverá estar presente no próximo congresso da APAP, graças ao convite endereçado por Mário Rui Silva durante a sua passagem por Cannes. Portugal concorria nesta competição com 38 peças, que contava com 1689 trabalhos inscritos.

Deixe aqui o seu comentário