Portugal falha em rádio e cyber

Por a 27 de Junho de 2007

Os spots Knife da Leo Burnett para a Generali e o PT Rap da Partners para a PT Prime não conseguiram sair da shortlist da competição de rádio. Os resultados foram anunciados esta terça-feira e colocaram a BBDO Melbourne em lugar de destaque ao conseguir levar o prémio principal. A agência australiana ganhou por apenas um voto o grande prémio, por um spot de dois minutos para a Snickers. O concorrente mais directo voltou a ser a campanha da cerveja Bud Light que nas últimas duas edições recebeu o grande prémio desta categoria. “Estamos bastante confortáveis com a escolha que fizemos”, indicou o presidente de júri, David Guerrero, presidente da BBDO Guerrero Filipinas. Com o número de entradas a registar um crescimento de 23% para as 1273 peças, Guerrero comentou que “os trabalhos inscritos eram muito bons. Não havia nada que fosse realmente mau”.”Não há razões obscuras” para o desempenho do trabalho português.”Apareceram trabalhos melhores” que impediram que os spots recebessem prémios, explicou Jorge Teixeira, director criativo da DDB e jurado português na competição. O criativo apontou ainda a categoria de telecomunicações como a mais forte da competição, enquanto a banca / financeira “é interessante pela possibilidades de ganhar, porque os spots inscritos são muito sérios”. Portugal inscreveu 23 spots.

Nike, Diesel e Dove dominam cyber
Também em cyber, onde apenas a Ogilvy com o vídeo Tiro para a MTV chegou à shortlist, não houve qualquer prémio para Portugal. Os três grandes prémios foram entregues esta quarta-feira a trabalhos que tiveram impacto global. O viral Evolution da Ogilvy Toronto, com mais de seis milhões de visualizações no YouTube sem que a marca tenha gasto um euro em media, ganhou o grande prémio de cyber na área de vídeo. Já o site Heidies da Farfar da Suécia para a Diesel recebeu o grande prémio de site, por um trabalho que concilia reality TV e interacção ao colocar duas mulheres e um homem num quarto de hotel vigiados por seis câmaras durante cinco dias. Esta acção pretendia promover a nova colecção de roupa interior da Diesel. “Tenho a certeza que vai haver muitas pessoas a copiá-lo”, declarou Tom Eslinger, presidente do júri e responsável pela área interactiva da Saatchi. O terceiro grande prémio foi para a acção online Nike Plus, desenvolvida pela R/GA de Nova Iorque. O júri salientaram que os trabalhos deste ano não apresentavam inovações tecnológicas significativas. Portugal tinha inscrito 18 peças em cyber, que totalizou 2711 entradas.

Ver a entrevista com Jorge Teixeira na secção de vídeos do site do M&P.

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