E se a publicidade exterior fosse proibida?

Por a 19 de Junho de 2007

A proibição de praticamente todas as formas de publicidade exterior já uma starcom cannesrealidade em São Paulo, recordou Daniela Krautsack, managing director da Mediacom Viena, na conferência que a agência promoveu ontem no festival de Cannes. E este poderá ser apenas o início de um movimento mais alargado que encontra paralelo na proibição de fumar em espaços públicos, continuou a responsável. Apontando para vários perigos que estão a ameaçar a indústria, Daniela Krautsack apresentou vários exemplos de acções e equipamentos que estão a inovar na interacção entre o consumidor e as marcas nos espaços públicos. Cabines silenciosas da Nokia para fazer chamadas no meio de festivais de música, camas Ikea dentro de latas gigantes de uma marca dinamarquesa para descansar a meio de um festival ou uma casa de banho pública em Times Square patrocinada por uma marca de papel higiénicos são apenas três exemplos de como as “marcas conseguem resolver as necessidades dos consumidores nos espaços públicos”. Com a vantagem, nestes casos, de “que o consumidor até se aperceber de quais as marcas que estão a ajudá-lo”.
O patrocínio a zonas públicas é apenas um exemplo de acções que podem ser desenvolvidas dentro do conceito de ambient marketing, que envolve disciplinas como o experience marketing, eventos, sampling, relações publicas, entre outras. Mas, ironizou, “pôr etiquetas é tão típico do século XX”.

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