Como será o Manchester United do futuro?

Por a 20 de Junho de 2007

O Manchester United afirma-se como o maior clube de futebol do mundo. Pelos menosmanchester.jpg do seu lado, entre outros números, estão as 100 milhões de pessoas que todas semanas seguem os jogos da equipa fora do Reino Unido. “Os nossos fãs têm uma paixão ilimitada por nós, mas nós conhecemo-los muito pouco”, comentou ontem Lee Daley, ex-CEO da Saatchi e actual director comercial do clube. O site do Manchester é visitado por 50 milhões de pessoas por mês e o canal está já disponível em 40 países. A ajudar à popularidade global estão os re sultados e os “jogadores icónicos” que integraram e integram a equipa.

“Mas precisamos de uma relação mais profissional” com os adeptos, declarou ontem Daley no seminário ‘Criar o futuro de uma marca lendária’, integrado no fes tival de Cannes. Apesar do clube pos suir informações sobre quatro milhões de adeptos, ainda estão muitos milhões de fora. E porque necessita o clube desses dados? “Queremos ser parceiros estratégicos das marcas e não apenas ser patrocinados”, jus tificou Daley, que define a marca Manchester como “jovem, corajosa e dis tin tiva”. O portal do clube, que à semelhança de qualquer marca, também deverá conciliar “conteúdo, entretenimento e criação de comunidades”, transformando-se “num portal diário de entretenimento”.

A estrela da conferência não foi o responsável comercial mas antes Bobby Charlton (foto), glória do clube que, além de contar várias histórias sobre o seu percurso no Manchester, não deixou de referir a estratégia internacional de promoção do clube. “O nosso público quer estar próximo dos jogadores. Já não basta vê-los através da televisão”. Daí que, em breve, o Manchester United vá fazer uma digressão pela Ásia, com jogos marcados para Macau, Tóquio e Seul. É na Ásia onde se concentra a maioria dos fãs internacionais do clube. Só na Coreia do Sul existem 750 mil pessoas que usam o cartão do Manchester como forma de pagamento. Apesar disso, Booby frisou que na relação de forças entre o marke ting e os re sultados, os re sultados e os jogadores deverão ser sempre a prioridade. “Se a equipa es tiver bem, o negócio também estará bem”. Esta foi a primeira vez que um clube de futebol foi o tema de um seminário em Cannes.

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