Dilemas

Por a 11 de Maio de 2007

Rui Marques

Quando estiver a ler esta edição, provavelmente já será conhecido o trabalho que recebeu o Grande Prémio do Festival do Clube de Criativos de Portugal. Mas em jeito de antevisão e olhando para o cálculo do número de trabalhos que as agências conseguiram colocar na shortlist anunciada logo no início da semana, será interessante saber se a Partners consegue sair do Festival com o título de Agência de Publicidade do Ano ou se a BBDO mantém o título. Eventualmente, e olhando apenas para número de trabalhos finalistas, poderá haver surpresas. Na nova edição e com a credibilidade do festival mais do que cimentada, como atenta o número de inscrições, mais uma vez está a ser avaliada a pertinência das conferências que integram a Semana da Criatividade. Como desabafa Judite Mota algumas páginas mais á frente, “ás vezes sinto-me á beira de desistir porque parece que ando a insistir só porque somos teimosos. Às tantas vamos ter que desistir e fazer só o festival, que são os prémios, que parece que é a única coisa que interessa ás pessoas. Acho que muito mais interessante do que os prémios é aprender com pessoas que falem de muitas coisas e não só de publicidade”. E este ano, com a presença de Vega Olmos e de Guillaume van der Stighelen, a falta de interesse dos oradores não podia servir de desculpa para a pouca participação. Simplesmente, e contrariando o debate que envolveu a reeleição da actual equipa directiva, a esmagadora maioria dos criativos só espera que o Clube organize uma simpática entrega de prémios. A Alice, a revista de publicidade mais interessante que alguma vez foi publicada em Portugal, acabou por ficar em banho-maria por falta de apoio de anunciantes e patrocinadores para o projecto editorial do Clube. É pena ver que, muitas vezes, é a simples falta de interesse dos destinatários que deixa morrer projectos que merecem mais do que um triste fim.

Deixe aqui o seu comentário