Fusão entre Brandia e Central ainda não chegou ao fim

Por a 2 de Fevereiro de 2007

A antiga Central de Comunicação ainda não entrou na sociedade da Brandia Central SGPS

A assembleia-geral da Brandia Central SGPS, realizada no passado dia 19, não aprovou o aumento de capital que seria assumido por quadros da Central de Comunicação e que seria seguido pela alteração da sociedade da SGPS. Este foi o modelo adoptado para fundir a Brandia e a Central de Comunicação, que seria formalizado através da entrada dos novos sócios da Central de Comunicação no capital na estrutura. Apesar do projecto Brandia Central estar na prática a funcionar junto dos colaboradores, clientes e fornecedores de acordo com os princípios da fusão, o resultado da assembleia-geral significa que, a nível jurídico, a antiga Central de Comunicação ainda não conseguiu entrar no capital da Brandia Central SGPS. Contactada pelo M&P a administração da empresa escusou-se a fazer qualquer comentário sobre este tema por “não ser política da empresa prestar declarações sobre assuntos internos”.

Na base deste diferendo, apurou o M&P, está João Paulo Sequeira, que detém 33% do capital da Brandia Central e que constitui uma minoria de bloqueio, uma vez que a operação, para avançar, necessita de 75% dos votos da assembleia. O M&P sabe que na base da argumentação de João Paulo Sequeira está o valor das apreciações iniciais da Brandia e da Central de Comunicação, respectivamente, 55% e 45%, que foram avançados na fase inicial do processo de fusão. No entanto, no fim de 2005 as duas partes deveriam entregar os dados auditados que dariam o peso real de cada empresa na nova entidade a ser criada. Alegadamente, a Central de Comunicação não terá entregue números auditados, que poderiam dar um peso ao grupo inferior aos 45%. João Paulo Sequeira mostrou-se indisponível para comentar a situação. O M&P sabe que, como resultado da assembleia-geral, os novos corpos sociais da Brandia Central SGPS aprovados na mesma assembleia não incluem qualquer quadro da antiga Central de Comunicação. Desta forma, Victor Vicente assume a presidência do conselho de administração, enquanto Artur Ferreira e Jorge Andrade foram nomeados vogais. Na estrutura Rui Trigo assume o cargo de presidente da participada Brandia Central SA e continua como rosto do projecto, quando deveria também acumular funções com a de presidente do conselho de administração da Brandia Central SGPS.

Deixe aqui o seu comentário