Os novos negócios de Cunha Vaz

Por a 24 de Novembro de 2006

CunhaVaz

«Havendo uma proposta que assegure a permanência dos colaboradores durante pelo menos mais dois anos, vendo a Prémio», adiantou António Cunha Vaz, numa entrevista que o Meios & Publicidade publica na edição de hoje. O managing partner da Cunha Vaz & Associados explica ainda os planos que tem para as novas empresas nas áreas dos suportes publicitários, da comunicação e dos conteúdos. A nível ibérico, a Cunha Vaz prepara-se para lançar em Janeiro uma empresa com o espanhol grupo Albion. «Vou criar uma empresa em que tenho 50% e entro na gestão em igualdade com o meu sócio espanhol. Cá presto serviço ás empresas espanholas que para cá vierem, ele ás empresas portuguesas que para lá forem», pormenoriza Cunha Vaz. O responsável acredita que «dentro de dois ou três anos terá cerca de 20 trabalhadores e estará a facturar mais do que as nossas duas empresas juntas. Será uma empresa muito sofisticada, para fazer comunicação a sério, para põr pessoas em contacto e fazer aquilo que se chama soft lobbying». Na área dos suportes publicitários, a recentemente lançada WOW começou a trabalhar «uma gasolineira e uma rede de grandes superfícies». «O meu core business será a Cunha Vaz & Associados, isso são investimento em outras empresas». Neste caso, está «a ajudar a arrancar uma empresa proposta por um colaborador. Se daqui a dois anos quiser estar sozinho na empresa, estou disposto a ficar minoritário», adianta. Já ao nível dos conteúdos, Cunha Vaz está a ultimar um acordo com a brasileira Conteúdo Expresso, que «é quem nos vende os conteúdos da Você SA, da Veja e da Exame Brasil para a Prémio. A ideia será replicar os conteúdos para revistas mas também para meios electrónicos. Eu trabalharei o mercado português na área dele e ele trabalhará o mercado brasileiro na área da comunicação. Ao contrário de Espanha, a escritura ainda não está feita.»

Cunha Vaz, na mesma entrevista, lança ainda ataques em várias frentes, a propósito do relacionamento entre agências e clientes. «Há agências que ainda propõem aos clientes uma avença de X e com essa Y notícias na imprensa regional, Z na imprensa nacional e N na televisão», denuncia, sublinhando que, ao contrário de outras agências, não diz em concursos públicos que pratica preços «20% abaixo do que qualquer outra agência fizer».

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