Portugueses estáveis nas prendas

Por a 17 de Novembro de 2006

Face ao ano passado, os portugueses deverão gastar até mais 2% em prendas

A época natalícia está á porta o que significa que começam as contas ao quanto se irá gastar em prendas. Este ano os portugueses prevêem gastar entre menos 1% e mais 2% do que despenderam em 2005 com ofertas. Percentagens que se devem a uma visão mais positiva do crescimento económico do país já que 30% dos portugueses têm uma visão mais “optimista” do futuro. Estas conclusões são do estudo Natal 2006, elaborado pela Deloitte.

Positivismo e prudência. São estas as linhas a seguir pelos consumidores portugueses quando se fala em prendas. Segundo o documento, “o número de pessoas que tinham uma visão mais negativa da economia diminuiu em 30% face ao ano anterior”. Uma percentagem que acaba por ter consequências no orçamento para as prendas. De acordo com o estudo, os consumidores nacionais têm previsto gastar mais do que no ano passado, em contraste com os italianos e alemães que prevêem gastar menos 6%, mas bem abaixo dos irlandeses, espanhóis ou ingleses que planeiam gastar mais 6% a 18%.

Sobre montantes, o estudo da Deloitte refere que “a despesa média nos países inquiridos subiu de 650 euros em 2005 para 662 euros em 2006 (mais 2%). Os irlandeses continuam a ser os mais gastadores, com mais de 1.300 euros por família e gastando o dobro dos portugueses (588 euros em 2006, mais 1,6%). Destas quantias, só um terço (no caso português) é que está destinado para comprar prendas para os mais novos o que é revelador da baixa taxa de natalidade do país. Sobre a altura em que os portugueses vão ás compras, o estudo aponta que em “meados de Dezembro, 61% dos consumidores portugueses já terá terminado as suas compras de Natal”.

Menos animador

Embora os dados sejam animadores para os retalhistas, o enfado causado pelas campanhas de Natal que arrancam no início de Novembro começa a ter consequências. O caso mais flagrante acontece no Reino Unido onde a Advertising Standards Authority (ASA) tem vindo a receber inúmeras queixas pelo facto das campanhas natalícias começarem demasiado cedo e que, algumas dessas acções, veiculam mesmo a inexistência do Pai Natal. Segundo notícia publicada pelo Media Guardian, as queixas referem ainda que, por começarem a ser veiculadas nos meios dois meses antes do Natal, aquelas acções publicitárias são “ofensivas” e “enganosas” e são “socialmente irresponsáveis” já que fazem com que aumente a pressão feita pelas crianças aos pais.

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