Férias

Por a 28 de Julho de 2006

Vêm aí tempos fascinantes, já dizia Pedro Santana Lopes. Não há semana que passe em que não apareçam sinais que apontam para mudanças imparáveis que atravessam as diferentes vertentes da comunicação. A MTV prepara-se para lançar já em Setembro no Reino Unido um canal em que os espectadores escolhem os vídeos que passam, além de poderem enviar SMS que serão também exibidos no ecrã. Em Portugal, foi ontem apresentado o RTP Mobile, canal da estação pública para os dispositivos móveis, isto depois das operadoras terem começado a fornecer canais e conteúdos exclusivos. É um lugar-comum, mas o crescimento da internet não pára, assim como o dos meios alternativos (págs. 31 a 36). Sinal disso é a posição que é ocupada pelo YouTube, agora que se transformou no espaço que reúne vídeos de todo o mundo e onde até já as marcas optam por exibir conteúdos. A HP, a mesma empresa que pagou cerca de 150 mil euros para que os seus produtos aparecessem num vídeo de Jessica Simpson e por arrasto nas televisões, seguiu esse caminho. Em Hong Kong estão a ser testados provadores que dão sugestões de possíveis combinações de roupa, depois da ‘máquina’ ter analisado as escolhas dos clientes. Já a IBM e a Cisco preparam uma tecnologia que vai permitir mapear o percurso feito pelos utilizadores quando estão diante de um interface na internet, com o intuito final de potenciar este meio enquanto suporte publicitário. As situações de consumo estão mais próximas dos cenários do Relatório Minoritário. Como se não chegasse, as regras de marketing deixaram de o ser. A construção de marca, apontado como o caminho para a diferenciação entre produtos e serviços, é posta em causa desta vez por via das companhias de aviação low cost (pág. 27). Isto já para não falar da imprensa, que nos últimos meses, graças ao protagonismo dos gratuitos e aos resultados dos estudos de audiências e de tiragens, tem andado á procura de modelos de negócio alternativos. Mas o caminho a percorrer não é propriamente fácil (págs. 12 e 13). Não por isto, mas também por causa disto, vamos de férias. O jornal regressa a 1 de Setembro, mas não vai ser por causa deste intervalo que vai deixar de ter em Agosto a nossa newsletter diária na sua caixa de mail.

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