O que muda nos Prémios á Eficácia

Por a 16 de Junho de 2006

Na edição de 2006 dos Prémios á Eficácia, vão surgir novas categorias enquanto que a de marketing relacional foi extinta. As inscrições terminam a 30 de Junho

A pouco tempo do fim do prazo para entrega de candidaturas aos Prémios á Eficácia 2006, o Meios & Publicidade foi saber junto dos responsáveis pela organização do evento o que mudou nesta segunda edição da iniciativa que avalia a demonstração da eficácia da comunicação. Da primeira edição para a deste ano surgiram novas categorias e foi extinta a categoria de marketing relacional. “Existem várias novidades, quer do ponto de vista da bases de participação, quer do júri. Novidades porque a nível das bases de participação foram feitas algumas alterações e foi criado um prémio novo, o de Melhor Utilização de Research e ao qual concorrem todos os casos em concurso, portanto é um prémio especial. A segunda alteração foi o fim da categoria de Marketing Relacional. As candidaturas desse âmbito passam a estar integradas nas categorias de Eficácia Publicitária. Ainda foi criada uma nova categoria para Produtos e serviços financeiros”, refere Manuela Botelho, secretária-geral da APAN.

As novas categorias e o desaparecimento de outras surgem na sequência de factores identificados na primeira edição dos Prémios á Eficácia. “No ano passado havia uma categoria única que juntava Serviços Financeiros, Distribuição e Administração Pública. A verdade é que o número de candidaturas de Serviços Financeiros foi de tal forma grande que justifica a existência de uma categoria separada da Distribuição e da Administração Pública”, explica a responsável da APAN. Sobre o fim da categoria de Marketing Relacional, Pedro Loureiro, responsável do Grupo de Consultores, entidade que organiza os prémios, afirma que “o mercado de hoje já não divide a comunicação em linhas above the line ou below the line e era algo que, inclusivamente, não exemplificava a actividade dos serviços de marketing relacional e não tinha a mesma importância que a comunicação que utilizava os meios convencionais. Para não fazer essa distinção decidimos eliminar essa sub-categoria específica”.

Sobre o número de candidaturas até agora recebidas, ambos os responsáveis não aditaram números uma vez que, salvaguarda Pedro Loureiro, “as candidaturas ainda têm um prazo de aprovação final e, por isso, não quer dizer que as que temos actualmente vão subsistir até ao final. Mas já temos um número interessante de candidaturas e de empresas que sabemos que estão a preparar os casos”.

Sobre o feedback que tiveram da primeira edição dos Prémios á Eficácia, Manuela Botelho e Pedro Loureiro são consensuais na defesa da credibilidade que a iniciativa veicula a quem foi premiado. Um dos indicadores reveladores da importância dos prémios é o facto de, refere Manuela Botelho, “empresas terem publicamente anunciado que em aberturas de concursos de agências tinham utilizado como critério as que saíram vencedoras dos Prémios á Eficácia”. “Este não é um prémio de ‘acho que’, este é um prémio que tem a ver com méritos da comunicação, com acções que foram desenvolvidas e que resolveram problemas ás empresas anunciantes e que foram resultados que foram confirmados. Não tem a ver com critérios subjectivos, mas sim com critérios objectivos que falam da capacidade de execução das agências e dos anunciantes em realizar acções e alcançarem objectivos que se propuseram alcançar no início destas acções”, remata Pedro Loureiro.

O prazo para entrega de candidaturas aos Prémios Eficácia termina a 30 de Junho, sendo que a cerimónia para entrega dos galardões está agendada para Novembro.

No ano passado realizava-se pela primeira vez os Prémios á Eficácia, um evento organizado em parceira entre a Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) e o Grupo de Consultores que reconhece a contribuição da comunicação para a concretização dos objectivos empresariais do anunciante. Trata-se da análise de números que contribuem para o alcançar de objectivos propostos pelas campanhas e que traduzem a eficácia com que a mensagem é transmitida ao consumidor.

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