José Bartolomé Duarte e António de Sousa Duarte

Por a 20 de Janeiro de 2006

ADBDCommunicare

Há cinco anos, um gestor e um jornalista criaram a ADBDCommunicare. A agência tem como clientes a Ordem dos Advogados, a AstraZeneca e o Freeport. Em entrevista os dois responsáveis fazem um balanço

Criada em 2000, a ADBDCommunicare tem dois partners. José Bartolomé Duarte é gestor por natureza e empresário por experiência; António de Sousa Duarte foi jornalista durante cerca de 20 anos.

Meios & Publicidade (M&P): Quando foi criada a ADBDCommunicare?

António de Sousa Duarte (ASD): A ADBDCommunicare foi gerada durante o ano de 2000 e nasceu em Outubro. Resultou de muitas horas de reflexão, conversa e debate sobre o que cada um dos partners antevia que a agência pudesse vir a ser. Éramos amigos, mas tínhamos experiências, visões e expectativas distintas que precisámos de discutir, primeiro, e articular, depois.

M&P: Qual é a mais-valia da ADBDCommunicare relativamente ás outras agências que actuam na área?

José Bartolomé Duarte (JBD): Desde logo ao nível do conceito de empresa, romper com os instrumentos de trabalho e com as metodologias até então praticadas pelas nossas congéneres, gabamo-nos de, ainda hoje, jamais termos feito um press release! Decidimos também que só faria sentido falar de pró-actividade desde que estivéssemos e nos tornássemos realmente disponíveis para clientes, fornecedores e órgãos de comunicação social e esse conceito de 24 horas por dia abertos foi conseguido. Também ao nível da gestão tomámos decisões que nunca abandonámos e que contribuíram para a sobriedade financeira: crescer com juízo; nunca por nunca aceitar ou tentar clientes que tornassem a carteira da agência impossível de gerir; não dar a cada account mais do que três clientes para gerir ordinariamente mas com a tutela permanente e sistemática de um ou os dois partners, e não admitir pessoal sem aplicar uma rigorosa política de recursos humanos. Antever o futuro curto-médio da agência, para evitar desequilíbrios financeiros insuportáveis, desvios á orientação financeira da empresa e despedimentos desnecessários. E depois, há a questão ISLA. Em parceria com o ISLA funcionam as nossas pós-graduações em comunicação estratégica e assessoria mediática e comunicação cultural.

M&P: Quem está á frente da gestão da empresa?

JBD: A gestão da empresa é feita pelos dois partners. Mas, assim como há um de nós que é gestor por natureza e empresário por experiência e que imprime maior dinamismo a essa área, também o outro, por ter sido jornalista durante cerca de 20 anos e ter nesse campo maior á-vontade, desenvolve aí mais trabalho. Curiosamente, hoje, sentimos que cada vez mais permutamos experiências e missões e que cada um mergulha cada vez mais no antigo universo profissional do outro.

M&P: Quais as vantagens de terem ex-jornalistas na equipa?

ASD: Consideramos ridículo conceber uma agência de comunicação, relações públicas e lóbi sem jornalistas ou ex-jornalistas! Assim como é impossível entendê-la sem um gestor. É por isso que na ADBDCommunicare mais de metade dos profissionais que integram a equipa foram jornalistas, gente que conhece os meandros do meio, quadros qualificados, responsáveis por redacções, fautores de um género de contactos que só conhecendo se concretiza.

M&P: Com que públicos comunica a ADBDCommunicare?

JBD: Os universos da saúde, da justiça, da política, das tecnologias, das universidades, do lazer, da segurança. E estamos de momento a desenvolver um projecto que passa por democratizar mais a comunicação; levá-la mais longe e a mais públicos; torná-la, enfim, mais acessível. Por outro lado, o negócio nas áreas da comunicação, tal como nas áreas das tecnologias encerra, em si mesmo, uma necessidade de evolução vertiginosa em que a comunicação se tornou definitivamente online.

M&P: A gestão de crise é uma das áreas que apregoam. Qual o vosso método de trabalho nessa área?

JBD: A gestão de crise é um campo muitas vezes desconhecido ou inexistente nas instituições, empresas, associações e outras entidades, cuja filosofia incide, regra geral, sobre o lema “só acontece aos outros”. O problema é que quando nos acontece a nós não estamos devidamente capacitados e preparados para dar uma resposta célere e eficaz. Actualmente, de um ponto de vista doutrinal, é impensável não existirem conceitos definidos de resposta, designação de um porta-voz, existência de um manual de crise. Por isso temos consciência de que uma crise apenas é sinónimo de oportunidade – como sustentam os chineses – quando se está efectivamente preparado para a vencer.

M&P: Quais os vossos clientes actuais?

ASD: Entre outros, Ordem dos Advogados, AstraZeneca, Freeport, Toys ‘R’ Us, Anafre, Beactive, Bracalândia, Prosegur, Atlantic Cargo, Isla, Universidade Independente Lotto, bem como agentes relacionados com as áreas cultural, campanhas e autarquias municipais e escritórios de advogados.

M&P: Qual foi a facturação da agência em 2005?

JBD: A ADBD Communicare tem registado índices de crescimentos médios na ordem dos 25% ao ano.

M&P: Em que áreas não têm clientes e estão a tentar conseguir ter?

ASD: Banca, seguros.

M&P: Porque vos interessam essas áreas?

ASD: Chegar a novas áreas significa alargar horizontes, conhecimento, experiências, conhecer mais pessoas, levar mensagens mais longe, atingir novos patamares de influência e de contacto.

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