Teresa d'Ornellas — directora SaberViver

Por a 9 de Dezembro de 2005

Teresa Ornellas

O lançamento de um site é a grande aposta da saberViver para 2006. Teresa d'Ornellas, a nova directora da revista editada pela SaúdePress, explica em entrevista ao M&P a estratégia para o online e como pretende dar continuidade ao projecto que agora lidera

«Reforçar a nossa ligação com os leitores e conquistar novas audiências» é, segundo Teresa d'Ornellas, a nova directora da saberViver, o grande propósito do lançamento de um site da revista já em 2006. Este é um dos projectos para o novo ano, depois da consolidação do título e do crescimento em vendas em 2005.

Meios&Publicidade (M&P): Assumiu em Novembro a direcção da saberViver depois da revista ter sido dirigida durante bastante tempo pela Carla Ramos. O que podem os leitores esperar da saberViver sob a sua direcção?

Teresa d' Ornellas (TO): Os leitores podem esperar exactamente o mesmo que lhes tem sido proporcionado até agora: a continuação e evolução de um projecto inovador e sólido, assente na qualidade gráfica, editorial e no rigor científico. A directora mudou, mas a revista é a mesma: os critérios editoriais e a fidelidade ao leitor mantêm-se inalterados.

M&P: Quando assumiu o cargo disse ao M&P que haveria um processo de reestruturação. O que vai mudar na saberViver?

TO: Quando me referi a uma reestruturação não estava a falar de mudanças editoriais, mas sim a uma reorganização natural da equipa devido á minha mudança de cargo. Não faz sentido introduzir alterações de fundo num projecto do qual faço parte há mais de quatro anos e que tem somado sucessos, recebendo um excelente feed-back por parte do público.

M&P: Entretanto, vão apostar no online, através da criação de um site da revista.

TO: Sim, vamos reforçar a nossa ligação com os leitores e conquistar novas audiências através da criação de um site. O lançamento está previsto para Janeiro de 2006.

M&P: Qual a estratégia relativamente ao online?

TO: A actualização constante de informação, a promoção de concursos e de passatempos, a criação de uma newsletter e, até, a possibilidade de se poder subscrever a assinatura da revista a qualquer hora do dia é um passo em frente para uma maior proximidade e interacção com o público, respondendo ás necessidades e características da sociedade actual, em que a internet desempenha um papel cada vez mais preponderante.

M&P: Com a sua subida a directora da saberViver ficou vazio o cargo de chefe de redacção e de editora. Já há substituto?

TO: Neste momento continuo a assegurar a coordenação da equipa, assim como a edição, realizada em conjunto com a editora-adjunta da saberViver, Manuela Vasconcelos. No final do mês de Novembro entrou um novo elemento para a redacção, a jornalista Vanda Oliveira.

M&P: Com a saída da anterior directora, saíram parte dos membros dos Prémios saberViver e do Consultório. Como pensa colmatar estas saídas?

TO: Essas saídas foram colmatadas de imediato, sendo que contámos com uma enorme disponibilidade e vontade de colaborar connosco por parte de especialistas de igual prestígio. Em relação ao júri dos Prémios saberViver 2006, a composição do painel referente ao Prémio saberViver Beleza e Prémio saberViver Perfumes e Maquilhagem foi já anunciada na edição de Dezembro, agora nas bancas.

M&P: Durante um período a saberViver passou a figurar no Bareme Imprensa no segmento das revistas femininas, mas entretanto retornou ao segmento Saúde/Educação. Qual é o posicionamento da revista?

TO: A saberViver não se encaixa no segmento das revistas femininas, em que a Moda, por exemplo, é uma das características chave. Por outro lado, não pode ser considerada uma revista de saúde, no sentido «clássico», pois essa é uma definição muito redutora. Daí o carácter inovador da saberViver, pois é uma publicação que, apesar de focar questões relacionadas com a saúde, dá enfoque ao estilo de vida, bem-estar, beleza, comportamento, sexualidade e família, sempre de uma perspectiva dinâmica, optimista e muito prática, que ajude as mulheres a viverem melhor e a alcançarem uma maior qualidade de vida.

M&P: Qual o público-alvo da revista?

TO: A saberViver é lida, maioritariamente, por um público feminino, com idades compreendidas entre os 24 e os 45 anos, residente em grandes cidades e pertencente á classe média-alta.

M&P: Quais considera serem as principais concorrentes da saberViver e de que forma a revista se distingue delas?

TO: A saberViver foi pioneira quando evoluiu para um tipo de revista que não existia em Portugal. Como tal, não considero que tenhamos concorrentes directas. Somos únicos num segmento inovador, que era desconhecido no nosso país e que ainda não está contemplado nas «categorias» que existem.

M&P: Segundo os últimos dados da APCT, relativos ao primeiro semestre de 2005, a saberViver subiu as vendas em cerca de 4 mil exemplares, em comparação ao período homólogo de 2004. No seu entender, o que contribuiu para esta subida?

TO: Todo o empenho da equipa, a crescente consciencialização das necessidades e desejos dos leitores e a maturidade da própria revista, que nos levou igualmente a apostar, de forma confiante, em campanhas de publicidade (outdoors, imprensa escrita e rádio), as quais contribuíram para uma maior projecção da revista. Penso que essa subida nas vendas foi a prova e o reflexo da consolidação de um projecto em que sempre acreditámos.

M&P: Que novidades pode antecipar para 2006 relativamente á saberViver?

TO: Para além do lançamento do site, considero prematuro antecipar «novidades». Neste momento a prioridade é continuarmos a crescer, a todos os níveis.

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