Paula Gustavo

Por a 4 de Novembro de 2005

Paula Gustavo

A nova directora-geral da Media Consulting, depois de ter estado cinco anos no grupo GCI, regressa á agência de comunicação onde já foi account e gestora de projectos

Paula Gustavo entrou para a Media Consulting há sete anos como account e, posteriormente, passou a gestora de projectos. Há cerca de cinco anos foi convidada por José Manuel Costa para a JMC para o cargo de directora de serviço a clientes, tendo sido promovida a directora-geral de operações com responsabilidades nas várias empresas do grupo GCI. Em Julho assumiu a direcção-geral da Media Consulting onde pretende ter um papel mais executivo do que aquele que estava a ter nos últimos tempos na GCI.

Meios & Publicidade (M&P): Como surgiu o convite para ficar á frente da Media Consulting?

Paula Gustavo (PG): Julgo que surgiu naturalmente pelo facto de já ter integrado, quase no início da sua fundação, a equipa da Media Consulting. Conheciam o meu perfil, tinham acompanhado o meu trabalho nos últimos anos e surgiu o convite.

M&P: Quais são as principais diferenças que encontrou a agência depois de a ter deixado há cinco anos?

PG: Foi adquirido mais know how. A Media Consulting trabalhou nos últimos anos com importantes empresas, privadas e públicas, participou em grandes projectos como o foram a Expo 98 e o Euro 2004. Por outro lado, diversificou serviços apostando também na comunicação de consumo. Quando integrei a agência, em 96, os principais serviços eram relacionados com a comunicação institucional.

M&P: Como encontrou a agência?

PG: Creio que a equipa está bastante motivada e veste a camisola, o que é excelente. Acredita numa nova fase, uma nova dinâmica, no reforçar das competências e em preparar — para já – o próximo ano, no qual a empresa cumpre dez anos. M&P: Quantas pessoas fazem parte da agência e por que áreas estão distribuídas? PG: A Media Consulting conta, actualmente, com oito colaboradores, divididos pela comunicação institucional, comunicação de consumo e dois profissionais que asseguram a produção e os audiovisuais. É uma estrutura pequena, que agora será reforçada com mais dois elementos: um profissional para a comunicação institucional e um outro para o planeamento estratégico. Conseguimos ter serviços com custos mais competitivos para os clientes pois não temos custos de estrutura e, por outro lado, estamos mais próximos dos clientes. Conseguimos alocar mais horas a cada projecto, a cada cliente. Acima de tudo creio que temos um serviço a cliente mais personalizado e atrevia-me a dizer que 'fazemos parte' integrante da estrutura do próprio cliente. Mantendo, como é óbvio, a visão necessária para um trabalho de consultoria, ou seja, quando temos que dizer que esse não é o melhor caminho na estratégia, não temos qualquer tipo de constrangimento, pelo contrário. É essa a atitude que o cliente espera de nós.

M&P: Que clientes foram já conquistados desde que assumiu as rédeas da agência?

PG: A GAN Seguros, a Wise Investimentos Imobiliários, S.A. e algumas acções pontuais, nomeadamente, com a Agência Portuguesa para o Investimento (API). Iniciámos também uma colaboração com os Lions de Portugal, em regime de probono.

M&P: Porquê?

PG: Era já um desejo antigo poder contribuir para a divulgação de uma instituição de solidariedade social acreditando que, de alguma forma, estamos também nós a ajudar.

M&P: O que mais a atraiu no projecto Media Consulting?

PG: O identificar-me com o projecto da empresa, a filosofia e valores que defende. As orientações para o médio-longo prazo. O desafio de ter uma nova estratégia e objectivos muito claros, nos quais participei, para cumprir.

M&P: Porque é que está a apostar na área do turismo?

PG: Os estudos mais recentes apontam exactamente para o facto de Portugal ter um potencial de crescimento e de geração de valor neste sector. E no umbrella turismo cabe o turismo rural, o ecoturismo, o enoturismo, o turismo de negócios, o cultural. Acredito também que as relações públicas são uma ferramenta essencial para a divulgação e reputação do turismo nacional. Não basta ter campanhas de publicidade, com imagens de belas paisagens e excelentes hotéis. São necessárias, sem dúvida, mas também é preciso fazer com que os vários targets- jornalistas, opinion formers, operadores turísticos, grupos económicos- sintam esses locais, experimentem os momentos. E aí as relações públicas, com as várias ferramentas que possui, são uma peça fulcral. Por outro lado, esta é uma área em que a Media Consulting já tinha experiência pelo trabalho desenvolvido com algumas regiões de turismo, com as Marinas do Barlavento, o Ria Park Hotels, com o Hotel Quinta do Lago, com a Boat Center… M&P: Que outros clientes fazem parte do portfólio da agência? PG: Já mencionei algumas áreas de actuação mas trabalhamos também na área do grande consumo e na indústria alimentar.

M&P: Algum dos vossos clientes é de fora de Portugal?

PG: Neste momento, não. De qualquer forma, a aposta vai continuar a ser num mercado mais global, preferencialmente, o mercado ibérico.

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