Ai os homens!

Por a 15 de Novembro de 2002

Identificar o comportamento masculino foi o objectivo do estudo da editora da Men’s Health

Qual o comportamento do homem português quando comparado com o de outros países? O que nos aproxima? Em que é que nos diferenciamos dos demais? Foi para responder a estas questões que a norte-americana Rodale, editora internacional da Men’s Health, levou a cabo uma pesquisa junto dos leitores da revista masculina, presente em 11 países.

A ideia terá surgido numa convenção anual da Rodale e, segundo Paulo Costa, editor internacional da Men’s Health e responsável pela versão portuguesa, «serviu para desmistificar muitas das ideias pré-concebidas que todos tínhamos sobre os homens». Mas vamos a conclusões…

Os aparelhos electrónicos parecem continuar a ser a “perdição” dos homens. No que concerne ao homem português, 81% tem videogravador; 83% aparelhagem de som; 84% leitor de CD’s; e 79% telemóveis — oito pontos percentuais acima da média global.

Na hora de comprar um automóvel, a segurança surge como o aspecto mais importante (83%), seguido do consumo (63%) e da performance (42%). Valores bem diferentes dos apurados ao nível geral em que, por exemplo, apenas 39% dos homens se preocupa com o consumo. As respostas explicam em parte a opção pelos citadinos (35%) e pelos familiares (25%).

Lá diz o velho ditado que “é dos carecas que elas gostam mais”. De facto, 54% dos inquiridos nacionais prefere perder o cabelo ao emprego (18%), a reputação (11%), a companheira/mulher (10%) ou as poupanças (6%). Para Paulo Costa, este é apenas um dos muitos dados curiosos deste estudo.

No entanto, ressalva, há conclusões em que, claramente, tem de

se distinguir os comportamentos dos homens de uma forma geral

do dos leitores da Men’s Health. Exemplos? A maior percentagem de indivíduos que dizem não beber é de Portugal (26%), logo seguida pelos franceses (24%).

Um valor que contraria em muito os números anualmente revelados pelos organismos oficiais. Também na prática de exercício físico é possível identificar que o homem-tipo português é bem diferente do leitor nacional da Men’s Health, já que 42% dos inquiridos afirma praticar exercício quase diariamente.

Destes, a maioria (60%) justifica esta opção para preservar ou melhorar a sua saúde, enquanto 25% alega a melhoria de aspecto para o fazer. Quando confrontados com a questão “Qual a parte do seu corpo que preferia que fosse perfeita?”, 63% apontou os abdominais, 17% os peitorais e, no fim da tabela, as costas (7%).

Curiosamente, a bebida alcoólica consumida com mais frequência é a cerveja (33%), o que, como se sabe, em nada contribui para a melhoria dos abdominais. «Este estudo revela que o homem é um ser repleto de paradigmas», salienta Paulo Costa perante este exemplo.

Com o avançar da idade, as preocupações dos homens parecem convergir, com pequenas excepções, nas mesmas preocupações.

A maioria aponta o cancro, a perda de energia e vitalidade e a perda de visão.

Já pensou qual seria a pior forma para morrer? À cabeça surge uma situação de incêndio (61%) e, no extremo oposto, outra curiosidade: o desastre de automóvel (1%).

“Portuguese do it better!” Decerto se recordam das t-shirts que há uns anos inundaram o Algarve. Pois bem, a julgar pelas conclusões do estudo conduzido pela Men’s Health, se não somos os melhores somos pelo menos os que mais praticamos. De facto, em 11 países analisados, os portugueses são quem pratica sexo com mais frequência: 8,7 vezes por mês, quando a média se situa em 6,3.

No entanto, á pergunta “Já alguma vez teve relações extra-conjugais enquanto casado ou no caso de manter uma relação monogâmica?”, os portugueses não se destacam. “Apenas” 36% admite já ter sido infiel, quando a média se situa nos 39%.

E imaginando agora que era dado a escolher ao homem um poder especial, qual seria a opção? A maior percentagem de indivíduos optou por escolher a inteligência sobre-humana. Os portugueses elegeram outro poder: “ser imortal” (34%)…

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