Braga e Coimbra á frente

Por a 8 de Junho de 2001

Mais de 61% da população lê ou folheia imprensa regional, conclui um estudo encomendado pela AIND ao IPOM

O distrito de Braga é aquele onde se consome mais imprensa regional, sendo Coimbra a zona do país onde os regionais diários têm maior aceitação, conclui um estudo encomendado pela AIND – Associação Portuguesa de Imprensa ao Instituto de Pesquisa de Opinião e Mercado (IPOM).

À pergunta “costuma ler ou folhear jornais e revistas regionais?” responderam positivamente 67,8% dos inquiridos em Braga, 66, 9% em Coimbra e 64,6% em Leiria, é referido nas conclusões do trabalho, intitulado “A imprensa regional em Portugal — Elementos para a gestão estratégica e planeamento publicitário”. As tarefas de campo decorreram, proporcionalmente, nos 18 distritos do país e responderam aos questionários 3861 indivíduos (entre 1 de Junho e 12 de Julho do ano passado).

Já quando questionados se leram ou folheraram algum título nos últimos dois ou três dias, os valores afastam-se: Braga regista 49,5%; Coimbra, 51,5%; e Leiria, 43,8%. Destes três distritos, Leiria possui um único título diário (Diário de Leiria), enquanto em Coimbra e Braga são editados dois (Diário de Coimbra e Diário das Beiras, em Coimbra; e Diário do Minho e Correio do Minho, em Braga).

É em Coimbra que mais se afirma o hábito de leitura diária, com 39,4%, seguido por Évora, que regista 33,8%.

No todo nacional, 60,1% dos indivíduos diz ter o hábito de ler ou folhear títulos de imprensa regional, menos seis pontos percentuais do que os que se apresentam como leitores de imprensa nacional.

Além de Braga, Coimbra e Lei-ria, também Aveiro e Viana do Castelo apresentam valores de leitura de jornais e revistas regionais acima dos 60% (64,3% e 64%, respectivamente), contra as taxas de “não leitura” registadas em Bragança (59,5%), Portalegre (58,6%), Beja (55,7%), Évora (55%) e Faro (55%).

As secções a que os leitores atribuem mais importância são cultura e educação, seguidas da saúde e segurança social. Quando questionados sobre a publicidade integrada nos títulos, a esmagadora maioria divide-se entre “alguma importância” (49,6%) e “nenhuma importância” (40,3%).

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