Super Bock sempre a abrir

Por a 23 de Março de 2001

• Anunciante: «O objectivo da marca foi fazer uma campanha de comunicação onde fossem focados os pontos principais que distinguem a edição deste ano: ter a duração de um mês, ser um festival de rock com um cartaz abrangente e contar com um tributo aos Beatles, um evento inédito em Portugal.» É desta forma que os responsáveis pela Unicer explicam as opções que nortearam a elaboração deste anúncio. A campanha integrou acções de TV, rádio, imprensa e outdoor. Como apoio suplementar foram ainda desenvolvidas, em lojas de grande superfície e estabelecimentos nocturnos, diversas animações alusivas ao festival.

• Agência: «Todos os anos a nossa agência tem feito os filmes promocionais do Super Bock – Super Rock», salienta Joaquim Pena, director criativo da Strat, responsável pela campanha de divulgação e promoção deste evento, também este ano. Assim nasceu a ideia de criar um primeiro filme «que funcionava como teaser, no qual se via uma bateria a tocar. Só que, quando chegava o momento de se ouvir o prato-de-choques, este não mexia, ouvindo-se então o ruído de uma lata de cerveja a abrir. A imagem funcionava como o jack de um instrumento musical. A ligação á coluna pretendia passar uma mensagem: Liga-te!». A frase-chave imaginada é “30 Dias Sempre a Abrir”, tendo o cuidado de realçar várias vezes o termo “super”: super concertos, super bandas, etc. A campanha envolve alguns pequenos spots a passar «nos dias anteriores aos principais concertos, bem como um especialmente dedicado á homenagem aos Beatles».

• Produtora: «A campanha dividiu-se em duas partes, uma exclusivamente gráfica e uma outra de apresentação (o teaser) filmada em 35 mm», refere Álvaro Santos, director-geral da Pix Mix, que efectuou o trabalho de pós-produção desta campanha. Para esta parte da apresentação, a maior dificuldade consistiu em que «o som da bateria já tinha sido aprovado, pelo que o baterista tinha de tocar a cumprir sempre a referência áudio. Mesmo assim, o som foi posteriormente editado em pós-produção, para que não se notasse a discrepância», explica Álvaro Santos. Com o recurso a imagens cedidas pelas várias editoras discográficas, foi montado um filme de 35 segundos em que se fazia a apresentação das principais bandas e outros mais pequenos — de cerca de 15 segundos — que passam diariamente divulgando o destaque do dia seguinte.

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