Edson.FCB – «Foi com alguma surpresa que recebemos este lugar»

Por a 9 de Março de 2001

«Tal posição é um verdadeiro fenómeno.» É assim que Edson Athayde, presidente da Edson, FCB, analisa a sexta posição obtida no ranking da Sabatina referente ao ano passado. O responsável salienta ainda que a posição «foi ganha depois de poucos meses de trabalho. Destronámos agências que trabalham há anos e anos no mercado e isso sem termos planeado terminar em sexto nem em nenhuma outra posição. Estávamos tão ocupados a trabalhar que foi com alguma surpresa que recebemos este lugar».

A Edson,FCB conseguiu um investimento publicitário na ordem dos 14,66 milhões de contos, mais do dobro do obtido pelas agências FCB e Edson em 1999. A fusão entre as agências foi por isso uma boa estratégia adoptada e uma das causas para a subida no ranking, embora Edson Athayde refira que, «se somados os resultados de ambas as empresas, a posição possível da Edson,FCB em 2000 seria o 15º lugar. Logo, a subida para o sexto lugar representa um crescimento real, na ordem dos 100%, sobre todas as previsões».

Acerca da fusão em si, o publicitário afirma que «não houve um choque de culturas. Em menos de 24 horas estávamos a trabalhar normalmente como se tivéssemos sido a mesma empresa. É por isso que o resultado da soma entre a Edson e a FCB representou na verdade uma multiplicação».

Para este ano, os objectivos são claros: «Trabalhar muito e bem. Não vamos sacrificar o nosso método de trabalho por mais alguns milhares de contos de investimentos. Este ano abrimos mão de algumas contas que não se encaixavam no nosso perfil, pelo que, “prognósticos, só no fim”.»

Em relação á carteira de clientes, Edson Athayde garante que «a agência não está ancorada numa ou em duas contas. Todos são para nós igualmente importantes. Mas no ano passado, os clientes que mais investiram connosco foram a PT Comunicações, EDP, Compaq e Grupo Lusomundo».

O facto de algumas agências não agirem como empresas e estarem mais preocupadas com o aumento de facturação são factores que o presidente da Edson,FCB aponta como obstáculos á evolução do mercado.

«O mercado só vai acelerar a sua evolução se perceber que os grandes responsáveis pela qualidade do trabalho publicitário são os presidentes e directores-gerais das agências e que não são três ou quatro criativos que fazem a diferença», considera o responsável, que conclui: ã preciso investir em formação todos os dias. É preciso preparar toda uma nova geração de publicitários, tendo em vista que o nível humano do mercado está a cair de maneira assustadora. Não vai ser possível a muito gente continuar a fingir que percebe alguma coisa de anúncios, ou, como diria o meu tio Olavo: “relaxe, vai piorar”.»

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