Bates – Quatro anos de crescimento significativo

Por a 9 de Março de 2001

A Bates Portugal terminou o ano 2000 na 14ª posição do ranking da Sabatina, resultado de uma subida de cinco posições. Diogo Mendonça, presidente da agência, justifica este crescimento com o facto de, «em 2000, a Bates ter ganho clientes que tiveram muito visibilidade nos meios, nomeadamente a Jazztell». A agência alcançou um investimento publicitário superior a 7,934 milhões de contos, mais do dobro do registado em 1999. As críticas de Diogo Mendonça vão inteiramente para a forma como o ranking Sabatina é efectuado: ã feito pura e simplesmente com base nas inserções na televisão e imprensa a preços de tabela. Como tal, não se devia chamar ranking de investimentos, mas sim de visibilidade. Por outro lado, há que ter em conta que algumas coisas não entram no ranking, nomeadamente cartões de promoção de cinco segundos». O presidente refere ainda que «muito do trabalho de uma agência é feito tendo em conta o alinhamento internacional de uma marca. Nestes casos, a agência limita-se a adaptá-los, pelo que o ranking mostra apenas a visibilidade das campanhas das marcas clientes». A solução apresentada para colmatar esta falha é o ranking da Associação Portuguesa de Agências de Publicidade (APAP), que «trabalha com a margem bruta que as agências conseguem durante um ano», acrescenta.

Tendo em conta o crescimento conseguido no ano passado, o responsável define como objectivos para este ano «a fidelização dos actuais clientes, uma vez que já temos uma forte carteira, assim como a manutenção do crescimento moderado que se tem verificado até agora». Em relação á evolução da Bates nos últimos anos, Diogo Mendonça refere que «há quatro anos a agência praticamente não existia. Nessa altura, entrei eu e o João Carlos Oliveira e a Bates passou a ser encarada mais como uma agência de comunicação do que de publicidade. Entretanto, foram criados vários departamentos que fortaleceram a nossa posição. Em quatro anos crescemos e ganhámos muitos clientes».

Apesar de acreditar que o mercado vai continuar a crescer, Diogo Mendonça salienta que 2001 «será um ano de calmaria. Há cerca de 20 anos que o mercado tem vindo a crescer e vai continuar a subir, embora o ritmo deva estagnar». O responsável acrescenta ainda que «os investimentos na nova economia já estão a verificar algumas reduções, porque as pessoas começam a perceber que o negócio não é assim tão importante». Em relação á evolução do mercado, assim como ao crescimento das agências de publicidade nacionais, o presidente da Bates refere que «os clientes começam finalmente a perceber qual a diferença entre agências que prestam bons serviços e as que trabalham mal».

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