“Público” vai ter nova imagem

Por a 12 de Janeiro de 2001

No final do mês, o diário vai surgir nas bancas com um grafismo renovado e mais claro

Nascido em Março de 1990, o diário “Público” vai ter agora uma nova imagem no primeiro caderno. De acordo com José Manuel Fernandes, a principal razão para a renovação da imagem do jornal prende-se com o desejo e a necessidade de «evoluir, pois passaram dez anos desde que o jornal nasceu». Também o «arrumar de informação em diferentes graus de profundidade, conforme a escolha do leitor e sem que este se sinta intimidado», foi um dos motivos que pesaram na decisão, acrescentou José Manuel Fernandes para explicar a mudança de “visual” que o jornal vai apresentar ainda antes do final do mês.

O director do jornal referiu ainda que «o ambiente em que o “Público” nasceu não é o mesmo em que actualmente vive, daí tornar-se essencial adaptá~lo ás necessidades mediáticas do dia-a- -dia». Assim, os critérios vão ser repensados de forma a tornar mais fácil a leitura, para o que também contribui a introdução de novos elementos de enquadramento da notícia que facilitam a análise e a reflexão. É «um casamento das notícias», com peças mais pequenas e em maior número.

Outras das novidades é a inclusão de maior número de artigos de opinião e interpretação, de acordo com o carácter reflectivo que sempre caracterizou o jornal.

Esta mudança vem na sequência de muitas outras já efectuadas ao longo da existência do jornal, pois quando surgiu o “Público” apresentava um suplemento para cada dia, além do caderno “Local”, referente a Lisboa e Porto. Passados dez anos, o diário contém suplementos como os de “Economia”, “Sons”, “Artes” e “Computadores”. A revista de domingo, antes denominada “Público Magazine”, foi remodelada ao nível gráfico em Maio de 1996 e rebaptizada como “Pública”. Ao longo desta década, o “Público” apostou em suplementos especiais, bem como em parcerias para a criação de coleccionáveis, de que são exemplo o “Atlas da Europa” (1990), “Animais” (1993), “Óscares: 70 anos de Sonho” (1997), entre muitos outros. Outra grande mudança aconteceu recentemente com a criação dos suplementos “Y”, publicado á sexta-feira e dedicado ao cinema, música, teatro e televisão, e “Mil Folhas”, editado ao sábado e destinado aos apreciadores de livros, música clássica, jazz e artes plásticas.

De acordo com José Manuel Fernandes, esta mudança visa «captar mais público» bem como «superar os valores de crescimento registados no ano anterior». Ainda de acordo com o director do jornal, será feita uma campanha ou suplemento a explicar aos leitores todos os passos da mudança. Uma forma de o leitor não ser apanhado de surpresa. A única surpresa reside no facto de o preço de capa não ser alterado.

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