Bacalhau com todos

Por a 5 de Janeiro de 2001

• Anunciante: Por motivos que se prendem com a ausência do país dos representantes da marca Bacalhau da Noruega, não foi possível obter o testemunho do anunciante.

•Agência: «A gastronomia portuguesa é já um património nacional e o bacalhau faz parte desse património», explica Pedro Ferreira, da Bates Portugal, responsável pela campanha do Bacalhau da Noruega. Tirando partido deste princípio, a agência põs mãos á obra e desenvolveu um filme que associasse a origem do bacalhau á nossa tradição. A estratégia de comunicação adoptada foi integrar o bacalhau com outros produtos que fazem também parte integrante da alimentação e cultura do nosso país: azeite, vinho, broa de milho, pão, batatas e azeitona. Mas ao contrário do que se acontece com todos eles, que são produzidos em Portugal, o bacalhau é oriundo das águas do Norte. «Daí a necessidade de dar uma denominação de origem ao bacalhau», diz Pedro Ferreiral. Pretendeu-se assim valorizar a tradição portuguesa, incluindo, claro, o bacalhau. A versatilidade e as diversas formas de preparar este alimento são inúmeras, o que facilitou o trabalho dos publicitários, uma vez que bastou juntar o produto aos alimentos regionais.

«A estratégia de comunicação foi exclusivamente direccionada para os portugueses. Representa o sentimento lusitano pelo seu fiel amigo», salienta o director criativo. Desta combinação resultou também o headline: “O Bacalhau é da Noruega. A tradição é portuguesa”. Numa época especial, em que o produto anunciado assume particular relevância, este filme televisivo de 30 segundos cumpriu o seu objectivo: reforçar a presença de um produto que faz parte integrante da história da alimentação portuguesa.

•Produtora: A Montaini Films foi a produtora de serviço á realização do anúncio Bacalhau da Noruega. Uma equipa constituída por 32 elementos trabalhou nas filmagens durante cerca de 48 horas. Foi escolhido um cenário natural que reunia todas as condições para o objectivo: a cozinha da Quinta do Relógio, situada em Paço de Arcos. Trata-se de uma quinta do início do século que, segundo o realizador Luigi Montaini, «tinha a atmosfera envolvente que se pretendia para este filme». A pós-produção, que durou cerca de 16 horas, foi executada nos estúdios Chinatown, em Milão.

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