Por nossa causa

Por a 15 de Dezembro de 2000

• Anunciante: A Galp Energia teve «10 milhões de óptimos motivos» para lançar a sua mais recente campanha de publicidade. Dois objectivos de comunicação estão por trás do anúncio de televisão: informar sobre a junção da Gás Natural com a Petrogal e reforçar o novo posicionamento da empresa — mais humanista e preocupada com as questões ambientais.

O headline «Foi por minha causa» reforça a ideia que o anunciante pretende passar: «Uma empresa com esta dimensão tem a responsabilidade de se preocupar com todas as pessoas, mesmo com aquelas que não são consumidoras dos nossos serviços», adianta António Gonçalves da Cunha, director de comunicação da Galp Energia.

•Agência: A Leo Burnett tem razões para se sentir orgulhosa da sua participação neste trabalho. Segundo Leandro Alvarez, director criativo da agência de publicidade que desenvolveu a campanha, o feed-back do público tem sido positivo: «A reacção das pessoas tem sido excelente, o que nos leva a pensar que a mensagem está a atingir o principal objectivo.» Trata-se de transmitir uma ideia abstracta e não de explicar o que é a Galp Energia nem enumerar os diversos serviços que oferece. O que se pretende é reforçar a sua proximidade com todos os portugueses. «As pessoas reconhecem quando são tratadas com carinho, mesmo sem saber o que vão ganhar com isso», comenta Leandro Alvarez. A utilização do headline «Foi por minha causa» ajudou a passar a ideia de que a empresa se preocupa com cada um em particular. E o slogan «Uma empresa criada por 10 milhões de óptimos motivos» também reforça a mensagem.

•Produtora: As filmagens decorreram em locais seleccionados pela equipa da Ministério dos Filmes, responsável pela produção do anúncio. Piódão, Castelo de Vide, Lisboa, Alentejo e Serra da Estrela são alguns dos lugares que recriam os diversos ambientes que retratam o país de norte a sul. «Reconstituímos um Portugal real com pessoas reais», diz o responsável pela produtora. Quatro dias foi o tempo que demoraram os trabalhos. Uma equipa de cerca de 60 profissionais, entre actores, figurantes, técnicos e pessoal de apoio, contribuiu para a concretização da campanha. «Diversas curiosidades marcaram o decorrer dos dias, como a filmagem na única escola primária de Piódão, com os dois únicos alunos da aldeia», conta Alberto Rodrigues. Também o barbeiro que aparece no filme pertence ao mesmo local, assim como o pastor é natural de Castelo de Vide. Alberto Rodrigues conclui: «Não é muito vulgar ter oportunidade de retratar o país desta forma, pelo que este trabalho nos deu um gosto especial.»

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