Equipas fortes e simplificação são os segredos

Por a 1 de Setembro de 2000

Sérgio Perdigão Director das rádios cidade e romântica

Sérgio Perdigão começou a trabalhar na rádio Cidade em 1986, quase por brincadeira. Depois de nove anos a viver no Brasil, ouviu em Portugal uma vinheta que lhe pareceu familiar: era igual á da rádio Cidade do Rio de Janeiro. Telefonou para a estação e foi convidado a ir até lá, mostrar novas vinhetas que afirmou ter. Minutos depois propuseram-lhe fazer um teste para locução… em directo. Sérgio Perdigão lembra que em termos técnicos tudo saiu na perfeição, embora “tenha a certeza que ninguém percebeu nada do que disse, de tão nervoso que estava”. Foi contratado. Nos últimos 14 anos passou pela locução, programação musical e, nos últimos seis anos, assumiu a direcção musical e comercial da estação. Convidado para director da Cidade e também da Romântica, Sérgio Perdigão não pretende efectuar grandes alterações na primeira. Já para a Romântica, que vê como uma estação que ainda não saiu da fase embrionária, apesar de ser «um embrião com muito tempo», promete grandes mudanças, embora continue a ser uma «rádio para mexer com o coração». De coordenador musical da Cidade passou a director das rádios Cidade e Romântica. Como encara este desafio? Com bastante tranquilidade, depois de 14 anos na rádio Cidade e com duas equipas de profissionais muito coesas tudo fica simplificado, aliás esse é o segredo – equipes fortes e simplificar ao máximo. O facto de serem duas rádios com um perfil distinto não torna mais complicada a acumulação de cargos? Como referi anteriormente tudo passa por ter profissionais bons. A minha função será a de conseguir manter as equipas motivadas e com as linhas de orientação bem definidas. Vai introduzir alterações nas duas rádios? Na rádio Cidade será mais um polir da pintura, as alterações serão mínimas. Já na rádio Romântica, aí sim, irá ser formatada até porque o projecto que está a ser definido é bastante vasto. Mas para já ficamos por aqui … só digo que continuará a ser Romântica e com um público maioritariamente feminino. A curto/médio prazo, quais são os seus objectivos para a Cidade e para a Romântica, tanto em termos de audiências como de programação? Em audiências, o ideal seria colocar as duas em primeiro lugar do Bareme. Quanto á programação, a Cidade será ( já o é ) uma rádio mais jovem (18/27 anos ) e a Romântica irá lutar pela fasquia dos 34/45, com uma programação mais adulta. A partir de Setembro, com a nova grelha, o que podemos esperar das duas rádios? O melhor será esperar e depois… escutar.

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