Buondi interactivo

Por a 14 de Julho de 2000

Portugal já tem o seu primeiro filme interactivo desenvolvido. McCann Erickson e TV Cabo apresentaram um spot concebido para a Buondi, um primeiro passo para a interactividade

A McCann-Erickson e a TV Cabo apresentaram o primeiro anúncio interactivo em Portugal. Fruto de uma parceria estabelecida entre as duas empresas e a Microsoft, o anúncio concebido para a Nestlé – nomeadamente para a marca Buondi – contou ainda com a colaboração da Infordesporto, empresa responsável pela integração do spot na plataforma de televisão interactiva da TV Cabo. De acordo com António Silva Gomes, presidente do grupo McCann Portugal, «estamos a inovar na área da comunicação publicitária, passando da comunicação de massas para o regresso da comunicação one-to-one em televisão». Uma visão partilhada por Graça Bau, presidente da TV Cabo, segundo o qual «nasceu uma nova sociedade: a sociedade interactiva». No que respeita á Nestlé, Luís Cantarell, director-geral da Nestlé Portugal, destacou o facto de «um anúncio como o Boundi Interactivo ser importante na medida em que nos permite estar perto dos consumidores, oferecendo uma série de elementos que eles valorizam». O spot apresentado mostra um conhecido anúncio da Buondi que foi agora adaptado para a plataforma de televisão digital interactiva. Ao visualizar a peça de comunicação, o consumidor pode “clicar” num botão inserido no anúncio, o qual lhe dá o acesso a um menu. A partir daqui, as hipóteses são muitas: procurar informação sobre o produto, aceder á internet, desfrutar do comércio electrónico ou até encontrar informações sobre algumas actividades lúdicas. Por exemplo, ao aceder á função “Desportos Radicais” – um dos interesses dos consumidores da marca -, o consumidor poderá visualizar as praias através de uma webcam e saber o estado do mar e do vento, entre outras hipóteses. Segundo António Silva Gomes, «as possibilidades com este tipo de anúncios são infinitas, sobretudo ao nível do retorno da mensagem, mas é preciso ter um conhecimento muito profundo do público-alvo». Uma ideia também defendida por Luís Cantarell, que refere «ser preciso ter um posicionamento muito claro e um grande conhecimento do público». A concluir, António Silva Gomes refere ainda que «também os criativos irão ter de encontrar novas fórmulas para os anúncios».

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