Apaixonada pela comunicação

Por a 21 de Julho de 2000

Carla Guimarães Produtora na cantinho da música

Carla Guimarães vê-se como uma pessoa «tremendamente inquieta». «Não consigo parar», confessa. Com apenas 23 anos, apresenta um currículo já extenso. Independente desde os 19 anos, começou por trabalhar no serviço de apoio a clientes da TMN. O horário das 19h00 ás 24h00 era conjugado com a licenciatura em Comunicação Social na Universidade Católica Portuguesa, o que deu origem a «muitas directas e dias sem almoçar, sobretudo em época de frequências, porque tinha que estudar e ir para a biblioteca. Na época, saía de casa ás 6h15 para depois trabalhar até á meia-noite». Mais tarde, quando é convidada para coordenar o mesmo serviço no Porto, cidade onde nasceu, declinou a proposta. Entretanto, conheceu um dos sócios-gerentes da Cantinho da Música, produtora onde ingressou há mais de três anos. Recentemente promovida a produtora, é também responsável pelas traduções e dobragens, licenças de música, contacto com os clientes e, temporariamente, pela contabilidade. Chega a “picar o ponto” por volta das 7h30, sendo a hora de saída sempre uma incógnita. Fá-lo por gosto e ainda é frequente levar trabalho para o fim-de-semana, ocasião em que aproveita para ir ao cinema, ao teatro ou, porque adora crianças, passear com os filhos de Cristina Almeida, sua antecessora na produção. Para descrever as suas principais qualidades e defeitos, utiliza as mesmas características. «Estou sempre de bem com a vida. Quando tenho problemas ninguém nota, tenho sempre um sorriso nos lábios. O problema é que ás vezes acabo por ser pisada. Estou sempre pronta a ajudar, e há pessoas que abusam». No futuro, Carla Guimarães gostaria de continuar ligada á Cantinho da Música, embora já tenha alcançado o “topo” da carreira. «Já não dá para subir mais, mas quero continuar a ajudar a Cantinho a crescer», confessa. Por concretizar continua a sua paixão pela rádio, meio com o qual ainda espera colaborar. «Quem sabe fazer emissão ou trabalhar num noticiário.» Quem sabe… Para trás, por enquanto, ficou o último ano da licenciatura. Na Universidade Católica não é aceite o estatuto de trabalhador-estudante e a sua actividade das 7h30 até ás 20 ou 21h00 não é compatível com a vida de estudante em full-time. Mas na vida de Carla Guimarães não há lugar para arrependimentos. Afinal, as prioridades estão muito bem definidas.

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