Inquérito Ciberfaces

Por a 28 de Janeiro de 2000

Um estudo do ISCTE dá conta das preferências dos utilizadores da Internet nas áreas de media e publicidade online

Segundo um estudo realizado por uma equipa de investigação do Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) – que tem como objectivo fornecer um melhor conhecimento dos utilizadores e utilizações da Internet domínio.pt -, 92,6% dos utilizadores acedem habitualmente ás publicações online. A mais procurada é o “Público”, com 23,7%, seguindo-se-lhe o “Diário de Notícias” (16%) e o “Expresso” (15,5%). Com percentagens inferiores a 10% surgem o “Jornal de Notícias”, o “Correio da Manhã” e “O Jogo”, entre outros. No que respeita ás rádios, a mais procurada é a Rádio Comercial (21%). Em segundo lugar figura a TSF, com 11,4%. Seguem-se-lhe a RFM, a Antena 3 e a Rádio Cidade, com valores que oscilam entre 6,5 e 4,7%. No entanto, o estudo revela que cerca de 33,5% dos utilizadores não acedem ás páginas de rádio. Quanto á televisão, cerca de 23% dos inquiridos afirmam não terem o hábito de aceder ás respectivas páginas. No entanto, a RTP consegue 20% das preferências, apesar de este ser um valor muito próximo do apresentado pela TVI (19,6%). Na terceira posição surge a TV Cabo, que, com 13,5% de utilizadores, supera os valores da CNN (11,3%). Comércio Electrónico Um dos questionários em análise refere-se ao comércio electrónico. Neste foi obtida a opinião sobre a informação comercial e o comércio online. Assim, 50,3% dos inquiridos revelaram não ter ainda efectuado qualquer encomenda ou compra de produtos via Internet. Um facto que, segundo 20,1% dos inquiridos, se deve ao receio de darem o número do cartão de crédito. Ainda assim, 51,3% dos inquiridos responderam ter por hábito prestar atenção á publicidade online, enquanto 59% afirmaram já ter-se servido dessa informação publicitária. O acesso a catálogos e preços são os aspectos mais valorizados no comércio online, seguindo-se o acesso ao produto 24 horas, todos os dias. O estudo revela ainda que 16,8% dos utilizadores esperam encontrar os catálogos e as tabelas de preços sempre que acedem ás páginas das empresas, ao passo que 15% contam ter acesso a informação geral sobre a própria empresa. Destaque para as vantagens como melhor informação sobre os produtos/serviços e a facilidade de encomendar. As desvantagens prendem-se com a inexistência de contacto directo com o produto, de atendimento personalizado e de acompanhamento pós-venda.

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