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	<title>Meios &#38; Publicidade &#187; Opinião :: Cronistas</title>
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	<description>O jornal independente para profissionais de comunicação e marketing</description>
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		<title>Opinião de José Eduardo Moniz: &#8220;Acomoda-se quem quer&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 23:28:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Até à próxima segunda-feira, dia 10, publicaremos diariamente artigos de opinião assinados pelos responsáveis dos maiores grupos de media do país. "Crise. E agora?", foi o mote para os textos. Hoje é a vez do vice-presidente da Ongoing Media.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_124310" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-124310" title="moniz" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2011/06/moniz.jpg" alt="" width="300" height="300" /><p class="wp-caption-text">José Eduardo Moniz, vice-presidente da Ongoing Media</p></div>
<p>Há muito que a comunicação social vive em ambiente de crise, em Portugal. Sobrevive num mar de dificuldades, treinada a enfrentar um mercado tuberculoso, enrijecida pelo combate com os poderes de ocasião pela defesa da independência e liberdade editoriais e pressionada pelas dinâmicas das novas tecnologias. Jornais, rádios e televisões vêm, desde há anos, fazendo exibições de resistência. Alguns deles, incapazes de se adaptarem às exigências de uma realidade que a economia e a inovação transformaram, esbracejam como náufragos sem tamanho de braços suficiente para agarrar a boia da salvação. Isso é particularmente visível na imprensa, mas poderia ser alargado a grandes grupos de comunicação alicerçados em modelos de organização e gestão familiares, cegos pelo conformismo, pelo orgulho, pela arrogância e pela presunção, cada vez mais errada e frágil, de que conservam a influência de outras eras.</p>
<p>Desde a altura em que dei os primeiros passos no jornalismo, muito mudou. Dessa época sobrevive a saudade da visão romântica de um jornalismo feito com paixão, capacidade de luta e criatividade. Períodos houve em que a curiosidade alimentou a investigação jornalística e a solidez das empresas permitiu o exercício descomplexado e empenhado do nobre trabalho de informar com verdade.</p>
<p>Os tempos, agora, são outros e acumulam-se as limitações: das que se atribuem à responsabilidade exclusiva dos profissionais, às que resultam da permeabilidade à influência política, passando por um empresariado frágil tanto nas convicções como na carteira. Sempre acreditei que a dimensão do país aconselhava a que se procurasse acertar o passo alargando a área de actuação e saltando fronteiras. Mesmo os que me consideravam sonhador concordavam num ponto: a língua portuguesa constitui uma autoestrada de valor incomensurável, com mais de 250 milhões de consumidores.</p>
<p>Acreditamos, na Ongoing Media, que é por essa estrada larga que passa o futuro – tanto o das empresas como o das pessoas. No Brasil , em Angola, em Moçambique, em Timor, em qualquer local onde se fale português, o espírito empreendedor encontra abrigo, desde que impulsionado por motivações construtivas e solidárias, que vão para além do mero lucro.</p>
<p>Com vistas amplas e com força de vontade, a perspectiva de um amanhã menos cinzento é possível. O conformismo de nada serve, a não ser para aprofundar depressões. O melhor remédio é o que rompe com a acomodação e rasga horizontes. Mesmo os que têm como destino a longínqua e outrora inatingível China. À visão paroquial que estrangula, urge opor a internacionalização que derruba limites, tendo presente que as inovações da tecnologia abrem caminho à interacção e ao multiplataformismo, de forma irreversível.</p>
<p>As crises, em regra, proporcionam boas oportunidades para novas opções.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até à próxima segunda-feira, dia 10, publicaremos diariamente artigos de opinião assinados pelos responsáveis dos maiores grupos de media do país. &#8220;Crise. E agora?&#8221;, foi o mote para os textos de José Carlos Lourenço (Impresa Publishing), José Eduardo Moniz (Ongoing Media), José Luís Ramos Pinheiro (R/Com), Luís Santana (Cofina Media) e Miguel Gil (Media Capital). Hoje é a vez do vice-presidente da Ongoing Media. Estes artigos fazem parte do especial Grandes Grupos de Comunicação Social, publicado na última edição do M&amp;P.</p>
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		<title>Opinião: Net 2011: O regresso da “bolha”?</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 13:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Descansamos então na certeza de que desta vez “a bolha” deixará de ter a volatilidade dramática da que se assistiu em 2000? Com novos actores, modelos de negócio sustentados e estabelecidos e em especial com um consumidor mais apto e entusiasta da tecnologia (obrigado, Mr. Jobs!)… o “post it” de todas estas movimentações pode ser um claro “Like it!” .]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_125559" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://www.meiosepublicidade.pt/2011/09/12/opiniao-net-2011-o-regresso-da-%e2%80%9cbolha%e2%80%9d/pedro-casquinha/" rel="attachment wp-att-125559"><img class="size-thumbnail wp-image-125559" title="pedro-casquinha" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2011/09/pedro-casquinha-150x146.jpg" alt="" width="150" height="146" /></a><p class="wp-caption-text">Pedro Casquinha, gestor</p></div>
<p>Comece com um breve mas revelador exercício. Pense “Ano 2000”: a exaltação dos novos modelos de negócio da net, as valorizações estratosféricas e os start-ups a crescerem como cogumelos nas margens de Silicon Valley. Mais importante, imagine-se a viver sem acede no dia de hoje à sua página do Facebook para ouvir e ver o que se passa ou sem poder comunicar via Skype com o seu chefe de férias na Tailândia. Mas, acredite-se ou não, essa era a realidade há 10 anos.</p>
<p>Os “powerhouses” geradores de tráfego e conteúdos tardavam em afirmar-se tal a profusão de novos conceitos de teste, projectos-piloto ou experiências interactivas. Todos eles, diga-se, alimentados por business angels de visões futuristas, mas talvez menos orientadas para indicadores bem mais mundanos como pay-back, EPS ou VALs.</p>
<p>Sabemos bem como esse longo sonho terminou. Na ressaca acabaram por não se encontrar dezenas de novos grandes players. Quem se fortaleceu procura agora novos parceiros e a cadeira certa para se sentar antes que a música dos multiplicadores de crescimento pare subitamente.</p>
<p>Veja-se como a Microsoft se tornou protagonista maior dessa sinfonia de candidatos e por robustos 8,5 mil milhões de dólares arrebatou uma donzela chamada Skype, o serviço de vídeo e voz usado por milhões no globo para comunicação, das mãos de outros ilustres e garbosos cavaleiros da net. Essa transacção foi arrebatadora e paciente mas, de resto, racional. Quantos dos fãs Windows – genuínos ou convertidos – não aguardarão ansiosos a disponibilização do serviço Skype nas diárias aplicações de Outlook, X-Box ou Kinect? Mas não foi amor à primeira vista!</p>
<p>No seu apetite voraz de quem ostenta o título de site mais visitado nos Estados Unidos e de maior tráfego (destronando recentemente o Google), o Facebook olhava para um casamento de conveniência com o Skype. O seu IPO poderia render algo entre 3 a 4 mil milhões de dólares, o que não parecia assustar a rede social de Zuckerberg – ela própria avaliada em mais de 70 mil milhões.</p>
<p>Mais do que os valores, pareciam ser as valências complementares que o colocavam em melhor posição que o Google para conquistar com os accionistas do Skype. Claramente o activo Skype completava o Facebook. Não só porque este não dispõe de capacidade de voz e vídeo, mas acima de tudo porque encorajaria maior permanência de tempo no site daquela rede social – no final a sua razão de existência. A capacidade de comunicação, endémica a qualquer processo de sociabilização (mesmo que digital), era julgada central e poder aceder a esse tipo de plataforma que conta já com 124 milhões de utilizadores ligados, representaria um trunfo de peso para o Facebook.</p>
<p>Já para o Google, outro putativo candidato à aquisição do Skype, o cenário, sendo menos revolucionário – já hoje o motor de busca dispõe de capacidade de voz e vídeo –, seria uma via segura e com materialidade, de incorporar o Skype no seu Google Voice. Talvez até fazer esquecer uma entrada menos memorável nas redes de media social com a iniciativa Buzz.</p>
<p>Facebook ou Google – a batalha mediática por novas fontes de rendimento estava ao rubro e o jogo parecia confinado àqueles dois. Pura ilusão afinal!</p>
<p>Uma possível vitória a cair no colo do Facebook ou Google colocou afinal em “codered” o estado maior da Microsoft em Redmond, Washington. O que até se compreende. É que o Facebook com mais de 550 milhões de utilizadores activos e regulares e 1,5 mil milhões de dólares de receitas multiplicou o seu valor estimado 400 por cento em apenas um ano&#8230; antes mesmo de realizar a sua entrada em bolsa.</p>
<p>É, sem dúvida, uma das empresas de nova geração a criar um entusiasmo desmesurado de investidores. Muitos deles refeitos do choque da bolha de 2000-2001 não hesitam em saltar para a plataforma de media social como a nova “galinha dos ovos de ouro” dos seus investimentos.</p>
<p>Outros se seguem como o Twitter, Groupon ou Zinga.</p>
<p>Estaremos pois a assistir ao início da gestação da bolha versão 2.0 quando a Microsoft paga um multiplicador quase 10 vezes superior ao valor de vendas efectivo do Skype? Factualmente, os 5 mil milhões de dólares de investimento de venture capital nos quatro primeiros meses do corrente ano, colocam 2011 como o ano mais profícuo desde há mais de uma década.</p>
<p>Recuemos até ao ano de 2000 quando mais de 55 (!) mil milhões de dólares correram direitos para empresas de novas tecnologias em laboratório.</p>
<p>Então tal como hoje parece resisitir um certo encantamento por “concept start-ups”, a maioria das quais ainda sem site lançado. A competitividade aguda na colocação de investimento nos “pontos quentes” fez com que novos investidores se acotovelem para ganhar um lugar na primeira fila do próximo Groupon, Facebook ou Twitter.. se é que os haverá. O capital parece estar a ir ao encontro das novas formas de tecnologia que dão agora os primeiros passos, mesmo sem estas necessitarem de o procurar.</p>
<p>Mas será que as coincidências param por aqui? Um dos responsáveis de empresa de venture capital MatrixPartners parece querer coleccionar outros sinais de semelhança: “Quando eu assisto a certas start-ups duplicarem o seu valor nos últimos 12 meses com a mesma equipa, o mesmo conceito… talvez isso me faça voltar à bolha do passado”, atesta. Desafiemos por agora esta Matrix…reloaded!</p>
<p>Na prática o boom actual de investimento parece distinguir-se na sua essência daquele que resultou em colapso há 10 anos atrás. São 4 as razões que acabam por os separar à primeira vista.</p>
<p>Por um lado com a chegada do cloud computing mais facilmente as jovens empresas são lucrativas ou trilham um caminho mais fácil para o equilíbrio financeiro dados os custos operacionais dramaticamente mais baixos em relação há 10 anos.</p>
<p>Da mesma forma, quer a publicidade online, quer o comércio electrónico são hoje fontes de receita mais seguras e fiáveis que há uma década, quando se encontravam a dar os primeiros passos.</p>
<p>Há ainda a ter em conta que a pressa exacerbada para fazer o cash-out via IPO desceu consideravelmente face há 10 anos. Isto porque nova regulamentação e o crescimento de novas formas alternativas para negociar acções de firmas privadas forneceram novos meios e um claro incentivo para adiar o IPO.</p>
<p>Finalmente mais claro que todos os aspectos anteriores é o de que desta vez é diferente porque o frenesim é global. Repare-se que, entre 1999 e 2011, dos cerca de 100 mil milhões de dólares que as sociedades de capital de risco colocaram em start-ups de investimento, quase 80% foi nos Estados Unidos e dos 10.755 contratos realizados, cerca de 7.200 acabaram por ser implementados nos mesmos países.</p>
<p>Como é diferente o mundo de hoje! Dos 5 mil milhões de dólares que se referiram apenas, 4 mil milhões foram investidos directamente nos EUA, enquanto 75 por cento das 403 ideias de negócio fechadas nasceram fora dos Estados Unidos.</p>
<p>Mas não só o número como também a dimensão dos “start-ups” deixa de ter um “american flavour”.Dos 25 maiores negócios da internet de 2010, 15 deles não eram investimentos norte-americanos.</p>
<p>E de onde provinham? Adivinhou: a maioria eram chineses (12).</p>
<p>Descansamos então na certeza de que desta vez “a bolha” deixará de ter a volatilidade dramática da que se assistiu em 2000? Com novos actores, modelos de negócio sustentados e estabelecidos e em especial com um consumidor mais apto e entusiasta da tecnologia (obrigado, Mr. Jobs!)… o “post it” de todas estas movimentações pode ser um claro “Like it!” .</p>
<p>Nos dias de hoje estar-se certo de que uma nova onda de consolidação na net está a chegar é provavelmente a coisa mais errada. Ou como diria Paul Arden: “It´s wrong to be right, because people who are right are rooted in the past.”</p>
<p>Sigamos por isso os próximos episódios deste reality show!</p>
<p><strong><em>Pedro Casquinha, gestor</em></strong></p>
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		<title>Marcas, música e paixão</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 04:18:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Num destes dias à noite, enquanto os escuteiros do Agrupamento 80 de Santa Maria de Belém se preparavam para sair para mais umas noites de campo, aproveitei para pôr a conversa em dia com outro pai.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a rel="attachment wp-att-91058" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2009/01/30/o-marketing-de-relacoes-as-redes-sociais-e-a-radio/antonio-mendesjpg/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-91058" title="antonio-mendes.jpg" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2009/02/antonio-mendes.thumbnail.jpg" alt="" width="63" height="96" /></a></strong></p>
<p>Num destes dias à noite, enquanto os escuteiros do Agrupamento 80 de Santa Maria de Belém se preparavam para sair para mais umas noites de campo, aproveitei para pôr a conversa em dia com outro pai. Há tempos que não falávamos. Dado o interesse comum em marketing, marcas e rádio a conversa rapidamente – muito mais do que os escuteiros levaram a sair – se afastou da viagem que os nossos filhos iam fazer.</p>
<p>O tema de Verão das marcas é a música. O nosso foi a paixão que as pessoas lhe têm e a presença que ela tem na vida delas sem que se apercebam disso. Ouvem música de manhã à noite, em casa, no carro, no escritório, nas lojas. Ouve-se música em todo o lado. O elevador, esse território por excelência de um género de música muito característico celebrizado no passado pelo saudoso Fausto Papetti, está cada vez mais sozinho como espaço de toma lá música e ouve mesmo que não queiras. Felizmente, a moda dos tijolos a bombar na praia ficou nos anos 80.</p>
<p>Mas ter música em todo o lado não é necessariamente positivo. A outra parte da conversa que tive com o outro pai tinha a ver com a paixão que as pessoas têm pela música. Melhor dizendo, por algumas músicas. É que se é verdade que nunca houve tanta música disponível em tantos locais, também é verdade que o número de músicas pelas quais as pessoas têm paixão, gostam mesmo, querem cantar vezes sem conta, é assustadoramente baixo. As pessoas não têm paixão por música. O consumidor médio não é um melómano numa procura constante de música nova ou diferente. Apaixona-se por algumas músicas. Gosta de ouvir, mesmo que muitas vezes não o reconheça, apenas um pequeno lote de músicas.</p>
<p>Claro que há aquelas pessoas que têm 14 mil músicas no seu iPod e fazem questão de dizer que as ouvem em modo shuffle. Mas estas não são o consumidor médio. Esse talvez tenha lá umas mil e gosta de ouvir uma pequena parte.</p>
<p>E isto é tramado. Agora que as marcas disputam afectos, territórios de estilos de vida ou até valores, a música parece um campo óbvio e simples para talhar a relação com o cliente. Óbvio será, simples não é. Lá está, porque as pessoas têm paixão por um pequeno lote de músicas. Lembro-me sempre de uma conversa que tive em tempos com um amigo meu que sempre pensou ser fã dos Pink Floyd, comprou os discos todos da banda e chegou à conclusão que só gostava de três músicas. Convenhamos que o investimento na discografia da mítica banda foi exagerado.</p>
<p>Como é um campo óbvio, as marcas disputam arduamente a sua ligação à música. A batalha pelos festivais de Verão é um tema quente. A utilização de música em campanhas também e, cada vez mais, com as marcas a atirar mais alto. Se a regra era as campanhas contribuírem para a popularização de bandas desconhecidas, estou a pensar em Bohemian Like You dos Dandy Wharols pela Vodafone, acontece cada vez mais as marcas ligarem-se a temas ou bandas populares – as tais que têm temas de paixão. Está a ser assim com Fire With Fire dos Scissor Sisters pela TMN. Foi assim, numa escala claramente maior, com I Gotta Felling dos Black Eyed Peas pelo BES.</p>
<p>É inegável que esta última era uma música de paixão. Menos pela Selecção e muitíssimo mais pelo génio criativo dos Black Eyed Peas. Mas há alguém que ainda consegue ouvi-la? As pessoas têm paixão por um pequeno lote de músicas e depois fartam-se delas – pelo menos por uns tempos. Tudo isto torna muito complexa e nada óbvia a ligação das marcas à música. O que é que I Gotta Felling dos Black Eyed Peas fez pelo BES? Ou o que é que os Scissor Sisters estão a fazer pela TMN? Seja como for, vale a pena explorar este caminho porque se marcas procuram territórios de paixão, na música encontram-nos de certeza.</p>
<p>Ah, entretanto os escuteiros têm-se divertido bastante e os pais acompanham tudo, ou quase, no Facebook.</p>
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		<title>O Marketing está vivo. E Vende!</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 04:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois do ano de maior crise da história da publicidade a nível mundial, alguma normalidade regressa aos mercados. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a rel="attachment wp-att-95044" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2009/09/18/prognosticos-so-no-fim-do-ano/andrejpg/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-95044" title="andre.jpg" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2009/09/andre.thumbnail.jpg" alt="" width="64" height="96" /></a>André Freire de Andrade CEO da Carat</strong></p>
<p>Depois do ano de maior crise da história da publicidade a nível mundial, alguma normalidade regressa aos mercados. Apesar de, na Europa ocidental, ainda se sentirem sinais de recessão no sector, mercados importantes como os Estados Unidos e os BRIC voltam a brilhar. Para dar um exemplo de um país que nos é mais próximo, o mercado publicitário brasileiro cresceu uns modestos 25 por cento no primeiro trimestre. Sim, leu bem, vinte e cinco por cento…. Por cá, não sabemos o que é isso há mais de 15 anos.</p>
<p>Nos Estados Unidos, o índex LNA (leading National Advertisers), decresceu 10,2 por cento em 2009, a maior queda desde que o índice começou a ser compilado em 1956. Mas no primeiro trimestre de 2010 recuperou 11 por cento, com o mercado total a recuperar 5,1 por cento, dando fortes indícios de manutenção desta tendência para o resto do ano.</p>
<p>Marcas investem, os consumidores respondem. Muito interessante é a análise feita também no mercado americano sobre os resultados de quem apostou no período de crise como forma de reforçar as suas marcas. De entre os que tiveram a coragem e audácia de reforçar os investimentos em 2009, cerca de 70 por cento viram as suas vendas aumentar. Esta taxa de sucesso é mais do dobro daqueles que reduziram os seus investimentos. Embora não haja maneiras fáceis de provar a causa/efeito dos investimentos, este período veio deixar mais claro o impacto do marketing, a importância de dar mais armas aos marketeers para justificarem os seus budgets e a percepção dos investimentos de marca como activos estratégicos e não como a primeira linha que se corta quando as coisas correm menos bem.</p>
<p>Por cá, o mercado deverá crescer este ano cerca de 4,9 por cento, o que, apesar de não ser extraordinário, mostra alguma recuperação, com as maiores categorias a terem fortes recuperações no primeiro semestre, como alimentação (+28 por cento), higiene pessoal (+13,7 por cento), retalho (+20,4 por cento) e sector automóvel (+20,1 por cento).</p>
<p>Embora estimativas certeiras só com o Polvo Paul, que fez perder só a uma casa de apostas britânica mais de 500 mil libras, os mercados parecem estar mais estáveis e o consumo em linha com o que tinha sido pensado para este ano.</p>
<p>Curioso é ver o comportamento e relevância dos meios. Se a internet continua a crescer por todo o mundo, acompanhando o aumento de acessos e penetração em cada vez mais grupos etários e sociais, e a social media está a redefinir o modo como as marcas interagem com os consumidores, a velha televisão mostra que está para ficar.</p>
<p>Se há alguns anos se ouve dizer que a broadcast TV está em morte mais ou menos lenta, a verdade é que tal afirmação parece nesta altura mais absurda do que nunca. Os conteúdos blockbuster reforçam a sua capacidade única de agregar grandes audiências com custos muito eficientes, com a alta definição a reforçar de forma importante a relevância dos ecrãs grandes e da componente social da televisão vis-a–vis os computadores, com uma utilização muito mais individualizada. A multiplataforma está na ordem do dia e continuará a ser um dos grandes desafios da indústria, mas a viewing experience em alguns conteúdos de TV HD, como o desporto, é absolutamente imbatível.</p>
<p>Usando também o mercado americano como indicador, no ano passado a final do Superbowl bateu todos os recordes de audiência assim como de venda de publicidade. Neste momento, o inventário para a grande final do ano que vem que se realiza em Janeiro já está quase esgotado. Os anunciantes pagaram prémios significativos para estarem juntos dos episódios finais de séries de culto como Lost, 24 ou no novo talk-show de Conan O´Brien.</p>
<p>É claro que os desafios são grandes, com a crescente largura de banda a permitir uma cada vez maior custumização dos conteúdos e, por consequência, da publicidade. O segredo estará em conseguir que os benefícios, em termos de eficiência, de ter uma audiência segmentada consigam compensar as perdas de oportunidade de consumo de publicidade. No geral, a evolução do modelo de receitas e a monetização das várias propriedades e plataformas que vão surgir será o grande desafio de meios e anunciantes.</p>
<p>A grande imaginação das agências leva também a soluções inesperadas. Para resolver o problema de quem tem DVR, começam a surgir anúncios com uma componente visual mais estática de modo a que a mensagem se consiga perceber mesmo em fast forward&#8230;</p>
<p>Agora que começa a passar a crise, integração e agilidade são as palavras de ordem, a exigir de quem trabalha no sector uma enorme capacidade de adaptação e aprendizagem, com a certeza, cada vez mais reforçada de que o marketing está vivo e recomenda-se.</p>
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		<title>O fracasso</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 09:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ed.584]]></category>

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		<description><![CDATA[CQ é nomeado treinador.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-106084" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2010/07/16/o-fracasso/antonio-mello-1/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-106084" title="António Mello 1" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2010/07/António-Mello-1-150x125.jpg" alt="" width="150" height="125" /></a>António Mello &#8211; Publicitário</p>
<p><strong>Vamos aos factos</strong></p>
<p>CQ  é nomeado treinador.</p>
<p>CQ assegura o apuramento in extremis e com a ajuda dos adversários.</p>
<p>CQ escolhe os Black Eyed Peas para puxar pela nossa seleção, com uma musiquinha, a meu ver, beta e bem irritante: “ I got a feeling that tonight”. O pior é que os jogos foram de dia…</p>
<p>CQ escolhe a Covilhã para o estágio porque Covilhã começa por C.</p>
<p>CQ faz uns jogos treino surreais com Cabo Verde, Camarões e Moçambique. Parecia que começava a reconquista de África. O Império Colonial vinha aí…</p>
<p><strong>Começam os episódios</strong></p>
<p>A clavícula misteriosa do Dani…</p>
<p>As palavras e a lesão posterior de Deco que o atira para o banco…</p>
<p>Primeiro jogo. Empate</p>
<p>Segundo jogo. 7 -1 com a Coreia do Sul. Por acaso saiu tudo bem…</p>
<p>Terceiro jogo. Empate com o Brasil.</p>
<p>No meio disto tudo, o ketchup e a explosão de CR… E a brilhante ideia de convidar o famoso capitão da seleção de rugby que levou a África do Sul ao título de Campeão mundial, para palestra com os nossos jogadores… e treinador.</p>
<p>Quanto ao último jogo com a Espanha, pura e simplesmente rendemo-nos.</p>
<p>Só faltou a bandeira branca no campo de batalha. Luta? Alguém a viu? Tristeza!</p>
<p><strong>Quanto a campanhas, salvaram-se</strong></p>
<p>A Sagres, com a campanha “O que fazias pela seleção”. Bem humorada com o grupo de amigos, em convívio à volta da mesa&#8230; e duas ideias: a chegada da claque feminina a querer trocar de camisola e o pedido das “palhinhas”.</p>
<p>A McDonald’s, uma marca habitué de mundiais, com o Simão a fazer o gesto devorador de um Big Mac (até marcou e brincou com isso e fez saltar a marca para as notícias).</p>
<p>A Galp, com as ensurdecedoras vuvuzelas a ecoarem daqui à África do Sul e a aumentarem o volume de notoriedade da Galp. Campanhas e excelentes produções, a que a marca já nos habituou. Terá ficado aquém do Euro 2004 e do brilhante jingle Menos Ais, mas mesmo assim uma marca que passou às meias finais no campeonato da comunicação.</p>
<p>A Zon HD 3D, com a campanha Claque em grande animação. Excelente produção, jingle e mega produção. Uma fórmula que bem feita resulta sempre! E sim, acho que se viu o Mundial como nunca antes.</p>
<p>A Coca-Cola “always” presente nestas andanças, com uma comunicação alegre, típica do ADN da marca e que não se esgota no spot de TV. O conceito Solta a Celebração com a dança do golo dos jogadores e a música a condizer colocam a marca também nas meias finais!</p>
<p>O jornal I, com as belíssimas camisolas históricas da seleção. Grande ideia (que pode parecer óbvia, mas não é), que só poderia ser feita por este jornal.</p>
<p>Quanto ao BES, tenho um feeling que não deve ter tido um bom resultado. Cheira-me a empate! Também com a tática de CQ, reforçada com a desilusão CR e o golo mais caricato do mundial era difícil fazer melhor. Terá valido o concerto no Estádio Nacional…</p>
<p>Conclusão: Se queremos um Euro em que os Sponsors possam assegurar o tão famoso ROI nos seus investimentos, alguma coisa terá de mudar já. Antes que seja tarde!</p>
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		<title>O design do fracasso</title>
		<link>http://www.meiosepublicidade.pt/2010/06/18/o-design-do-fracasso/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 13:25:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ed.580]]></category>

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		<description><![CDATA[Pedro Boucherie Mendes - Director de canais temáticos SIC

 ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro Boucherie Mendes &#8211; Director de canais temáticos SIC</p>
<p>Parece ser um facto que o investimento publicitário em papel será decrescente durante mais uns anos, até estagnar, daqui a algum tempo. Ninguém sabe nem quanto nem quando. Esse dinheiro, que ia para contracapas, duplas de abertura e primeiras ímpares, foi desviado para uma caixa negra. Ou seja, desapareceu não se percebe muito bem para onde, uma vez que o seu destino óbvio – o online – está longe de ter captado sequer uma parte significativa desse investimento. Eventos, brindes e outras acções de activação de marca (uma expressão maravilhosa…), televisão por cabo e a recessão terão engolido o resto.</p>
<p>Por causa disso os nossos jornais, quase todos, agonizam. Há pouco mais de dez anos, quando trabalhava no Independente, lembro-me perfeitamente do nosso poder discricionário de recusar anúncios que estragavam paginações de artigos. Os departamentos comerciais lá iam às redacções tentar sensibilizar para que entrasse uma nova campanha da Telecel, paga a peso de ouro, mas tinham uma taxa de sucesso baixa.</p>
<p>Se os nossos jornais agonizam, a verdade é que ganham cada vez mais prémios de design. Aliás, tenho a intuição que é perfeitamente possível fazer um gráfico com uma correlação perfeita entre os prémios ganhos e o declínio de vendas e receitas. Quantas mais estantes recheadas com prémios, menos exemplares vendidos e menos dinheiro a entrar.</p>
<p>Estes prémios de design internacionais que todos os jornais portugueses perseguem são um segredo que só os próprios directores de arte dominam. Se não estou enganado há milhares de categorias. Julgo até haver o prémio para melhor suplemento que sai no segundo domingo a seguir à Páscoa, mas só se esse domingo calhar num dia par e apenas para jornais com o azul como cor dominante do logótipo cuja sede é numa rua com menos de 500 metros. Perdendo o campeonato dos leitores e dos anunciantes, os nossos principais jornais lutam por prémios de design que fazem lembrar aquelas medalhas que havia nos rótulos da Sagres e da Super Bock quando eu era criança.</p>
<p>O nosso melhor jornal, o Correio da Manhã, tem de certeza um director de arte. Que sabe o que faz. Ou uma direcção que sabe o que esperar de um director de arte. Ou as duas coisas. O seu grafismo conservador, absolutamente em linha com o primeiro de sempre do jornal fundado por Vítor Direito, não ganha medalhas mas ajuda o jornal a ser o mais vendido e, provavelmente, o mais rentável. Esta opção, que tem tanto de inteligente como de difícil, significa que quem manda no jornal percebe que os leitores não são todos assinantes da Wallpaper nem fãs da página do Santos Design District no Facebook. Percebe que os leitores são os seus clientes. O mesmo sucede com os nossos diários desportivos, sobretudo os dois principais, que mudam pouco a sua cara. É interessante que o McDonald’s também não está a sempre a mudar o cardápio ou que a Ikea continue com as mesmas maçadores estantes Billy. E continuam a crescer e a ganhar dinheiro.</p>
<p>Mudar o grafismo, ganhar prémios de design, aproveitar toda e qualquer oportunidade para o onanismo criativo e para amansar a inquietude do ‘temos de fazer alguma coisa’ é a grande estratégia da maior parte dos jornais portugueses de qualidade. Todos os anos, várias vezes por ano, os tais misteriosos prémios de design, para os quais é preciso pagar para submeter trabalhos, aparecem e são notícia de primeira página dos próprios jornais. Os clientes apreciam o esforço, lêem essas notícias na banca e levam o Correio da Manhã.</p>
<p>As opiniões expressas são dadas a título pessoal.</p>
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		<title>Young Lions:  Jovem Talento Português</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 11:09:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ed.579]]></category>

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		<description><![CDATA[Vasco Perestrelo - CEO da MOP, empresa representante do Cannes Lions em Portugal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-93336" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2009/05/27/mop-entra-na-activacao-de-marcas/vasco-perestelojpg/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-93336" title="vasco-perestelo.jpg" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2009/05/vasco-perestelo.thumbnail.jpg" alt="" width="128" height="84" /></a><strong>Vasco Perestrelo &#8211; CEO da MOP, empresa representante do Cannes Lions em Portugal</strong></p>
<p>Em tempos de “alguma” crise a criatividade perde ou ganha importância? O facto de os budgets dos anunciantes serem mais reduzidos potencia ou limita a Criatividade? À primeira vista não é difícil construir um racional que confirme a primeira hipótese: os budgets diminuem, os fees e o investimento em media também, os recursos da agência para “criar” são menores e por tudo isto a criatividade deverá ser “pior”. Mas este racional não está certo. Todas estas consequências da crise levam a um ponto central: é ainda mais difícil para um anunciante distinguir-se da sua concorrência, é ainda mais difícil captar a atenção do consumidor. E, para esta realidade só há uma resposta: ser mais criativo. Encontrar formas, mensagens e meios que, dentro deste contexto, sejam mais eficientes a captar a atenção e a passar uma ideia ao consumidor.</p>
<p>Por isso, e mais do que nunca, 2010 deve ser um ano de incentivo e celebração da Criatividade! E o Cannes Lions é o palco ideal para fazê-lo.</p>
<p>Este ano e, tendo em conta todo este contexto, a competição Young Lions ganhou uma importância acrescida. Hoje, é ainda mais relevante passar a mensagem da importância da Criatividade aos jovens deste país. E o Young Lions é isto mesmo: um incentivo à criação de talento nas mais jovens gerações da indústria. E estamos a falar de talento criativo no sentido lato. O talento criativo das agências de publicidade, das agências de design, das agências de comunicação, das agências de media, das agências de marketing relacional, das agências de eventos, das agências digitais, das agências de activação, etc. Foi seguindo este racional de os Young Lions contribuírem para a promoção do talento criativo de TODA a indústria, que criámos este ano a categoria de Design e nos comprometemos a, em 2011, acrescentar as categorias de Activação (onde estará Promo e Eventos) e RP (comunicação).</p>
<p>Mas como o talento Criativo está também directamente ligado ao talento do anunciante que está no início de todo o processo, lançámos pela primeira vez a categoria Young Lions Marketer. Aqui, os concorrentes foram os jovens gestores de produto dos anunciantes, que tão importante e decisivos são para o resultado da ideia final.</p>
<p>Acho que estamos no caminho certo.</p>
<p>Não tenho dúvida de que os jovens talentos que venceram a competição em cada uma das categorias vão ser dignos representantes da boa Criatividade que se faz em Portugal!</p>
<p>Parabéns a todos os que concorreram aos Young Lions 2010 e boa sorte para os vencedores!</p>
<p>PS: Foi com muito agrado que assisti ao discurso do Presidente da República no passado dia 25 de Abril em que colocou as “indústrias criativas” como um “cluster” a apostar e potenciar. É sinal de que reconhece o nosso potencial.</p>
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		<title>Titãs em competição pelo Monopólio  de Consumidores e Portagem na Ponte</title>
		<link>http://www.meiosepublicidade.pt/2010/05/21/titas-em-competicao-pelo-monopolio-de-consumidores-e-portagem-na-ponte/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 04:25:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ed.576]]></category>

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		<description><![CDATA[Os (actuais) principais players mundiais na criação e definição dos caminhos futuros na era digital são a Apple, Google, Microsoft, Nokia, Sony e Amazon.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nuno Ribeiro  &#8211; Director de eBusiness &amp; Multimedia @ Controlinveste</strong></p>
<p><a rel="attachment wp-att-98328" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2010/02/26/a-industria-dos-videojogos/nuno-ribeiro-2-2/"><img class="alignright size-medium wp-image-98328" title="Nuno Ribeiro 2" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2010/02/Nuno-Ribeiro-21-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a>Os (actuais) principais players mundiais na criação e definição dos caminhos futuros na era digital são a Apple, Google, Microsoft, Nokia, Sony e Amazon. Todos eles criaram ecossistemas, não compatíveis, e tentam ganhar a maior quota em vários mercados e sub-mercados em que actuam, e apostam forte na alavancagem de posições entre os vários sectores. Por isso, a diversificação de negócios é vital para conseguirem posições dominantes, mas aumenta fortemente a complexidade na gestão.</p>
<p>A gestão estratégica e operacional em cada um dos sub-mercados onde actuam é um factor determinante para garantir o sucesso.</p>
<p>Perseguem aquilo que Warren Buffett apelidou de Monopólio de Consumidores e Portagem na Ponte. Sabem que The Winner Takes it All, e por isso, não poupam esforços, tempo e investimentos porque pode não haver prémio para o segundo. Sabendo, no entanto, que haverá alguns mercados onde poderão existir fortes concorrentes (por exemplo, o caso da RIM com os Smartphones Blackberry).</p>
<p>Nesta corrida, um factor determinante é a simbiose entre dispositivos e serviços (online), como forma de defender e fechar aos concorrentes a capacidade de entrar junto dos clientes captados.</p>
<p>Os consumidores passam a ter barreiras à saída. A integração de serviços entre os vários dispositivos da marca garantem maior fidelização e menor elasticidade sobre o preço do lado da procura. Por isso, o objectivo neste momento é conseguir a maior quota em cada um dos mercados e criar efeitos de alavanca entre eles. A concorrência é feroz, a contínua evolução tecnológica associada à possibilidade de entrada de novos players e as rápidas alterações de consumo de media são variáveis importantes e a considerar por qualquer um dos referidos titãs.</p>
<p>Estes “titãs” vão marcar os próximos anos, mas tal como noutras indústrias nem sempre os poderosos sobrevivem, como alerta o Prof. Jim Collins no seu último livro How the Mighty Fall and Why Some Companies Never Give In.</p>
<p>Uma coisa é certa, quem vai ganhar são as sociedades e os consumidores.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A primeira qualidade  da comunicação é a eficácia</title>
		<link>http://www.meiosepublicidade.pt/2010/05/14/a-primeira-qualidade-da-comunicacao-e-a-eficacia/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2010 04:45:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ed.575]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi esta semana apresentada mais uma edição dos Prémios à Eficácia, um momento já esperado por anunciantes e agências. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Manuela Botelho &#8211; Secretária-geral da Associação Portuguesa de Anunciantes</strong></p>
<p>Foi esta semana apresentada mais uma edição dos Prémios à Eficácia, um momento já esperado por <a rel="attachment wp-att-102589" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2010/05/14/a-primeira-qualidade-da-comunicacao-e-a-eficacia/foto-mb-2/"><img class="alignright size-full wp-image-102589" title="Foto MB 2" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2010/05/Foto-MB-2.jpg" alt="" width="234" height="156" /></a>anunciantes e agências. Na base desta 6ª edição está, novamente, o reconhecimento da eficácia como elemento central para o sucesso de uma campanha e para a garantia de um bom investimento em comunicação.</p>
<p>Fruto de uma análise constante e evolutiva das últimas edições, este ano os Prémios à Eficácia foram enriquecidos com mais categorias, que pretendem também constituir novas oportunidades de demonstração e avaliação de campanhas de comunicação de marketing, das quais se destacam Activação e Patrocínios e Comunicação Corporativa e B2B. Todas elas, desde que eficazes, têm agora a sua oportunidade e lugar no palmarés dos vencedores. Num total de onze categorias bem definidas, e com um conjunto ainda mais alargado de opções, pretendemos possibilitar e motivar as mais variadas candidaturas por parte de anunciantes e agências.</p>
<p>Perante estas novas bases de participação, o sector em maior escala poderá dar a conhecer aquilo que a sua acção de comunicação representou de benefício para a sua empresa e qual o caminho percorrido para chegar à (tão desejada) eficácia. Estratégia, criatividade, conceitos, acções de comunicação – tudo conta e tudo pode contribuir para a maior eficácia de uma campanha. Todos são aspectos fundamentais para a avaliação de cada projecto, sendo que deles depende muitas vezes (se não quase sempre) a eficácia da campanha.</p>
<p>Quanto à avaliação da eficácia, ficará mais uma vez a cargo de um júri composto por profissionais reconhecidos no mercado, representantes das diversas áreas de trabalho: anunciantes, agências, investigação e formação. Será face a critérios de avaliação precisos e pré-estabelecidos que o júri apreciará os objectivos operacionalizáveis, ou seja, quantificados, com prazos, prioridades e coerência. Na verdade uma campanha, por si só, não é boa nem má senão depois de avaliado o cumprimento dos objectivos a que se propôs. E essa é a difícil tarefa do júri dos Prémios à Eficácia.</p>
<p>Por contribuir para a qualificação da excelência no sector e para o reconhecimento da eficácia como a primeira qualidade da comunicação, os Prémios à Eficácia, uma iniciativa APAN com organização do Grupo Consultores, assume-se como incontornável para os profissionais do marketing e da comunicação. Uma iniciativa positiva e construtiva que continua, todos os anos, a cumprir a promessa de divulgar e reconhecer o que de melhor se faz no nosso país. Para isso, contamos também com o apoio incondicional dos patrocinadores cuja presença em muito contribui para a realização e sucesso deste evento.</p>
<p>Na APAN, promover e contribuir para uma comunicação de marketing eficaz é um dos pilares da nossa missão e uma promessa que temos de entregar, e por isso, é com grande orgulho e ainda maior expectativa que abrimos esta primeira fase dos Prémios à Eficácia 2010, e que lançamos este ano, novamente, o repto aos profissionais do sector, para que participem e dêem a conhecer as vantagens e os frutos dessa eficácia.</p>
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		</item>
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		<title>Perfil e comportamento de compra do consumidor verde português</title>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2010 04:14:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ed.575]]></category>

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		<description><![CDATA[Carolina Afonso - directora de marketing da ASUS Portugal e mestre em Marketing pelo ISEG]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Carolina Afonso &#8211; directora de marketing da ASUS Portugal e mestre em Marketing pelo ISEG</strong></p>
<p><a rel="attachment wp-att-102666" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2010/05/14/perfil-e-comportamento-de-compra-do-consumidor-verde-portugues/ca_mg_0393/"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-102666" title="CA_MG_0393" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2010/05/CA_MG_0393-100x150.jpg" alt="" width="100" height="150" /></a>Os comportamentos e exigências dos consumidores, bem como os problemas causados ao ambiente através da sua exploração pelas empresas, contribuíram para a associação entre marketing e ambiente. A relação entre estes conceitos surge na década de 70, época em que se começou a dar maior ênfase aos problemas ambientais.</p>
<p>Na óptica do comportamento do consumidor, os anos 60 podem ser descritos como a época do despertar da consciência ecológica, os anos 70 como o início da acção e os anos 80 como um período de responsabilidade, marcado pelo aumento dramático da consciência ambiental mundo fora. A década de 90 impõe-se como a era do poder do mercado. Foi precisamente no final da década de 80 e princípios de 90 que o conceito de marketing verde se começou a generalizar.</p>
<p>Como resultado da crescente preocupação com o ambiente a que se tem assistido, muitos consumidores têm vindo a questionar-se sobre os produtos que compram e a quem compram, levando a uma mudança de atitude e tendências ao nível do marketing.</p>
<p>Neste contexto, foi levada a cabo uma investigação, no âmbito do mestrado em Marketing do Instituto Superior de Economia e Gestão, com o objectivo de compreender em que medida é que o despertar da consciência ambiental está a influenciar o comportamento de compra e as preferências de consumo, bem como identificar quais as características desta “nova” classe de consumidores que valorizam e consomem produtos ecologicamente correctos.</p>
<p>Os resultados do estudo indicam-nos que a maioria dos inquiridos revela um comportamento ecologicamente consciente elevado. Quando observamos o perfil do consumidor verde, concluimos que estes consumidores são maioritariamente do sexo feminino, jovem, com habilitações literárias ao nível do ensino superior e com rendimentos médio-altos, sendo definidos como indivíduos que procuram consumir apenas os produtos que causem o menor – ou não exerçam nenhum – impacto ao meio ambiente.</p>
<p>A análise de resultados permite-nos concluir que as variáveis socio-demográficas analisadas (sexo, idade, habilitações literárias e rendimentos) não são relevantes para explicar o comportamento do consumidor ecologicamente consciente. Por seu turno, as variáveis psicográficas revelaram-se mais eficazes para caracterizar o comportamento do consumidor ecologicamente consciente. Das variáveis psicográficas analisadas, destaca-se a eficácia percebida e, num segundo plano, o altruísmo. A eficácia percebida, isto é, a crença de que as acções de cada um de nós enquanto indíviduo têm um papel importante no combate à destruição ambiental são a força motriz do comportamento ecologicamente consciente. O altruísmo, isto é, a preocupação com o bem-estar dos outros e da sociedade, apesar de secundário, também manifestou ter um papel importante para explicar o comportamento ecologicamente consciente do consumidor. É de estranhar que a preocupação ambiental não seja significativa para explicar este comportamento. No entanto, isto demonstra que é mais relevante para os consumidores a crença na eficácia da acção dos indíviduos para preservar o ambiente do que, meramente, demonstrar preocupação com o ambiente.</p>
<p>Estas conclusões são particularmente importantes pelos desafios que colocam aos gestores e marketers, pois mais do que construir campanhas meramente reveladoras das preocupações ambientais, é necessário introduzir uma dimensão de acção nas mesmas, pois está comprovado que é importante do ponto de vista do consumidor perceber qual é o real impacto que as suas acções têm na preservação do ambiente.</p>
<p>Quando relacionamos o comportamento ecologicamente consciente do consumidor com a intenção de compra de produtos verdes, verificamos que quanto mais elevado for o nível de comportamento ecológico maior é a intenção de compra de produtos verdes. Ou seja, quanto mais ecologicamente consciente for o consumidor maior é a sua propensão para a compra de produtos mais amigos do ambiente.</p>
<p>Concluindo, a emergência e proliferação da necessidade de preservarmos o ambiente e caminharmos no sentido da sustentabilidade tem repercurssões visíveis ao nível do mercado, mais especificamente em relação ao comportamento do consumidor e é cada vez mais importante entendermos esta mudança como um desafio ao nível da gestão, em geral, e no marketing em particular.</p>
<p>É fundamental ter em conta que a temática ambiental tem vindo a assumir uma importância cada vez maior na formulação das estratégias de desenvolvimento empresarial e da sociedade em geral, sendo já reconhecida como uma questão que, caso não seja considerada, coloca em causa a viabilidade do crescimento sustentado.</p>
<p>Ao nível empresarial e de gestão, o contributo deste estudo permite relançar as bases para um repensar de toda a estratégia de marketing, ao passar a incluir no planeamento não só o impacto económico-financeiro das decisões mas também a componente ecológica. Esta investigação fornece indícios que nos levam a considerar a possibilidade de estarmos a entrar numa nova era em que existe uma maior sintonia entre aquilo em que o consumidor acredita e o seu comportamento efectivo, ou seja, em que passámos de uma situação de alerta em relação às preocupações ambientais para uma fase de afirmação e de acção. O perfil e comportamento do consumidor verde traduz precisamente isso, ao constatarmos que as variáveis que melhor o caracterizam são a eficácia percebida e o altruísmo. Ao nível do marketing verde está lançado o desafio de encarar esta fase numa óptica antecipadora e de forma criativa, com especial enfoque na comunicação do produto, que mais do que educar e alertar o consumidor para a problemática ambiental deverá focar-se na mensagem do benefício ambiental associado ao produto e do impacto efectivo que o mesmo terá na preservação ecológica.&lt;</p>
<p>Nota: Artigo com base na tese de Mestrado em Marketing (ISEG), de autoria de Carolina Afonso sob orientação da prof. doutora Helena Gonçalves</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ouve-se na rádio, comenta-se no Facebook, vê-se no Youtube&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 05:46:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ed.574]]></category>

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		<description><![CDATA[Ando a ler um livro bastante interessante. É de Henry Jenkins, fundador e director do Centro de Estudos de Media Comparativos do MIT, e chama-se Convergence Culture:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>António Mendes &#8211; director da RFM</strong></p>
<p>Ando a ler um livro bastante interessante. É de Henry Jenkins, fundador e director do Centro de Estudos<a rel="attachment wp-att-91058" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2009/01/30/o-marketing-de-relacoes-as-redes-sociais-e-a-radio/antonio-mendesjpg/"><img class="alignright size-full wp-image-91058" title="antonio-mendes.jpg" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2009/02/antonio-mendes.jpg" alt="" width="234" height="352" /></a> de Media Comparativos do MIT, e chama-se Convergence Culture: Where Old and New Media Collide (NYU Press: New York). Jenkins refuta a ideia querida, mas já ultrapassada, dos gurus da revolução digital de que os novos media vão substituir os tradicionais, propondo a ideia de que irão antes conviver numa complexa rede de relações entre si, suportada naquilo que chama de convergência cultural.</p>
<p>O conceito é giro. Uma das ideias base é a de que não existe uma convergência tecnológica, que resulta em coisas tipo comando remoto universal que concentra milhares de funções num aparelho único, mas uma convergência cultural que redesenha as relações entre audiências, produtores e conteúdos. Esta mudança cultural é claramente marcada pelos consumidores que passam a ser contribuintes activos no desenvolvimento e produção de conteúdos. Jenkins dá exemplos da forma como audiências se envolveram activamente na criação de conteúdos e amplificação do sucesso de produtos como Survivor, The Matrix ou American Idol.</p>
<p>O tempo vai passando e os factos começam a provar a teoria de Jenkins. Na semana passada, a Marktest publicou o relatório “10 anos de audiências”. Os dados do Bareme Rádio da última década mostram a rádio como um meio com as audiências perfeitamente estáveis.</p>
<p>Mas Jenkins também afirma que as velhas fronteiras entre os media se estão a desvanecer. E isso também estamos a sentir. A RFM e a LG estão a desenvolver É o Desafio RFM/LG, uma acção conjunta de procura de um novo vocalista para a banda Fingertips. Esta acção tem proporcionado uma série de conteúdos aúdio e vídeo que se espalham pela rádio FM, sítios na Internet e comunidades virtuais. Mas lá está. O que é interessante aqui são os inputs que os participantes, fãs, ouvintes, clientes, vão dando nas redes virtuais. Ouve-se na rádio, comenta-se no Facebook, vê-se no Youtube, diz-se na rádio. Nós e eles vamos construindo uma acção em interacção. Para o final, esperamos encontrar o (a) melhor vocalista para os Fingertips. A tempo de ensaiar para a primeira actuação no Rock in Rio Lisboa 2010.</p>
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		<title>O design, um  designer do Porto</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 11:45:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[Ed.572]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de concluir a licenciatura em Design de Comunicação (1992), na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, regressei ao Porto com uma pergunta que me assolava:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>João Borges &#8211; Vencedor do concurso internacional para o logotipo da World Urban <a rel="attachment wp-att-101540" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2010/04/23/o-design-um-designer-do-porto/joa_aoborges-1/"><img class="alignright size-full wp-image-101540" title="Joa_âoBorges 1" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2010/04/Joa_âoBorges-1.jpg" alt="" width="234" height="255" /></a>Campaign das Nações Unidas</strong></p>
<p>Depois de concluir a licenciatura em Design de Comunicação (1992), na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, regressei ao Porto com uma pergunta que me assolava: por que razão na “capital do trabalho”, do “móvel”, etc, ainda não surgiram, até à data, agências/ateliers na quantidade proporcional à fama das empresas nesta região. Durante alguns anos investi no conhecimento do tecido empresarial mas parte do meu tempo não foi gasto na matéria do design&#8230; mas a fazer “psicologia”. De facto, o tecido empresarial da região Norte não estava preparado para fazer investimento em design e só hoje começo a percepcionar a inclusão do designer na discussão dos aspectos produtivos e de comunicação. Enquanto designer optei, desde então, por um percurso na área da cultura, na relação com instituições culturais, municipais, editoras, museus. E hoje os meus clientes estão um pouco por todo o país.</p>
<p>Nos últimos anos, a internet e a  “globalização” trouxeram para a superfície a discussão da contractualização de projectos a empresas não nacionais! Se no passado eu era crítico em relação às empresas que recorriam a entidades estrangeiras para a concepção de marcas, por exemplo, hoje essa crítica é paradigmática. Contudo, não escondo algum descontentamento quando lia notícias de logos e campanhas concebidas por estrangeiras em detrimento das nossas. Sendo o nosso mercado pequeno, e de peculiares hábitos, não penso que se possa dizer que exista no Porto um “centro” de design tal como se pode observar em Londres, Barcelona ou Nova Iorque. Desconheço que possam existir no Porto ateliers com a abrangência da Base de Bruxelas, a ORG de Nova Iorque, a Lust de Amesterdão ou a Bruce Mau de Toronto. Num mundo já saturado de concorrência, a projecção dos ateliers de design portugueses terá de ser feita pela firmação da identidade pessoal e regional dos projectos. As têndencias locais do design gráfico serão uma chave para a afirmação dos portfólios. E existe aquilo que eu podia denominar uma personalidade específica na nossa linguagem gráfica. A comunicação gráfica da Porto 2001, Capital Europeia da Cultura (na qual eu fui um dos designers colaboradores), foi um bom exemplo de como os designers portuenses, e nacionais, estiveram à altura da exigência criativa da programação. Sem eventos, pontuais ou cíclicos, sem empresas que apostem na comunicação como mote, sem práxis cultural, sem matérias ideacionais, o design não tem espaço para emergir e servir as suas múltiplas funções, uma delas, o de desencadear de acções em cadeia – de desencadear vitalidades e relações.</p>
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		<title>Design Thinking para Lisboa!</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 11:39:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ed.572]]></category>

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		<description><![CDATA[O âmbito de intervenção do design tem-se circunscrito ao universo do branding, da comunicação, dos produtos e dos espaços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pedro Albuquerque &#8211; Designer partner da Albuquerque Designing Business<a rel="attachment wp-att-84005" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2007/12/21/84006/pedro-albuquerque/"><img class="alignright size-full wp-image-84005" title="Pedro Albuquerque" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2007/12/pedroa.jpg" alt="" width="234" height="304" /></a></strong></p>
<p>O âmbito de intervenção do design tem-se circunscrito ao universo do branding, da comunicação, dos produtos e dos espaços. Mas, eis que se começa a falar em transformar as cidades e os países através dele. Bill Moggridge, co-fundador da IDEO, o designer do primeiro laptop da história, refere na revista Wired, número de Dezembro de 2009, que a IDEO foi consultada pela Casa Branca, já no mandato de Barack Obama, para ajudar a revigorar o serviço público americano; pelo governo da Islândia para ajudar o país a inovar uma forma de sair da crise financeira; pela Kellogg Foundation para reinventar a educação. Isto revela uma nova percepção sobre o poder que o design thinking tem na transformação de negócios, sistemas sociais, cidades e estilos de vida. De qualquer modo, este novo paradigma determinou uma reforma no próprio design, deixou de ser um domínio exclusivo dos designers para passar a ser participado por profissionais de outras áreas de competência. Deixou de ter uma predominância visual e formal para assumir uma dimensão multissensorial e comportamental.</p>
<p>O design aborda os processos conciliando o cálculo e a forma, a razão e a emoção, o complexo e o simples, as maiorias e as minorias. O design não tem uma cultura average própria do marketing, centrada no consumidor dominante. Procura antes a solução ideal que resolva o problema de 5 por cento da população, com a mesma determinação, e sem incompatibilidades, com que o faz para os restantes 95. A natureza humana é complexa e diversificada e é com base neste pressuposto que o design actua, vendo aquilo que as pessoas não mostram, ouvindo aquilo que as pessoas não dizem. O designer quer os cidadãos que dependam de cadeira-de-rodas a circular pelas ruas da cidade (se não os virmos, é mau sinal), tal como quer divas a caminhar de salto-alto, sem o sobressalto de um stiletto preso num buraco do passeio.</p>
<p>Este Inverno foi especialmente duro para os sem-abrigo, como são um minoria esquecida, fingimos não os ver num qualquer canto da cidade, encolhidos pelo frio, chuva e vento. Mas também sabemos que muitos deles perderam o rumo e, em muitos casos, não têm discernimento para aproveitar uma oportunidade de integração social. Eis um problema passível de design thinking, pois, ao que podemos constatar, todos os outros métodos ainda não o resolveram.</p>
<p>Os representantes da Câmara Municipal de Lisboa ficam bem na fotografia da Moda Lisboa ou nas inaugurações de exposições no Museu MUDE, como bons promotores do design, mas, na verdade, estão longe de o integrar na resolução diária dos problemas e desafios que afectam as pessoas que vivem, ou visitam a cidade.</p>
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		<title>Concentração  e Pluralismo na Era Digital</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 15:05:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ed.570]]></category>

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		<description><![CDATA[Nuno Ribeiro - Director de eBusiness &#038; Multimedia @ Controlinveste]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-98328" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2010/02/26/a-industria-dos-videojogos/nuno-ribeiro-2-2/"><img class="alignright size-medium wp-image-98328" title="Nuno Ribeiro 2" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2010/02/Nuno-Ribeiro-21-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><strong>Nuno Ribeiro &#8211; Director de eBusiness &amp; Multimedia @ Controlinveste</strong></p>
<p>Se há indústria onde a discussão sobre a Concentração e Regulação nunca foi pacífica é a indústria de Media &amp; Entretenimento. Com a convergência de conteúdos provocada pela possibilidade de distribuição digital parecia óbvio que o desenvolvimento natural dos negócios levaria ao “casamento” entre empresas de Media e Telecomunicações. E de facto, aconteceu em vários países.</p>
<p>O caso mais emblemático e com maior dimensão foi o da fusão da Time/Warner com a AOL. Mas em 2000, o rebentar da “bolha” das dot.com arrefeceu esta tendência inicial.</p>
<p>A fragmentação das audiências e consequente alteração na distribuição dos investimentos publicitários, provocado pelos novos suportes (digitais), e a alteração do paradigma de consumo de media estão a forçar novos movimentos de aquisição e fusão de empresas de media. A legislação não acompanhou as necessidades impostas pelas alterações de mercado e mudanças de paradigma.</p>
<p>As reduzidas barreiras à entrada de um player de media (nas plataformas digitais), e a necessidade de investigação e inovação, passaram a ser importantes variáveis no negócio.</p>
<p>As alterações de paradigma vão também provocar movimentos de concentração na indústria que permitirão maior competitividade (entre grandes grupos), capacidade de investimento em inovação, acompanhamento das tendências tecnológicas e criação de novos produtos.</p>
<p>Um exemplo recente (3 de Dezembro 2009) que ilustra este movimentos de concentração, foi a aquisição da cadeia de Televisão NBC pela operadora de telecomunicações ComCast.</p>
<p>Os movimentos de concentração poderão garantir maior competitividade, pois teremos grupos de media com maior capacidade de investimento e maiores possibilidades de sinergias. É por isso natural que os reguladores se tornem mais liberais e que deixem a “Mão invisível” de Adam Smith fazer os naturais ajustes de mercado.</p>
<p>Concentração diagonal</p>
<p>As preocupações dos legisladores e reguladores têm sido no sentido de evitar excesso de poder em determinados mercados, analisando e criando legislação para concentração vertical e horizontal, ignorando as interdependências com outras indústrias/mercados.</p>
<p>Na nova Era Digital a interdependência entre indústrias pode ser determinante para o sucesso de um operador, pois a posição dominante num mercado pode alavancar a posição noutro mercado, o que dificulta a análise sobre o poder individual de mercado isolado de outras variáveis. Por exemplo, a teoria do monopolista hipotético dificilmente será aplicável na análise deste tipo de concentração.</p>
<p>Assim, os legisladores e reguladores têm novos desafios e novas análises econométricas a fazer à interdependência de mercados.</p>
<p>Pluralismo</p>
<p>A recente discussão gerada sobre o pluralismo e tentativa de controlo e/ou manipulação dos media, só existe porque há pluralismo e liberdade. Noutros tempos nada disso seria possível&#8230;</p>
<p>Ao longo dos tempos sempre houve controlo e tentativas de controlo e manipulação dos media, desde grupos políticos, religiosos e económicos.</p>
<p>As alterações provocadas pela Era Digital colocam-nos perante novas realidades. O conceito de cidadão repórter, blogues, microbloging, redes sociais e a possibilidade de comentar e interagir com os conteúdos são a garantia de que hoje é impossível um controlo na informação. Nas plataformas digitais teremos presentes todas as correntes de opinião, partilha de informação e respectivas reacções.</p>
<p>Nicholas Negroponte referiu em 1996, nas suas profecias visionárias sobre a revolução digital, que “a combinação de forças tecnológicas e a natureza humana terão um papel mais forte no pluralismo do que qualquer lei criada pelo Congresso”.</p>
<p>O ajuste e impacto inicial sobre esta nova realidade foi também antecipada por Negroponte: “Pura e simplesmente não há maneira de limitar a liberdade de radiação de bits, tal como os romanos não detiveram o cristianismo, ainda que durante o processo alguns dos primeiros e corajosos difusores de dados venham a ser comidos pelos leões de Washington”.</p>
<p>*Comente este artigo em: www.cibertransistor.com</p>
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		<item>
		<title>O caminho do MyWay  é o matchmaking</title>
		<link>http://www.meiosepublicidade.pt/2010/03/12/o-caminho-do-myway-e-o-matchmaking/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 05:32:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ed.566]]></category>

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		<description><![CDATA[João Paulo Meneses - jornalista da TSF e investigador]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>João Paulo Meneses &#8211; jornalista da TSF e investigador</strong></p>
<p>Os serviços de música on demand, como o MyWay recentemente criado, competem com o universo da rádio musical – pela simples razão de que a rádio musical foi durante décadas o grande (o único) abastecedor gratuito de música.</p>
<p>Para sobreviverem, estes serviços têm de ganhar espaço e tempo de consumo à rádio musical e por isso, para poderem afirmar-se face à rádio, pelo menos duas características são essenciais:</p>
<p>- Dar poder ao utilizador, poder para escolher a música ou para a rejeitar e, por exemplo, para construir playlists;</p>
<p>- Diversidade de oferta, que passa muito pela capacidade de associar a um determinado pedido outras opções, tentando surpreender os ouvintes;</p>
<p>Se a primeira das condições depende muito do que é negociado com as editoras (e portanto não está tão dependente da vontade do próprio projecto), a segunda é, por assim dizer, a mais-valia de cada um dos mais de 200 projectos existentes no mercado.</p>
<p>Se considerarmos que a oferta musical é relativamente homogénea (o que um serviço tem o outro também pode e deve, genericamente, ter), a diferença está nesse matchmaking [expressão usada por Stanley Schmidt, editor da revista Analog: Science Fiction and Fact], nessa capacidade de, com base numa indicação dada pelo utilizador, lhe propor opções que sejam do seu agrado.</p>
<p>Para se perceber a importância dos sistemas de recomendação, veja-se o sucesso do Pandora nos EUA (Pandora que é um dos mais retrógrados serviços no capítulo do poder do utilizador mas que, em alternativa, tem um matchmaking excelente).</p>
<p>No caso do MyWay – mesmo com a ressalva de que estamos na versão beta [o que impede que se fale noutros aspectos do projecto] – devo dizer que esperava um matchmaking mais &#8216;competente&#8217; por um lado e mais ousado por outro.</p>
<p>Competente porque me parece que as primeiras propostas são oferecidas de uma forma muito ‘burocrática’ (a partir do nosso pedido, é construído um algoritmo sempre com os mesmos artistas. Exemplo: a partir de Grizzly Bear, o MyWay propõe-me Alice in Chains, 3 Doors Down, Cranberries e Alanis Morissette; sempre os mesmos, por esta sequência, até eu desistir; noutros casos, a sequência é ainda mais curta: propus Divine Comedy, sugerem-me apenas Chris Isaak e A Fine Frenzy; e quando &#8216;pedi’ Keane, propuseram-me apenas&#8230; Keane);</p>
<p>Ousado, porque me parece que os ‘encontros’ propostos são ou duvidosos (Divine Comedy com Chris Isaak? Grizzly Bear com Alice in Chains?) ou básicos (quando propus ao sistema Marisa Monte, as respostas foram Caetano Veloso, Gilberto Gil ou Chico Buarque. Não está mal, mas falta, claramente, um pouco de ousadia).</p>
<p>Imagino que os responsáveis pelo MyWay pretendam competir no mercado global – é esse um dos trunfos das propostas online (e afinal chamam-se MyWay&#8230;). Mas, pelo menos para já, é myway.pt e apenas em português. Ou seja, parece haver uma aposta clara no mercado português.</p>
<p>Não se percebe assim que a oferta ao nível da música portuguesa seja tão ‘apertada’. Quando propus UHF, o MyWay deu-me, alternado, Adelaide Ferreira (!); quando quis ser mais ‘moderno’ e escolhi Samuel Úria, o sistema só tinha um matchmaking com David Fonseca. E quando experimentei Carlos do Carmo, só houve Carlos do Carmo.</p>
<p>Dir-se-á: quem quer ouvir Carlos do Carmo não ficará satisfeito por poder ouvir 20 ou 30 músicas de Carlos do Carmo? Das primeiras vezes sim, mas – como acontece a quem tem um leitor de mp3 &#8211; chegará o cansaço por ouvir apenas o que já conhece e é preciso refrescar. O matchmaking serve para isso.</p>
<p>O MyWay vai fazer muito melhor, certamente. Mas num mercado altamente concorrencial, as primeiras impressões são determinantes. Será, portanto, um início muito tímido. Um início beta, provavelmente.</p>
<p>Relativamente ao seu principal concorrente, o Cotonete, o MyWay tem desde já uma grande vantagem: é muito mais intuitivo, menos poluído visualmente e não exige uma janela ‘pop up’ com o player de audição. Mas o Cotonete é um adversário poderoso, porque permite escolher as músicas, em concreto, que se acrescentam à playlist – dá, portanto, poder – e o MyWay, pelo menos por agora, não.</p>
<p>De qualquer forma, e porque está muito a tempo de corrigir os eventuais erros aqui detectados, não sendo possível um matchmaking virtuoso como o do Pandora, pelo menos que se inspire no poder que o Grooveshark dá aos seus utilizadores (o Grooveshark é, a esse nível, o melhor sistema que conheço).</p>
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		<title>Prefere ser rico e com saúde ou pobre e doente?</title>
		<link>http://www.meiosepublicidade.pt/2010/03/05/prefere-ser-rico-e-com-saude-ou-pobre-e-doente/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 15:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ed.565]]></category>

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		<description><![CDATA[ André Freire de Andrade
CEO Carat Portugal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>André Freire de Andrade &#8211; CEO Carat Portugal</strong></p>
<p>É uma das expressões da sabedoria popular de que mais gosto, tanto pelo óbvio da mesma como pela ideia que transmite. Ninguém tem dúvidas… Acontece que na vida real, mais vezes do que menos, as organizações e os mercado portam-se como se preferissem a segunda opção.</p>
<p>Parece ser o caso do mercado da publicidade e dos media.</p>
<p>A dimensão da crise de 2009 apanhou de surpresa todos os meios que na maioria dos casos utilizaram o preço como única arma para combater o êxodo dos investimentos e como consequência acabaram com uma forte erosão de margens.</p>
<p>Agora tenta-se, na generalidade, recuperar um pouco da razoabilidade financeira do negócio. Se esse desígnio não pode ser criticado, pois seria uma decisão de qualquer gestor, ainda mais quando ligado por vezes à mais simples das equações económicas, a lei da oferta e da procura, este está a ser realizado em muitas situações de forma errada, potenciando a falta de transparência, não tendo em conta o cenário de crise em que infelizmente vivemos e aumentando a conflitualidade entre os vários intervenientes, em alguns casos de forma inaceitável e com consequências imprevisíveis.</p>
<p>Ao longo de 2009 e apesar dos muitos apelos e explicações de vários intervenientes no mercado sobre a necessidade imperiosa de se criarem incentivos aos investimentos publicitários, as entidades competentes acharam que nada deveria ser feito. Depois dos acontecimentos das últimas semanas, está claro o efeito secundário da crise no sector. Não se trata de proteger alguns interesses particulares, mas sim um dos pilares da democracia: uma comunicação social independente, o que só é possível num mercado minimamente saudável financeiramente pois não há pior e mais forte dependência do que a económica.</p>
<p>Entretanto, o mercado das telecomunicações e media parece andar mais depressa do que os reguladores conseguem decidir. A plataforma da TDT referente aos canais por subscrição ficou obsoleta financeiramente depois do sucesso das novas plataformas de distribuição. Então o que se vai fazer com ela? O tema de ser utilizada para os canais HD é mais relevante do que nunca, podendo criar diferenciação e ser criadora de valor.</p>
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		<item>
		<title>A indústria dos videojogos</title>
		<link>http://www.meiosepublicidade.pt/2010/02/26/a-industria-dos-videojogos/</link>
		<comments>http://www.meiosepublicidade.pt/2010/02/26/a-industria-dos-videojogos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 17:27:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ed.564]]></category>

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		<description><![CDATA[Nuno Ribeiro - Director de eBusiness &#038; Multimedia @ Controlinveste]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-98328" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2010/02/26/a-industria-dos-videojogos/nuno-ribeiro-2-2/"><img class="alignleft size-medium wp-image-98328" title="Nuno Ribeiro 2" src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2010/02/Nuno-Ribeiro-21-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a>Nuno Ribeiro &#8211; Director de eBusiness &amp; Multimedia @ Controlinveste</p>
<p>A evolução das tecnologias de informação permitiu não só um maior acesso à informação e comunicação em múltiplas plataformas mas também ao entretenimento. Os videojogos saíram das arcadas e dos salões de jogos para os lares e bolsos (consolas portáteis e telemóveis) dos utilizadores.</p>
<p>A indústria de videojogos é das que tem tido maiores taxas de crescimento (na área de Media &amp; Entretenimento) e apresenta maior potencial de crescimento para os próximos anos.</p>
<p>Para tentar perceber o porquê desta tendência é importante analisar:</p>
<p>•	Mercado dos videojogos</p>
<p>•	Fontes de receita</p>
<p>•	Público/perfil dos “gamers” (jogadores)</p>
<p>•	Publicidade nos videojogos</p>
<p>Mercado dos Videojogos:</p>
<p>No estudo de mercado Global Entertainment and Media Outlook 2009-2013 – realizado pela PriceWaterHouseCoopers, a estimativa sobre o volume de negócios na indústria de videojogos é de 51,4 mil milhões de dólares em 2008 com estimativa de crescimento para 73,5 mil milhões no ano de 2013. A haver erro nestas estimativas, só poderão ser por defeito pois as recentes notícias apontam para um crescimento cada vez mais acelerado (e tudo indica ser bastante superior aos “conservadores” 6,9% de crescimento médio anual).</p>
<p>No ano de 2008, em Portugal, foram vendidos mais de 2,5 milhões de videojogos ultrapassando pela primeira vez a venda de filmes em formato DVD. Nos Estados Unidos, este valor ultrapassou os 268 milhões de unidades só para três plataformas de consola de videojogos (Nintendo, Sony e Microsoft).</p>
<p>As previsões para 2009 e 2010 continuam a apontar para crescimentos em todos os mercados (América do Norte, EMEA -Europa, Médio Oriente e África, Ásia e Pacifico e América Latina).</p>
<p>Prova deste crescimento em 2009 são as sucessivas notícias de recordes de vendas. Em Maio de 2009, o jogo Grand Theft Auto IV vendeu mais de 6 milhões de unidades em apenas uma semana, com receitas superiores a 500 milhões de dólares (das quais 3,6 milhões de unidades / 310 milhões de dólares foram no primeiro dia de venda).</p>
<p>No seguinte mês de Novembro, a editora do videojogo Call Of Duty: Modern Warefare 2 – Activision | Blizzard &#8211; anuncia que vendeu no primeiro dia 4,7 milhões de cópias nos mercados da América do Norte e Inglaterra gerando só nestes dois mercados mais de 310 milhões de dólares e 13 milhões de unidades vendidas no primeiro mês ultrapassando assim o Grand Theft Auto IV (10 e 14). Estes valores ultrapassam largamente os valores de receitas bilheteira das grandes produções de Hollywood.</p>
<p>Um dos catalisadores desta indústria é o fenómeno das redes sociais, onde as editoras Zynga e Playfish distribuem e promovem muitos dos seus jogos e por isso aumentaram a popularidade e utilização dos seus títulos de forma exponencial. Esta popularidade atraiu a atenção dos investidores, tendo sido a Playfish adquirida por um dos maiores editores de videojogos do mundo a EA-Electronic Arts que pagou mais de 400 milhões de dólares por esta editora.</p>
<p>Por sua vez a Zynga foi avaliada em mais de um bilião de dólares, e a empresa Russa de capital de risco Digital Sky Technologies investiu 180 milhões de dólares na Zynga no passado mês de Dezembro.</p>
<p>O Google ainda não revelou quais os seus planos para esta indústria, mas já deu sinais que está atento e que prepara movimentos, com o registo da patente “Web-Based System for Generation of Interactive Games Based on Digital Videos”.</p>
<p>Fontes de receita:</p>
<p>Inicialmente, as fontes de receitas dos jogos eram as “moedinhas” que eram necessárias para jogar na consola “estacionada” nas arcadas e salões de jogo. As variáveis de negócio/rentabilidade estavam dependentes de vários factores como a distribuição e localização das consolas que não eram controladas nem geridas pelos editores.</p>
<p>A evolução tecnológica e consequente evolução dos dispositivos, permite que hoje as consolas e outros dispositivos estejam em casa e no bolso (telemóveis e consolas portáteis).</p>
<p>Esta radical alteração na distribuição e massificação do consumo de videojogos veio permitir aos editores criarem jogos com novas possibilidades de receita que não apenas a venda de unidades do jogo.</p>
<p>Actualmente, as receitas de um videojogo com características de Massive Multiplayer Online Game (MMOG) podem ser quatro: venda, subscrição de serviços adicionais, venda de bens digitais e publicidade (in-game advertising).</p>
<p>Venda:</p>
<p>A venda de videojogos já não está só dependente da distribuição física e tem tendência a aumentar cada vez mais nas lojas on line (exemplo: GameTap) e nas “Apps Stores” dos fabricantes de hardware/consolas/telemóveis (lojas on line de venda de aplicações, exemplos:</p>
<p>Playstation Store, Wii Shop, iTunes, Xbox Live Market Place, OVI, etc.).</p>
<p>Subscrição de serviços:</p>
<p>Muitos MMOG “obrigam” ou dão como opção a possibilidade de subscrever serviços. O World of Warcraft, por exemplo, “obriga” a subscrever por 10 euros mensais o serviço on line, e conta com mais de  11,5 milhões de fieis jogadores valor que lhe garantiu entrada no Guiness.</p>
<p>Outro exemplo, é o caso dos jogos on line da PowerChallenge: PowerSoccer e ManagerZone, onde os jogadores podem subscrever o serviço de “membro do clube”, passando assim a ter funcionalidades adicionais.</p>
<p>Bens digitais:</p>
<p>Nos MMOG, a existência de bens digitais é a forma que os utilizadores têm de se distinguir, transmitindo a sua personalidade ou a dos avatares criados. A venda de bens digitais é, por isso, uma fonte de receita bastante interessante para os editores. No caso dos jogos online da PowerChallenge (20), os utilizadores podem adquirir para as suas equipas de futebol: botas, tatuagens, formas distintivas de festejar golos, penteados, barbas, treinadores “carismáticos”, etc.</p>
<p>Publicidade (in-game advertising):</p>
<p>A larga audiência que hoje os videojogos conseguem atingir, associada à afinidade dos jogos com dete minados públicos, despertou o interesse das marcas/anunciantes para comunicar dentro do ambiente de jogo transmitindo também maior realismo e envolvimento com os jogadores (mais adiante detalharei este tema).</p>
<p>Público/perfil dos “gamers” (jogadores):</p>
<p>Os videojogos estão a chegar a cada vez mais públicos, e “jogar” deixou de ser uma actividade individual para ser uma actividade colectiva pela possibilidade de jogar em rede, mas também porque as consolas estão a deixar os quartos dos jovens para ocupar um lugar nas salas e passarem a ser uma actividade de entretenimento familiar.</p>
<p>O comportamento dos jogadores também mudou. Os MMOG transformaram os utilizadores de simples consumidores a contribuintes para o conteúdo de jogo, pois passam a “personalizar” o ambiente de jogo (que é partilhado por outros utilizadores).</p>
<p>O perfil actual dos jogadores é maioritariamente masculino (60%) dos quais 48% são jogadores activos (jogam mais de 8 horas por semana), nas mulheres este indicador passa para 29%. Têm uma idade média de 36 anos, têm formação superior ou frequência de ensino superior (50%), rendimento superior à média e forte consumo de novas tecnologias e gadgets (são fortes influenciadores de compra nas áreas de tecnologias dos seus contactos) e estão ligados à internet pelo cerca de cinco vezes ao dia e jogam online (60%).</p>
<p>Publicidade nos Videojogos:</p>
<p>A publicidade em videojogos é ainda uma “novidade”, mas a sua envolvência e resultados de eficácia são comprovados por vários estudos. O nível de atenção à acção de jogo é elevado, e por isso, a publicidade não passa despercebida e é mesmo apreciada pelos jogadores, pois torna o ambiente de jogo mais real.</p>
<p>Os resultados da campanha “in-game” da Zappos.com apontam para taxas de eficácia 500% superiores às de uma campanha de televisão:</p>
<p>- Os utilizadores que viram a campanha tiveram recordação de marca cinco vezes superior aos que viram a campanha noutros meios</p>
<p>- Aumentou em 56% a percepção positiva sobre a marca/empresa</p>
<p>- Os jogadores que viram a campanha têm um elevado nível de recordação durante o jogo (a TV só consegue chegar a um nível médio).</p>
<p>Há quatro formas de utilizar os jogos como forma de comunicação:</p>
<p>- Integração estática (inclusão de produtos na acção do jogo), por exemplo: colocar marcas através de objectos como um automóvel, bola de futebol, chuteiras, etc. de marcas e facilmente reconhecidas como elementos do jogo.</p>
<p>- Jogos desenvolvidos por encomenda para uma marca ou produto, exemplo: um jogo de automóvel para uma marca automóvel com modelos dessa marca e distribuído por essa marca (CD Rom e/ou no seu site).</p>
<p>- Acções de co-marketing fora do Jogo, com acções promocionais no ponto de venda dirigidos aos utilizadores de um determinado jogo, usufruir de desconto especial e/ou para quem tenha comprado um determinado produto (que seja patrocinador do jogo) ter uma oferta de um bem digital ou crédito extra no jogo.</p>
<p>- Publicidade dinâmica, publicidade distribuída de forma dinâmica dentro dos jogos com programação e modelo de distribuição equivalente às campanhas de internet (com número de impressões para serem distribuídos em períodos temporais).</p>
<p>As impressões são medidas por tempo, por cada 10 segundos cumulativos de exposição é contabilizada uma impressão (e cada impressão só é contada após meio segundo de exposição).</p>
<p>O indicador chave nas campanhas dinâmicas “in-game” é o tempo de exposição da publicidade e o tempo médio de exposição por impressão, pois é normalmente superior aos “10 segundos” devido aos fragmentos de segundos acumulados.</p>
<p>*Comente este artigo no blogue www.cibertransistor.com</p>
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		<title>O pequeno mundo do Cabo</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 03:34:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2010/02/23.jpg" id="image97832" alt="23.jpg" /><br />
<b>Pedro Boucherie Mendes &#8211; director de canais temáticos SIC</b></p>
<p>Qual é a diferença entre a SIC Radical e o Fox Life? Há muitas certamente, mas uma é especialmente relevante: o primeiro é um canal de televisão português sujeito à legislação portuguesa. O outro é um canal distribuído em Portugal, mas que não está obrigado a cumprir a nossa lei da televisão. Têm quadros competitivos completamente diferentes portanto.</p>
<p>Por estar sujeita à Lei da televisão da República, a SIC Radical gasta muito dinheiro a fazer um programa diário como o Curto Circuito. Comprar programas na América é mais barato, dá menos trabalho e normalmente mais audiências.</p>
<p>Por seu lado, o Fox Life só tem de se preocupar em mandar legendar as cassetes porque não está obrigado a ter programação nacional, de produção local e própria ou de encomenda a produtores independentes (tudo isto está previsto na lei que regula a Radical).</p>
<p>O Fox Life nem sequer tem de programar uma determinada percentagem de obras de origem europeia, como a Radical tem de fazer. Mais: por lei, o Fox Life nem sequer é obrigado a legendar os seus programas!</p>
<p>Para deixar claro, não me move nada nem contra o Fox Life nem contra o legislador. Chamo apenas a atenção para esta estranha forma de vida. Seria como se um restaurante de fast food português fosse obrigado a ter como única oferta em determinados dias pataniscas e iscas servidas com capilé, enquanto que na porta do McDonald&#8217;s havia hambúrgueres e batatas fritas todos os dias.</p>
<p>Esta contingência é um problema para a SIC Radical porque qualquer canal de Cabo não tem orçamento para fazer programação nacional que não seja low cost. Mas a SIC Radical e a SIC Mulher cumprem um papel importante sem que se faça alarde disso. Ao longo destes quase dez anos, os dois canais gastaram dezenas de milhões de euros no mercado português de televisão, lançaram projectos, ideias e caras e produziram programas que fazem parte da história da televisão em Portugal. O exemplo mais claro é o Gato Fedorento. Por seu lado, o Fox Life ajudou à subida de vendas dos kleenex, tantas são as repetições da Anatomia de Grey. Não é mau, mas não aporta grande criatividade ou robustez a esta indústria.</p>
<p>Estes dois canais da SIC são os únicos da televisão portuguesa que apostam em ficção e humor alternativos ou em magazines ao estilo internacional como o Querido Mudei a Casa. Estimulam a criatividade e contribuem para a diversidade da oferta. Além de tudo, criam empregos e riqueza para o país. E como bónus revelam outros programas que de outra forma não seriam vistos ou conhecidos por cá, como os de Oprah ou Jamie Oliver, ou Conan O&#8217;Brien e South Park, ou o Daily Show e o Project Runnway, etc, etc. Os outros canais de cabo nacionais ou são de notícias ou são de desporto, pelo que só a Radical, a Mulher (e agora a SIC K) é que são forçados pela sua natureza e pela lei a produzir televisão original de ficção ou entretenimento, feita localmente para competir com produto americano de topo no canal ao lado. É assim que se vive neste particular pequeno mundo do Cabo, como lhe chamam alguns colegas meus, que não fazem ideia do que falam.</p>
<p>O exemplo de como a falta de concorrência impede o crescimento do mercado e melhoria na oferta. Sim, porque nenhuma lei impede que haja uma TVI Radical ou uma RTP Mulher.</p>
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		<title>Cibertransistor.com &#8211; Alterações no Modelo de Negócio dos Media</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 03:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Nuno Ribeiro &#8211; Director de eBusiness &#038; Multimedia @ Controlinveste  A digitalização e a comunicação em rede (IP &#8211; Internet Protocol) estão na origem das profundas alterações a que hoje assistimos na nossa sociedade. Todas as indústrias viram os seus modelos de negócios e de operações alterados, mas a indústria que maior impacto sentiu foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2008/09/nuno-ribeiro-pb.jpg" id="image88424" alt="nuno-ribeiro-pb.jpg" /><br />
<b>Nuno Ribeiro &#8211; Director de eBusiness &#038; Multimedia @ Controlinveste </b></p>
<p>A digitalização e a comunicação em rede (IP &#8211; Internet Protocol) estão na origem das profundas alterações a que hoje assistimos na nossa sociedade. Todas as indústrias viram os seus modelos de negócios e de operações alterados, mas a indústria que maior impacto sentiu foi a indústria de Media &#038; Entretenimento e estamos ainda no primeiro impacto de um enorme &#8220;terramoto&#8221;&#8230;</p>
<p>Este &#8220;mundo novo&#8221; para o sector dos Media &#038; Entretenimento abre novas oportunidades, mas obriga a uma grande percepção das alterações sociais e económicas. Algumas destas alterações e impactos foram antecipadas por Chuck Martin (&#8220;cyberfuturologista&#8221;) no livro Net Future (1999).</p>
<p><b>Na indústria de Media &#038; Entretenimento os principais &#8220;abalos&#8221; no sector foram, e estão a ser, provocados por três factores:</b></p>
<p>• Convergência de Conteúdos<br />
• Web 2.0 (redes sociais)<br />
• Factor Geracional (cruzamento das gerações: Baby Boomers, Geração X, Geração Y e Nativos Digitais).</p>
<p><b>Convergência de Conteúdos</b></p>
<p><b>A produção de conteúdos digitais:</b><br />
Um dos primeiros &#8220;visionários&#8221; a perceber as alterações da digitalização foi Nicholas Negroponte, fundador do Media Lab do Massachusetts Institut of Technology (MIT), que explicou no seu livro Being Digital (Ser Digital) as alterações nos negócios pela passagem de átomos para bits.<br />
Nos Media este impacto foi enorme. Pela primeira vez , conteúdos de texto, áudio, imagem e vídeo passam a partilhar as mesmas plataformas, enriquecendo a informação e o entretenimento com conteúdo multimédia.</p>
<p><b>Distribuição e aumento da concorrência:</b><br />
A evolução das plataformas, mesmo as tradicionais, estão a mudar para plataformas de distribuição com tecnologia digital (como por exemplo TDT &#8211; Televisão Digital Terrestre e DAB- Digital Audio Broadcast). Por sua vez, os conteúdos passaram a estar disponíveis em múltiplos dispositivos, muitos deles evoluíram e convergiram em funcionalidades.</p>
<p>A concorrência/oferta de conteúdos aumentou substancialmente e as &#8220;fronteiras&#8221; entre os meios desaparecem, pois a &#8220;tradicional&#8221; separação de conteúdos &#8220;desaparece nos meios digitais onde a Imprensa, a Rádio e a Televisão passam a competir no mesmo espaço por audiências e receitas. Para além disso, as plataformas digitais assentes na distribuição IP, têm poucas barreiras à entrada, o que levou a um aumento de players no mercado.</p>
<p><b>Fragmentação de audiências:</b><br />
A possibilidade dos consumidores poderem aceder aos conteúdos em múltiplas plataformas provocou uma fragmentação da audiência por várias plataformas e dispositivos, provocando uma enorme alteração do modelo de consumo e alterando o paradigma para o que Christian Nissen baptizou de &#8220;O Lago&#8221;,  onde os consumidores escolhem o que querem, no momento que querem, no dispositivo que querem, terminando com a &#8220;ditadura da programação&#8221; e o consumo linear.</p>
<p><b>Fontes de receita:</b><br />
A publicidade &#8220;tradicional&#8221; foi durante muito tempo a única fonte de receita, no caso das TV e Rádio (em sinal aberto). No caso da Imprensa a venda em banca e a publicidade eram as duas fontes de receitas deste meio.</p>
<p>Hoje, a realidade destes Media é diferente e dispersa-se por várias plataformas criando novos mercados de publicidade digital (display, search, branded content, branded experience, branded engagment, ingame advertising, rich media, etc.).</p>
<p>O negócio tornou-se mais complexo e obriga a alterações profundas nas organizações de Media, principalmente ao nível tecnológico e de recursos humanos, etc.</p>
<p>As plataformas digitais trouxeram também uma grande capacidade de medição das audiências em tempo real, o que é uma alteração também profunda na forma de gerir e criar oferta publicitária.</p>
<p>Para além disso, o meio digital abre também a possibilidade de novos modelos de negócio, como conteúdos pagos (canais de TV por cabo, TDT venda de conteúdos online, etc.), venda de bens físicos e digitais, assim como serviços em plataformas digitais.</p>
<p><b>Novos custos:</b><br />
As alterações do modelo de negócio digital obrigaram as organizações a novas estruturas de recursos humanos com novas qualificações e novos perfis. Apesar de em algumas situações os custos de distribuição e de produção digital serem mais baixos, e haver a possibilidade de criação de sinergias na produção de conteúdos entre plataformas digitais e &#8220;tradicionais&#8221;, há no entanto algum cuidado a ter com a produção e distribuição de conteúdos digitais.</p>
<p>Ao contrário da tradicional distribuição &#8220;broadcast&#8221;, que tem características de bem público (não obriga a mais custos para fornecer conteúdo a cada consumidor adicional), a distribuição digital tem vindo a assistir a custos cada vez mais reduzidos, provocados pela inovação tecnológica (Lei de Moore &#8211; de 18 em 18 meses a capacidade de processamento duplica). Mas há custos associados a cada consumidor adicional &#8211; largura de banda, espaço em disco, processamento nos servidores e sobretudo energia eléctrica. Ao contrário do que Chris Anderson tenta transmitir no seu livro Grátis esta teoria tem na minha opinião algumas falhas graves do ponto de vista económico e confunde conceitos de &#8220;movimentos sociais&#8221; de colaboração e partilha com &#8220;gratuitidade&#8221;.</p>
<p>Por exemplo, o YouTube tem um problema crítico e complexo para gerir que é o facto de apenas  4 por cento do conteúdo alojado gerar tráfego significativo e com potencial de rentabilização. Mas dado o modelo de negócio criado pelo YouTube (e outras redes sociais), tem que alojar e servir todos os vídeos que os utilizadores publicarem. Ou seja, tem custos exagerados com o alojamento e manutenção de conteúdos que não são procurados, o que destrói também a primeira teoria de Chris Anderson: A Cauda Longa (A Cauda Longa &#8211; Chris Anderson 2006), pois mesmo que existam receitas associadas a estes vídeos (com publicidade), os custos de alojamento e disponibilização ao longo dos anos com estes vídeos nunca conseguirão ser pagos com publicidade.</p>
<p>Mantêm-se pois, a velha máxima económica: &#8220;Não há almoços grátis&#8221;.</p>
<p>Cloud Computing (Computação na &#8220;Nuvem&#8221;/Web)<br />
Do ponto de vista das organizações, há  hoje uma forte tendência para ter os seus data centers fora de &#8220;portas&#8221; para se focarem nos negócios e minimizarem custos em tecnologia. As resistências relativas à segurança,<br />
confidencialidade e fiabilidade desaparecerão ao longo do tempo e os ganhos de produtividade serão um argumento forte.</p>
<p>Para os indivíduos, o facto de poderem aceder a aplicações &#8211; ferramentas de trabalho, comunicação e entretenimento &#8211; e documentos de trabalho ou pessoais a partir de qualquer dispositivo (PC, telemóvel, etc.), passará a ser um serviço &#8220;vital&#8221; e &#8220;natural&#8221; de trabalho, para ouvir música, ver e partilhar fotos, vídeos, etc.</p>
<p>Ao nível dos dispositivos, o Cloud Computing provocará também alterações substanciais, pois passarão a necessitar de menos capacidade de processamento e de armazenamento &#8211; que são realizados pela &#8220;nuvem&#8221; &#8211; e passarão a ser dispositivos mais &#8220;básicos&#8221; e muito mais baratos.</p>
<p><b>Web 2.0 (redes sociais)</b><br />
A Web 2.0 conseguiu demonstrar o seu potencial através das redes sociais, onde é visível o crescimento sustentado de audiência.</p>
<p>As alterações nos dispositivos permitem aceder aos conteúdos, mas também criar, publicar e partilhar de conteúdos, seja através de computadores, netbooks ou telemóveis</p>
<p>Nos próximos anos, surgirão novas redes sociais segmentadas por temas e grupos dentro das redes sociais &#8220;generalistas&#8221;, recuperando o conceito inicial da web 1.0 de &#8220;Comunidades Virtuais&#8221; em torno de conteúdos, comportamentos, celebridades, etc.</p>
<p>Um bom exemplo, é o caso da rede social criada em torno do candidato, e hoje presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama &#8211; my.barackobama.com .</p>
<p>Trata-se de um claro sinal dos tempos e da importância das redes sociais na passagem de informação e associação entre as pessoas em torno de um tema, de uma causa e uma de personalidade.</p>
<p>Alguns dados relevantes sobre o fenómeno das redes sociais: em média um utilizador faz actualizações de 3 em 3 horas no Twitter, 37 minutos no Facebook, 5 vezes ao dia no Flickr, vê diariamente 2,5 horas de vídeos no YouTube e dá 4 opiniões por semana no Yeld.</p>
<p><b>Factor Geracional (cruzamento das gerações: Baby Boomers, Geração X, Geração Y e Nativos Digitais)</b><br />
Estas alterações tiveram grandes impactos na vida de quatro gerações, seja na forma de trabalhar, comunicar e relacionar.</p>
<p>Os baby boomers, que tiveram maiores dificuldades na adaptação às novas tecnologias, são hoje fortes &#8220;aliados&#8221; da Geração Y (filhos ou netos) e encaram a vida e o mundo de forma muito próxima. A internet aproximou todas as gerações pela potencialidade de comunicação e pela partilha de opinião em tempo real (nas redes sociais).</p>
<p>Nos Estados Unidos, o país onde a cultura digital está mais desenvolvida, a geração dos Baby Boomers que ainda estão na vida activa profissional em funções importantes em grandes organizações, têm contratado jovens recém-licenciados para seus &#8220;assessores&#8221; para os ajudarem a &#8220;pensar o negócio digital&#8221;.</p>
<p>A adaptação das gerações mais velhas às novas tecnologias e no acesso à internet tem aumentado pela massificação da banda larga e pela simplicidade das aplicações e sites.</p>
<p>O número de utilizadores continuará a crescer e será impulsionada por três factores: a massificação do acesso em banda larga, o crescimento da geração de &#8220;nativos digitais&#8221; e a cada vez melhor usabilidade das aplicações de sites que vão sustentar o crescimento da população com acesso à Rede em múltiplas plataformas (web, Mobile, Consolas, Netbooks, TabletPC´s, etc.) e o aumento do tempo médio despendido no consumo de conteúdos e serviços online.</p>
<p>*Versão interactiva deste artigo em: www.cibertransistor.com</p>
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		<title>BRASIL 3 – PORTUGAL 0 (segunda parte)</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 03:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Meios &#38; Publicidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião :: Cronistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Diogo Mello &#8211; director criativo executivo da Fischer Portugal Só agora escrevo sobre este assunto, porque só passado todo este tempo tive conhecimento do mesmo. Com a vida na velocidade que anda já é difícil estar a par das notícias importantes que dirá das outras, como esta, que são só passatempo. Estas, quando são boas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.meiosepublicidade.pt/wp-content/uploads/2010/01/diogo-mello.jpg" id="image97409" alt="diogo-mello.jpg" /><br />
<b>Diogo Mello &#8211; director criativo executivo da Fischer Portugal</b></p>
<p>Só agora escrevo sobre este assunto, porque só passado todo este tempo tive conhecimento do mesmo. Com a vida na velocidade que anda já é difícil estar a par das notícias importantes que dirá das outras, como esta, que são só passatempo. Estas, quando são boas, normalmente chegam-me por e-mail de um amigo ou por fazerem sucesso na net&#8230; Mas como esta também não é nem boa, nem inteligente, nem teve qualquer repercussão, acabou por só chegar a mim por acaso e porque cita a empresa da qual sou director.</p>
<p>Falo sobre um artigo de opinião (Brasil 3 &#8211; Portugal 0) publicado aqui no dia 30 de Outubro e escrito pelo Ricardo Monteiro, presidente da EuroRSCG, em que fala do que (em sua opinião) está &#8220;desesperadamente errado (no mercado)&#8221; que são as &#8220;incursões de agências brasileiras em Portugal&#8221;. E a estas &#8220;agências&#8221;, na qual incluiu a Fischer, atribuiu de forma deselegante adjectivos como &#8220;oportunistas, ignorantes e retro-colonialistas&#8221;. E finalizou o seu discurso (este sim, provinciano com certeza) a dizer que estas empresas &#8220;iludem (os clientes portugueses) com promessas vãs, visões românticas embora não comercias (&#8230;) do que deve ser a boa publicidade&#8221; Ora, não tendo sido ele o primeiro a dizer este tipo de besteira em público nos jornais do nosso meio penso que este tema já se torna digno de alguma atenção.</p>
<p>Em primeiro lugar, aproveito o case citado por ele da Sagres &#8211; que lembre-se, trocou a EuroRSCG pela Fischer há dois anos e hoje é líder de mercado depois de 22 anos a ocupar a segunda posição &#8211; para tirarmos logo da frente a ideia infundada de que somos ignorantes em relação ao mercado e ao consumidor português, já que mais do que as palavras, os números estão aí e a qualidade do trabalho na rua fala por si. Poderíamos já mudar de assunto, mas (sim, só por satisfação pessoal) acrescento também que a actual campanha da Liga Sagres. &#8220;Entra em Campo&#8221;, concebida e implementada desde a sua raíz pela Fischer (Comunicação Total®), não poderia ser mais popular e já quebrou todos os recordes de eficácia da história da marca e ainda vai só na metade, o que é giro.</p>
<p>Soma-se à Sagres outros clientes líderes nos seus segmentos, de igual importância e dimensão e, como bem disse o Ricardo (ora lá está), &#8220;ícones nacionais&#8221;, como é o caso dos CTT, da TMN, da UZO, e de tantos outros que trabalham connosco e que certamente terão ficado bastante ofendidos (se algum deles por acaso teve acesso a este texto) pela opinião do Ricardo de que seriam incapazes de perceber, se fosse o caso, que estão a ser &#8220;iludidos com promessas vãs&#8221;.</p>
<p>Com esta questão esclarecida, é preciso reparar que a Fischer, que está presente em diversos países, e em Portugal há mais de três anos, é tão brasileira quanto a EuroRSCG, a TBWA ou a Publicis são francesas ou a BBDO, a Y&#038;R, a DDB são americanas e por aí fora. Mas o que é espantoso é estar-se a falar da nacionalidade das empresas quando isto não poderia ser menos relevante e todas as &#8220;agências&#8221; que têm algum valor tanto fazem boa quanto má publicidade, sendo que isto nada tem a ver com o seu país de origem. Aliás, é curioso ver como as opiniões mudam rapidamente, já que o Pedro Graça, CEO da própria EuroRSCG, escreveu muito bem a respeito disto em resposta a outro artigo infeliz publicado aqui sobre &#8220;as agências portuguesas vs as não-portuguesas&#8221; quando a EuroRSCG estava entre as &#8220;atacadas&#8221;.</p>
<p>Mas, indo ao ponto que interessa&#8230; A minha pergunta é: com tantas, mas tantas outras questões realmente importantes e estas sim de facto &#8220;desesperadamente erradas&#8221; neste nosso mercado, como por exemplo a desunião do sector, as práticas abusivas a que são submetidas as agências, a forma como são conduzidos alguns concursos, a falta de perspectivas de melhoria no curto prazo ou o &#8220;dumping&#8221; de mercado praticado por &#8220;algumas agências&#8221; com reduções impraticáveis dos fees e tantas outras, porque é que não se aproveita o tempo disponível para opinar sobre estas questões? Sem dúvida seria mais benéfico para todos nós.</p>
<p>É deste tipo de artigos que este mercado tanto carece e que a opinião de alguém como o Ricardo Monteiro seria bem-vinda.</p>
<p>Parece-me que ao escrever um texto em que chama explicitamente de oportunistas as &#8220;agências brasileiras&#8221;, o Ricardo é que agiu como um oportunista, já que pegou boleia em escassos casos polémicos (e diga-se, únicos) envolvendo brasileiros para tentar derrubar concorrentes que se calhar têm vindo a tirar-lhe o sono (e já agora também um cliente ou outro).</p>
<p>Como o próprio Ricardo escreveu, eu também lhe digo: &#8220;Desculpe qualquer coisinha&#8221;. E cá entre nós, não faça isto assim&#8230; Como a Nike já uma vez aconselhou ao mundo em bom português (daqui ou do Brasil, não interessa): Joga Bonito.</p>
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