Uma marca para conhecer Portugal através do seu património histórico-militar

Por a 22 de Agosto de 2019

Turismo MilitarA marca Turismo Militar, criada pela Semente e com um investimento a rondar os 16 mil euros, de acordo com o Base, foi apresentada pelo Ministério da Defesa Nacional como rampa de lançamento para um conjunto de acções de promoção que incluem a nova plataforma turismomilitar.gov.pt, onde serão divulgados roteiros desenvolvidos com base no património e na história militar nacional, naquele que é, nas palavras de Álvaro Covões, presidente da Associação de Turismo Militar Português (ATMPT), “mais um momento especial que marcará o percurso desta marca e produto nacional”.

O projecto, que inclui também um protocolo com a RTP para a realização de seis programas televisivos, é coordenado pela Direcção de Serviços de Infraestruturas e Património da Direcção-Geral de Recursos da Defesa Nacional (DGRDN), com o objectivo de “fomentar o conhecimento, a investigação, a cooperação, a divulgação e a promoção de todo o património de cariz militar, móvel e imóvel, material ou imaterial, dando assim a conhecer a história de Portugal através da história militar”, explica ao M&P Alberto Coelho, director-geral de Recursos da Defesa Nacional. “O contributo das Forças Armadas para a memória e identidade comuns de Portugal como Nação é também promovido pelo Turismo Militar, que pretende contribuir também para o desenvolvimento de uma oferta turística qualificada que simultaneamente promova a dinamização do património histórico-militar junto de toda a sociedade”, acrescenta o mesmo responsável.

É neste enquadramento que a marca Turismo Militar, apresentada publicamente no passado dia 25 de Julho, “vai dinamizar o património da Defesa Nacional”. O projecto abrange 253 castelos, mais de 300 fortes, fortalezas e fortins, 100 faróis e farolins, mais de 70 castros e povoados fortificados, 40 casas-torre, “além de redutos, museus, atalaias ou muralhas, reunindo informação sobre os diversos locais e um conjunto de roteiros e circuitos numa única plataforma electrónica”, enumera Alberto Coelho, referindo que “a promoção de parcerias com instituições públicas e privadas, ligadas a áreas como a história, o património e o turismo cultural, pretende incentivar a realização de trabalhos de investigação das estruturas militares”. Questionado sobre quais serão as aplicações práticas da marca, o responsável adianta que “a associação da marca Turismo Militar a projectos que correspondam aos objectivos estipulados, de forma a promover estratégias e acções que maximizem a sua divulgação, poderá passar pela realização de colóquios, cursos sobre rotas, roteiros e circuitos, recriações históricas e ainda à identificação de outros espaços, monumentos e sítios que possam ser incluídos na marca Turismo Militar, à criação de novas rotas turísticas, conduzindo ao reconhecimento da qualidade e do rigor científico deste produto turístico inovador da Defesa Nacional por parte dos consumidores”.

Sobre as expectativas em termos de resultados, Alberto Coelho refere apenas que “o projecto do Turismo Militar, que continuará a ser desenvolvido ao longo dos próximos anos, permite agregar todo o território nacional, relacionando-o entre si através das rotas, roteiros e circuitos e através das parcerias que forem sendo desenvolvidas, com autarquias por exemplo”, concluindo que “desta forma, o Turismo Militar contribuirá também para combater as assimetrias regionais e para o desenvolvimento da economia do interior do país, valorizando a História Militar e, com ela, oferecer um produto diferenciador que promova a usufruição do território nacional”.

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