Demasiado cedo? 13% fazem as compras do material escolar agora

Por a 23 de Agosto de 2019

continente-regresso-as-aulasO Observador Cetelem Regresso às Aulas 2019 inquiriu os portugueses,com estudantes a seu cargo sobre a preparação para o regresso às aulas e 48% dos inquiridos revelam iniciar as suas compras com duas semanas de antecedência. Uma semana antes ou mesmo após o início das aulas, é a altura escolhida por 34% dos portugueses, especialmente na região Centro (27%). Os restantes 13% são os mais precavidos e começam as compras do material escolar um mês antes.

É sobretudo entre os residentes no Grande Porto (57%) e na região Norte (56%) que se encontram mais inquiridos a começar a preparar o início do novo ano lectivo com a antecedência de duas semanas, seguidos dos residentes na região Sul (47%). Comprar mais próximo do início do ano escolar – uma semana antes ou quando as aulas já começaram – ganha mais expressão na Grande Lisboa (43%) e na Região Centro (39%).

O estudo refere que 63% dos encarregados de educação costumam comprar o material escolar num momento único, optando pelo início do ano escolar. Já 36% repartem essas compras ao longo do ano. Esta tendência verifica-se mais entre os portugueses que têm estudantes a seu cargo no Pré-Escolar (71%) ou no 1º Ciclo (68%). Mas também entre os encarregados de educação da Grande Lisboa (82% compram num momento único), seguidos do Norte (74%). No Centro (43%) e no Sul (49%) há um maior equilíbrio em termos de número de inquiridos que compram material ao longo do ano.

Além disso, 64% dos portugueses inquiridos irão obter os livros escolares para os estudantes a seu cargo num momento diferente do restante material escolar. Uma realidade que se verifica com maior peso entre quem tem estudantes no secundário a seu cargo (71%) e no Centro do país, e menos peso entre os alunos do ensino privado (50% vs 65% no público).

O estudo refere que 78% dos portugueses questionados vão obter manuais gratuitamente através de programas do Estado/Autarquias, uma percentagem que aumenta para 89% entre os inquiridos que tem estudantes a seu cargo no Ensino Público desde o 1º Ciclo ao Secundário. 32% dos portugueses referem a intenção de comprar manuais novos, sendo que alguns inquiridos têm dependentes em diferentes tipos e graus de ensino, não estando todos abrangidos pelos programas de manuais gratuitos.

Os que optam por pedir emprestado alguns manuais a amigos e familiares ou utilizar de irmãos são 8%. A obtenção de manuais escolares gratuitos junto de uma associação ou instituição é hipótese assinalada por 9% dos inquiridos e a compra de manuais em segunda mão é indicada por 6%. Aos inquiridos foram apresentadas todas estas hipóteses, podendo ser assinalada mais do que uma resposta e indicar outras que não constassem entre as apresentadas.

A opção de obtenção dos manuais gratuitos através de programas do Estado/Autarquias regista maior percentagem entre quem tem estudantes no 2º ciclo (96%), ainda que a intenção seja elevada em todos os graus de ensino (entre 74% e 89%). Já a opção de comprar manuais novos regista uma percentagem mais elevada entre alunos do 3º ciclo e do secundário (55% e 51%, respectivamente), e no ensino privado (76%). O estudo resulta de uma amostra representativa de 503 indivíduos.

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