Impresa fecha semestre com lucros a subir 38% para 3,5 milhões de euros

Por a 24 de Julho de 2019
Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa

Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa

A Impresa encerra as contas do primeiro semestre com lucros próximos dos 3,5 milhões de euros, valor que representa um crescimento na ordem dos 38% relativamente ao resultado líquido alcançado pelo grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão no semestre homólogo em 2018. Os resultados agora obtidos traduzem ainda uma melhoria significativa face à situação financeira do grupo reportada no primeiro trimestre, regressando aos lucros depois de ter registado prejuízos na ordem dos 1,2 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano, justificados pelo projecto de expansão do edifício de Paço de Arcos para receber os novos estúdios da SIC. A melhoria da performance financeira do grupo que detém a SIC e o Expresso neste primeiro semestre está reflectida igualmente no EBITDA, que, na comparação com o semestre homólogo em 2018, subiu 12,1% e atinge agora os 11,6 milhões de euros.

A contribuir para os resultados positivos neste primeiro semestre, de acordo com o relatório enviado esta quarta-feira pelo grupo à CMVM, esteve o crescimento de 3,2% nas receitas consolidadas, que passaram dos 86,1 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 para os 88,8 milhões nos primeiros seis meses deste ano, com destaque para as subidas nas receitas publicitárias e no item Outras Receitas, alavancado pelos receitas de IVR no segmento de televisão. Segundo o relatório, as receitas publicitárias subiram 1,2%, passando dos 54,8 milhões de euros para os 55,5 milhões, enquanto as receitas de circulação cresceram 5%, fixando-se agora nos 4,8 milhões de euros. Com um total de 10,9 milhões de euros, o item Outras Receitas regista um crescimento na ordem dos 52,4% face aos 7,2 milhões de euros que este indicador registava em igual período do último ano.

O contributo destas três linhas de receita acabou por ser suficiente para alcançar um saldo positivo, contrariando a quebra de 9,8% sofrida ao nível das receitas de subscrição de canais, que desceram dos 19,5 milhões de euros para os 17,6 milhões. Do lado dos custos operacionais, o grupo regista um aumento para os 77,2 milhões de euros (+1,9%) neste primeiro semestre, que comparam com 75,7 milhões de euros no semestre homólogo em 2018.

Na análise por segmento, o grupo vê o negócio da televisão atingir um EBITDA de 12,5 milhões de euros entre Janeiro e Junho deste ano, valor que corresponde a uma subida de 10% face aos 11,3 milhões registados no período homólogo. As receitas desta área de negócio totalizaram 75,3 milhões de euros, um crescimento de 3,5% comparativamente aos 72,8 milhões de euros alcançados no último ano. As receitas publicitárias cresceram 1,3%, passando de 48,6 milhões de euros para 49,3 milhões, enquanto o item Outras Receitas do segmento se fixou em 2,1 milhões de euros (+21,4%). No entanto, o principal crescimento acontece nas receitas de IVR, que dispararam 115,4% de um valor próximo dos 3 milhões de euros para os 6,4 milhões de euros, segundo o grupo em “consequência das alterações efectuadas em grelha da SIC generalista”.

Em sentido contrário, as receitas de subscrição de canais, como já referido, desceram 9,8%, para os 17,6 milhões de euros, quebra que o grupo diz ter ficado “a dever-se essencialmente à negociação de contratos nacionais e essencialmente à negociação com operadores internacionais”. Os custos operacionais subiram 2,3%, para os 62,9 milhões de euros, justifica o grupo, “como consequência, essencialmente, do aumento das receitas de IVR”.

No segmento de publishing os resultados são menos animadores já que esta área de negócio reporta um EBITDA a rondar os 38 mil euros, uma queda na ordem dos 89,4% em comparação com o EBITDA próximo dos 364 mil euros que apresentava no primeiro semestre de 2018. A evolução negativa fica a dever-se essencialmente à subida de 3,8% nos custos operacionais, que passaram dos 11,6 milhões de euros para os 12,1 milhões, tendo em conta que do lado das receitas o segmento de publishing regista uma ligeira melhoria ao atingir os 12,1 milhões de euros (+0,9%). Em causa estiveram, de acordo com o grupo, “custos com indemnizações incorridos no primeiro semestre de 2019”.

Ao nível da dívida, a Impresa fecha as contas do primeiro semestre reportando uma dívida remunerada líquida na ordem dos 167,5 milhões de euros, o que representa uma redução de 18,2 milhões de euros (-9,8%) em termos homólogos e uma diminuição de 9,4 milhões de euros face à dívida de 176,9 milhões de euros com que o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão encerrou as contas do primeiro trimestre deste ano.

Comentando os resultados agora apresentados pelo grupo que lidera, Francisco Pedro Balsemão sublinha que “o primeiro semestre foi histórico para o grupo Impresa”, recordando que “a SIC mudou para Paço de Arcos, construímos novos estúdios de informação com tecnologia pioneira e a SIC regressou à liderança 12 anos e meio depois, tendo reforçado os seus resultados durante cinco meses consecutivos”. “Foi também neste período que levámos a cabo, pela primeira vez na história dos media em Portugal, um empréstimo obrigacionista cujo emitente era um canal de televisão, que foi muito bem sucedido, já que a procura ultrapassou o montante da oferta final em quase quatro vezes, tendo esta sido a operação ao retalho com o maior número de subscritores nos últimos seis anos”, destaca ainda o CEO da Impresa, considerando que “esse êxito é a prova de que somos fortes e somos relevantes”.

Nas palavras do responsável, “todas estas alterações que vivemos no primeiro semestre foram decisivas para o cumprimento dos nossos objectivos estratégicos”, diz, acreditando que “a liderança da SIC e do Expresso contribuiu para um crescimento de 3,2% nas receitas totais, incluindo as publicitárias, bem como para um aumento de 12,1% no EBITDA”. Motivos por que, afirma Francisco Pedro Balsemão, “estamos convictos de que vamos melhorar os nossos resultados em 2019, aumentando não só o EBITDA como ainda os resultados líquidos, e mantendo igualmente a tónica na redução da dívida, que reduzimos em 18,2 milhões de euros neste primeiro semestre”.

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