Consumo: vencer a desconfiança no online

Por a 18 de Julho de 2019

cristinaNuma altura em que o mercado electrónico está a ganhar velocidade no mercado português, notícias a dar conta de manipulação e de condutas menos corretas da parte de grandes sites fazem com que o nosso consumidor, já desconfiado de si, acabe por se retrair nesta modalidade de aquisição de bens.
Hoje em dia apenas 10% dos portugueses opta pela compra online e a faixa etária que mais compra está na casa dos 30 e 40 anos. Há por isso um enorme potencial de crescimento e é nisso que empresas portuguesas se têm focado e investido.
É triste saber de más condutas, mas a verdade é que temos de nos lembrar que elas existem quer no online, quer no offline. O cliente deve estar sempre atento, munir-se sempre das melhores ferramentas e escolher bem os sítios onde faz a compra. Não podemos, no entanto, acreditar que por um player estar a cometer erros e a agir de maneira menos correcta, que todos os outros trabalham da mesma forma.
Nós estamos todos os dias à mercê de inúmeras estratégias de venda, através de mercado online e offline. Na maior parte das vezes, 90% diria eu, o consumidor não se apercebe que está a ser direccionado para um artigo, um serviço pretendido. E estamos já habituados a viver com isso: fugimos do telemarketing, não acreditamos em informação especulativa, olhamos para as promoções desconfiados e fazemos contas ao preço apresentado, mas muita coisa se passa sem darmos por isso.
Felizmente as novas tecnologias também fazem com que a informação seja transmitida rapidamente e com que a clareza das empresas acabe por ser posta à prova. O consumidor consegue agora, com alguma facilidade, conhecer da performance dos players no mercado. As opiniões dos clientes anteriores e claro, os meios de comunicação social vão-nos dando dicas. Estas notícias têm impacto, mas têm de ser desconstruídas. É necessário olhar para a “whole picture”, perceber que os riscos são diferentes, mas estão presentes em todos os canais e por consequência o online não é excepção.

Artigo de opinião de Cristina Pereira, directora de marketing do Kuanto Kusta

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